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O que a estrada ensina.

20 relatos, roteiros e dicas de viagem, escritos por quem faz a estrada.

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Por Juliana Andrade Hoffmann, guia de turismo. Dicas de viagem, roteiros e conteúdo para quem viaja pela América do Sul e Europa.

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  1. Roteiros de Turismo Natural em Jujuy: Aventuras que Você Precisa Viver
  2. Os Melhores Pacotes de Turismo para a Europa: Turismo Europeu Personalizado para Você
  3. A chegada dos Europeus na Patagônia
  4. Atrativos Norte da Argentina & Atacama
  5. Expedição PUNA, um roteiro especial para pessoas especiais
  6. Salta, Argentina: uma província de lindas paisagens e estradas espetaculares
  7. A bela província de Jujuy e suas muitas surpresas
  8. Um pouco da história da independência da Argentina
  9. Expedição Patagônia Full Adventure, da concepção à realização
  10. Patagônia Atlântica, lindas paisagens e fauna exuberante
  11. Depois de tantas fotos, leitura e estudo, finalmente conhecemos PN los Glaciares- 3ª parte
  12. E segue a viagem: paisagens e história e muitos guanacos no caminho -2ª parte
  13. Bariloche no verão: Ecoturismo e Turismo de Aventura
  14. Tudo o que você precisa saber sobre Bariloche
  15. Por que você deve conhecer as Serras do Sul em uma Expedição Overland?
  16. Roteiros para expedições no Brasil para brasileiros e "gringos" verem
  17. Descubra o que são Viagens Overland e Road Trips, Uma tendência na retomada do Turismo
  18. Quando vamos poder viajar de novo? Reflexão do mercado
  19. Uma expedição por um dos lugares mais lindos do Brasil: Cânions e Cachoeiras da Serra Gaúcha
  20. Vamos conhecer a Patagônia no próximo verão?

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Roteiros de Turismo Natural em Jujuy: Aventuras que Você Precisa Viver

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Se você é daqueles que ama se conectar com a natureza, Jujuy é um destino que vai te surpreender. Imagine paisagens de tirar o fôlego, trilhas incríveis e uma cultura rica que se mistura com a beleza natural. Pronto para embarcar nessa aventura? Vamos juntos explorar os melhores roteiros de turismo natural em Jujuy.

Descubra o Turismo Natural em Jujuy: Um Paraíso para Aventureiros

Jujuy é um verdadeiro tesouro para quem busca experiências únicas em meio à natureza. Localizada no noroeste da Argentina, essa província oferece uma diversidade de ecossistemas que vão desde desertos coloridos até vales exuberantes. Aqui, cada canto conta uma história e convida você a explorá-la.

Você pode fazer caminhadas por cânions impressionantes, visitar salinas que parecem pinturas e se encantar com a flora e fauna locais. Além disso, a região é perfeita para quem curte expedições 4x4, garantindo muita adrenalina e contato direto com a terra.

Quer um exemplo? A Quebrada de Humahuaca, Patrimônio Mundial da UNESCO, é parada obrigatória. Suas montanhas multicoloridas e vilarejos tradicionais criam um cenário inesquecível. E não para por aí. A região oferece passeios para lagunas altiplânicas, termas naturais e muito mais.

¿Cuál es el lugar más lindo de Jujuy?

Essa é uma pergunta que sempre surge, e a resposta pode variar dependendo do que você busca. Para mim, o lugar mais lindo é a Purmamarca, com seu Cerro de los Siete Colores. A vista é simplesmente espetacular. As cores vibrantes da montanha mudam conforme a luz do dia, criando um espetáculo natural que encanta qualquer visitante.

Além disso, Purmamarca é um vilarejo charmoso, com feirinhas de artesanato e uma gastronomia local deliciosa. É o ponto perfeito para descansar depois de uma trilha ou para começar sua aventura pela região.

Outro lugar que merece destaque é o Parque Nacional Calilegua, uma reserva de floresta subtropical que abriga uma biodiversidade incrível. Se você gosta de observar aves e animais silvestres, esse é o seu lugar.

Roteiros Imperdíveis para Explorar a Natureza de Jujuy

Vamos ao que interessa: os roteiros que vão fazer sua viagem inesquecível. Separei alguns passeios que combinam aventura, cultura e paisagens de tirar o fôlego.

1. Trilha do Cerro de los Siete Colores

  • Duração: 2 a 3 horas
  • Nível: Moderado
  • Destaques: Vista panorâmica, flora local, fotografia

Essa trilha é perfeita para quem quer se conectar com a natureza e capturar imagens incríveis. O caminho é bem sinalizado e oferece paradas estratégicas para descanso e contemplação.

2. Expedição 4x4 pelo Deserto de Jujuy

  • Duração: Dia inteiro
  • Nível: Aventura
  • Destaques: Salinas Grandes, paisagens desérticas, adrenalina

Se você gosta de emoção, essa expedição é para você. Dirigir um 4x4 pelas salinas e desertos é uma experiência única. Prepare-se para sentir a imensidão da natureza e a sensação de liberdade total.

3. Visita às Termas de Reyes

  • Duração: Meio dia
  • Nível: Relaxante
  • Destaques: Águas termais, descanso, paisagem natural

Depois de dias de aventura, nada melhor que relaxar nas águas termais naturais. As Termas de Reyes oferecem um ambiente tranquilo, perfeito para recarregar as energias.

4. Passeio pela Quebrada de Humahuaca

  • Nível: Leve a moderado
  • Destaques: Cultura local, paisagens coloridas, história

Esse passeio é um mergulho na cultura e na natureza. Você vai conhecer vilarejos tradicionais, mercados de artesanato e paisagens que parecem saídas de um quadro.

Dicas para Aproveitar ao Máximo o Turismo de Natureza Jujuy

Para garantir que sua viagem seja perfeita, aqui vão algumas dicas práticas:

  • Leve roupas confortáveis e adequadas para o clima: Jujuy tem variações de temperatura, especialmente entre o dia e a noite.
  • Use protetor solar e chapéu: A altitude aumenta a exposição ao sol.
  • Hidrate-se bastante: A região é seca e a altitude pode causar desidratação.
  • Contrate guias locais: Eles conhecem os melhores caminhos e histórias, tornando a experiência mais rica.
  • Respeite a natureza: Não deixe lixo e evite perturbar a fauna e flora locais.

Ah, e não esqueça sua câmera. As paisagens são de tirar o fôlego e merecem ser registradas.

Prepare-se para uma Experiência Inesquecível

Jujuy é um convite aberto para quem quer sair do comum e viver aventuras de verdade. Com seus roteiros de turismo natural, você vai se surpreender a cada passo. Seja explorando montanhas coloridas, desbravando desertos ou relaxando em águas termais, a conexão com a natureza é garantida.

Se você está buscando algo diferente, que tal planejar sua próxima viagem com foco em turismo de natureza jujuy? A experiência vai além do turismo tradicional. É uma imersão em paisagens únicas, cultura vibrante e muita aventura.

Então, que tal começar a planejar agora? Jujuy espera por você com seus braços abertos e cenários de tirar o fôlego. Vamos juntos nessa jornada? A natureza está chamando.

Pronto para viver essa aventura? Não perca tempo e descubra tudo que Jujuy tem a oferecer.

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Os Melhores Pacotes de Turismo para a Europa: Turismo Europeu Personalizado para Você

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Viajar pela Europa é um sonho para muitos. Mas, e se eu te dissesse que dá para transformar esse sonho em uma aventura única, feita sob medida para você? Sim, estou falando de turismo europeu personalizado. Nada de roteiros engessados ou passeios lotados. Aqui, a ideia é explorar o velho continente do seu jeito, com experiências que vão além do comum. Quer saber como? Então, vem comigo.

Por que escolher o turismo europeu personalizado?

Você já se sentiu preso em um roteiro de viagem que não combina com seu estilo? Eu já. E foi aí que descobri o poder do turismo europeu personalizado. Com ele, você escolhe o que quer ver, onde quer ficar e como quer se divertir. É a sua viagem, do seu jeito.

Imagine visitar Paris, mas não só os pontos turísticos tradicionais. Que tal um passeio exclusivo por vinícolas na região de Bordeaux? Ou explorar as ruas menos conhecidas de Lisboa, com um guia local que entende do assunto? Isso é possível com pacotes feitos para você.

Além disso, o turismo personalizado oferece:

  • Flexibilidade total de datas e horários
  • Atendimento exclusivo e dedicado
  • Experiências autênticas e locais
  • Opções para todos os gostos e bolsos

Não é incrível? Eu adoro essa liberdade.

Como encontrar os melhores pacotes de turismo europeu personalizado?

Agora que você já sabe o que é turismo europeu personalizado, deve estar se perguntando: "Como eu encontro esses pacotes?" A resposta é simples, mas exige atenção.

Primeiro, busque agências que realmente entendam o que você quer. Elas precisam oferecer consultoria, ouvir suas preferências e montar um roteiro exclusivo. Nada de pacotes prontos e genéricos.

Segundo, verifique se a agência tem experiência com destinos europeus e se oferece suporte durante toda a viagem. Isso faz toda a diferença, principalmente para quem gosta de aventura e quer sair do comum.

Terceiro, leia avaliações e depoimentos de outros viajantes. Eles são a melhor prova da qualidade do serviço.

E claro, não deixe de conferir pacotes de turismo europa que combinam aventura, cultura e conforto. Assim, você garante uma viagem inesquecível.

Quais são os 10 melhores lugares para visitar na Europa?

Se você está planejando sua viagem, precisa conhecer os destinos que não podem faltar no seu roteiro. Aqui vai minha lista dos 10 melhores lugares para visitar na Europa, com dicas para aproveitar cada um ao máximo:

  • Paris, França, A cidade luz é perfeita para quem ama arte, gastronomia e história. Não perca o Louvre, a Torre Eiffel e um passeio pelo Sena ao entardecer.
  • Roma, Itália, Ruínas antigas, praças charmosas e uma culinária de dar água na boca. O Coliseu e o Vaticano são paradas obrigatórias.
  • Barcelona, Espanha, Gaudí, praias e uma vida noturna vibrante. Visite a Sagrada Família e caminhe pelas Ramblas.
  • Amsterdã, Holanda, Canais, bicicletas e museus incríveis. O Museu Van Gogh é um dos meus favoritos.
  • Praga, República Tcheca, Cidade medieval com castelos e pontes encantadoras. O relógio astronômico é um espetáculo.
  • Londres, Inglaterra, História e modernidade lado a lado. O Palácio de Buckingham e o British Museum são imperdíveis.
  • Santorini, Grécia, Paraísos de praias e pôr do sol inesquecível. Ideal para relaxar e curtir a natureza.
  • Viena, Áustria, Música clássica, palácios e cafés tradicionais. O Palácio de Schönbrunn é um charme.
  • Edimburgo, Escócia, Castelos, festivais e paisagens de tirar o fôlego. A Royal Mile é cheia de histórias.

10. Lisboa, Portugal, Colinas, azulejos e uma vibe acolhedora. Prove os pastéis de nata e explore o bairro de Alfama.

Cada um desses destinos pode ser explorado de forma personalizada, com roteiros que combinam aventura, cultura e gastronomia. Quer mais dicas? Me pergunte.

Dicas para aproveitar ao máximo seu pacote de turismo europeu personalizado

Agora que você já sabe onde ir e como escolher seu pacote, que tal algumas dicas para tirar o máximo proveito da sua viagem?

  • Planeje com antecedência: Quanto mais cedo você começar, mais opções terá para personalizar seu roteiro.
  • Seja claro sobre suas expectativas: Fale sobre seus interesses, ritmo e orçamento. Isso ajuda a agência a criar algo perfeito para você.
  • Inclua experiências locais: Prove comidas típicas, participe de festivais e converse com moradores. Isso enriquece muito a viagem.
  • Esteja aberto a surpresas: Às vezes, o melhor da viagem está no inesperado. Confie no seu guia e aproveite.
  • Cuide da documentação: Passaporte, vistos e seguros são essenciais para evitar imprevistos.

Seguindo essas dicas, sua aventura pela Europa será inesquecível.

Por que a Andes Experience é a escolha certa para sua viagem?

Se você busca uma agência que entende de aventura e personalização, a Andes Experience é a resposta. Eles têm expertise em expedições 4x4 e viagens de aventura, agora expandindo para oferecer experiências únicas na Europa.

Com atendimento dedicado, roteiros exclusivos e suporte completo, a Andes Experience transforma seu sonho em realidade. Quer sair do comum? Eles são a escolha certa.

Não perca tempo com pacotes genéricos. Invista em uma viagem que tem a sua cara. Vamos juntos explorar a Europa de um jeito novo e emocionante.

Pronto para embarcar nessa aventura? O turismo europeu personalizado está ao seu alcance. Faça as malas, escolha seu roteiro e prepare-se para viver momentos inesquecíveis.

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A chegada dos Europeus na Patagônia

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Desafiando todos a distância. o desconhecido e o clima inóspito, os navegadores desbravaram os mares revoltos nas primeiras expedições exploratórias pelo extremo sul do continente. Inicialmente o objetivo inicial era consolidar um caminho para o oriente, unindo o Oceano Atlântico com o Pacifico, posteriormente surgiram os primeiros assentamentos espanhóis, porém outras nações, como Inglaterra, buscavam ativamente participar da colonização do novo mundo.

Também foi marcante a presença de cientistas, naturalistas e demais imigrantes buscando novas oportunidades de vida, como os galeses na região na província de Chubut.

Te convido a participar de uma viagem do tempo, para entender um pouco mais da formação das cidades patagônicas, sua interação com os povos originários e seu legado nos dias de hoje

As primeiras expedições de exploração pela Patagônia, Séculos XVI e XVII

1. Fernão de Magalhães (1519-1522)

Fernão de Magalhães foi o primeiro europeu a explorar a costa da Patagônia durante sua famosa expedição de circunavegação. Em 1520, ele e sua frota navegaram ao longo da costa patagônica, parando para reparar navios e reabastecer. Foi nessa viagem que sua tripulação encontrou os Tehuelches, impressionando-se com sua estatura, o que levou ao nome "Patagônia".

A principal conquista de Magalhães na região foi a descoberta do Estreito de Magalhães, uma passagem marítima natural que conectava o Oceano Atlântico ao Pacífico, abrindo uma rota para o oeste sem passar pelo perigoso Cabo Horn.

Fernão de Magalhães (1480, 1521) foi um navegador e explorador português que desempenhou um papel crucial na expansão marítima europeia e na compreensão do mundo durante a Era das Descobertas. Ele liderou a primeira expedição a circunavegar o globo, provando que a Terra era redonda e que os oceanos estavam interligados. Embora ele tenha morrido antes de completar a viagem, sua jornada marcou um dos momentos mais importantes da história da navegação.

Infância e formação

Fernão de Magalhães nasceu por volta de 1480, provavelmente na região de Sabrosa ou no Porto, em Portugal. Filho de uma família nobre, ele teve acesso à educação, aprendendo navegação, matemática, astronomia e cartografia. Aos 25 anos, ingressou nas expedições portuguesas, participando de campanhas militares no Oceano Índico e em terras asiáticas, como as Molucas (atuais Ilhas das Especiarias na Indonésia).

A Expedição às Molucas e o serviço à Espanha

Após discordâncias com o rei D. Manuel I de Portugal, Magalhães ofereceu seus serviços ao rei Carlos I da Espanha (futuro Carlos V do Sacro Império Romano-Germânico). Ele propôs alcançar as Ilhas das Especiarias navegando para o oeste, contornando o continente americano, uma rota que ninguém havia explorado até então. Isso visava garantir que as riquezas das especiarias pudessem ser acessadas sem infringir o Tratado de Tordesilhas, que dividia o mundo entre Portugal e Espanha.

Em 1519, Carlos I apoiou a expedição de Magalhães com cinco navios: Trinidad, San Antonio, Concepción, Victoria e Santiago. A tripulação era composta por cerca de 270 homens de várias nacionalidades.

A Viagem de Circunavegação

1. Partida da Espanha (1519): A expedição zarpou de Sevilha e atravessou o Oceano Atlântico, chegando à América do Sul.

2. Descoberta do Estreito de Magalhães (1520): Após meses explorando a costa sul-americana, Magalhães encontrou uma passagem entre o Atlântico e o Pacífico, hoje chamada Estreito de Magalhães. Essa travessia foi desafiadora devido às tempestades e às condições climáticas severas.

3. Oceano Pacífico: Magalhães foi o primeiro europeu a navegar pelo Oceano Pacífico, nomeado assim por ele devido às águas relativamente calmas encontradas no trajeto. No entanto, a tripulação sofreu com fome, doenças e falta de provisões.

4. Chegada às Filipinas (1521): Após meses de navegação, a expedição alcançou as Filipinas. Magalhães tentou converter os nativos ao cristianismo e se envolveu em conflitos locais.

A morte de Magalhães

Em 27 de abril de 1521, Magalhães foi morto na Batalha de Mactan, nas Filipinas, ao liderar uma tentativa de subjugar o chefe tribal Lapu-Lapu. Sua morte foi um golpe significativo para a expedição.

Conclusão da viagem

Apesar da morte de Magalhães, o navegador espanhol Juan Sebastián Elcano assumiu o comando e liderou a expedição de volta à Espanha. Em 1522, o navio Victoria foi o único a completar a viagem, com apenas 18 sobreviventes. A jornada provou a esfericidade da Terra e a vastidão do Pacífico.

Legado

Fernão de Magalhães é lembrado como um dos maiores exploradores da história. Sua expedição:

•Comprovou a interconexão dos oceanos e a viabilidade de circunavegar o globo.

•Contribuiu para o avanço da ciência náutica e da cartografia.

•Ampliou as rotas comerciais e o alcance europeu em escala global.

Embora ele tenha morrido antes de concluir sua missão, Magalhães permanece como símbolo de determinação, coragem e curiosidade humana.

2. Expedição de Simón de Alcazaba (1535-1536)

Simón de Alcazaba, um explorador espanhol, foi enviado para explorar a Patagônia e estabelecer assentamentos na região. Ele chegou à costa patagônica em 1535, mas a expedição enfrentou dificuldades devido às condições extremas e conflitos internos. Tentativas de colonização fracassaram, e Alcazaba acabou sendo assassinado por sua própria tripulação.

A Expedição de Simón de Alcazaba y Sotomayor (1535, 1536) foi uma das primeiras tentativas de colonização da região da Patagônia, situada no extremo sul da América do Sul. Essa expedição é notável por sua ambição de explorar e estabelecer domínio espanhol em um território remoto e pouco conhecido, além de pelos desafios e fracassos que enfrentou.

Contexto histórico

Simón de Alcazaba era um navegador e explorador espanhol de origem granadina. Em um período de intensa competição entre Espanha e Portugal pela conquista de territórios no Novo Mundo, Alcazaba recebeu permissão da coroa espanhola para explorar a região da Patagônia, que já havia sido brevemente visitada por Fernão de Magalhães durante sua famosa viagem de circunavegação em 1520.

O objetivo da expedição era estabelecer uma colônia permanente no sul da América do Sul, reforçando a presença espanhola e explorando os recursos naturais, especialmente ouro, prata e outras riquezas.

A expedição

1.Partida (1535): Alcazaba partiu de Sevilha com dois navios e cerca de 260 homens, incluindo soldados, navegadores e colonos. Ele tinha o título de governador da Nova Leão, nome dado ao território a ser conquistado.

2.Chegada à Patagônia: Após uma viagem difícil pelo Atlântico, os navios chegaram à costa patagônica, possivelmente próximo da região do Golfo de San Jorge, no atual território da província de Chubut, Argentina.

3.Desafios e adversidades:

  • Clima rigoroso: A Patagônia é conhecida por suas condições climáticas extremas, com ventos fortes, temperaturas baixas e recursos limitados para sustentar um assentamento.
  • Escassez de alimentos: A falta de suprimentos levou a fome e ao enfraquecimento dos homens.
  • Resistência indígena: Os habitantes indígenas da região (possivelmente Tehuelches) resistiram à presença dos espanhóis, complicando ainda mais os planos de colonização.
  • Rebelião e morte de Alcazaba: A insatisfação entre os membros da expedição cresceu devido às condições adversas e à liderança de Alcazaba, considerada autoritária. Em 1536, uma rebelião liderada por um de seus subordinados resultou no assassinato de Simón de Alcazaba. Após sua morte, a expedição entrou em colapso.
  • Consequências

•Fracasso da colonização: A expedição não conseguiu estabelecer uma colônia permanente na Patagônia. A maioria dos homens morreu devido à fome, violência ou doenças. Alguns poucos sobreviventes retornaram à Espanha.

•Impacto na exploração espanhola: O fracasso de Alcazaba desestimulou novas tentativas de colonização na região patagônica por várias décadas. Apenas no final do século XVII e início do XVIII os espanhóis retomaram o interesse estratégico pela área.

•Legado histórico: Apesar de fracassada, a expedição de Simón de Alcazaba é lembrada como uma das primeiras iniciativas europeias de exploração e colonização na Patagônia, destacando os desafios de dominar uma das regiões mais inóspitas do mundo.

A história da expedição ilustra as dificuldades enfrentadas pelos primeiros exploradores em seu esforço de expansão para os confins do globo, bem como os limites da tecnologia e do conhecimento geográfico da época.

3. Francis Drake (1578)

O corsário inglês Sir Francis Drake passou pela Patagônia durante sua famosa viagem de circunavegação. Em 1578, ele navegou pelo Estreito de Magalhães, enfrentando tempestades severas e dificuldades para manobrar. Drake explorou as águas ao sul do estreito e contribuiu para o mapeamento da região, incluindo ilhas próximas.

A Jornada pela Patagônia

  • Chegada ao Estreito de Magalhães:
  • Em agosto de 1578, Drake chegou ao Estreito de Magalhães, localizado na ponta sul da América do Sul. A navegação pela passagem foi extremamente difícil devido às condições meteorológicas imprevisíveis, ventos fortes e águas turbulentas.
  • Durante a travessia, ele perdeu dois dos navios da frota: o Marigold, que afundou durante uma tempestade, e o Elizabeth, que retornou à Inglaterra devido às condições adversas.

Tempestades no Pacífico:

  • Após passar pelo estreito, Drake enfrentou tempestades severas no Pacífico, que o desviaram para o sul, em direção às águas ao redor do arquipélago da Terra do Fogo.
  • É possível que ele tenha avistado as ilhas conhecidas hoje como as Ilhas Diego Ramírez, ao sul do Cabo Horn.

Interação com os Indígenas:

  • Enquanto estava na região da Patagônia, Drake e sua tripulação tiveram contato limitado com os povos indígenas locais, possivelmente os Tehuelches. Relatos ingleses descrevem os nativos como altos e fortes, perpetuando o mito dos "gigantes patagônios" já mencionado por navegadores anteriores.

Exploração e Saque:

  • Após atravessar para o Pacífico, Drake continuou sua missão de atacar navios e portos espanhóis ao longo da costa oeste da América do Sul. Ele acumulou grandes quantidades de tesouros, especialmente ouro e prata, de embarcações espanholas.

Legado da Expedição pela Patagônia

1.Fortalecimento do Poder Naval Inglês:

A bem-sucedida travessia do Estreito de Magalhães e a posterior circunavegação do globo consolidaram Francis Drake como um dos maiores navegadores de sua época. Sua viagem foi uma demonstração do crescente poder marítimo inglês, desafiando a supremacia espanhola.

2.Contribuição à Cartografia:

A passagem pela Patagônia resultou em novos mapas e relatórios detalhados da região, enriquecendo o conhecimento geográfico europeu sobre o sul da América. As descrições da região reforçaram a ideia de sua inospitalidade e desafios naturais.

3.Influência na Corrida Colonial:

A jornada de Drake inspirou futuras expedições inglesas, que buscavam competir com a Espanha por territórios e rotas comerciais. Embora a Inglaterra não tenha estabelecido colônias na Patagônia, a viagem destacou o potencial estratégico da região.

4.Construção do Mito de Drake:

A viagem de Drake transformou-o em uma figura lendária na história da navegação. Na Inglaterra, ele foi celebrado como herói, enquanto na Espanha era visto como um pirata temido. Seu título de cavaleiro, concedido pela Rainha Elizabeth I em 1581, foi um símbolo de sua importância para o poderio marítimo inglês.

5.Relatos e "Gigantes Patagônios":

Os relatos de Drake sobre os indígenas da Patagônia perpetuaram mitos sobre os "gigantes" descritos por exploradores anteriores. Esses relatos, embora exagerados, alimentaram o fascínio europeu pela região.

Conclusão

A expedição de Francis Drake pela Patagônia foi um marco na exploração marítima e na consolidação do domínio inglês nos mares. Apesar dos desafios enfrentados, sua habilidade de navegar e sobreviver em condições extremas demonstrou a resiliência dos exploradores da época. Seu legado permanece como um símbolo do avanço das navegações europeias e da luta pelo controle dos oceanos durante a Era das Descobertas.

4. Pedro Sarmiento de Gamboa (1581)

Pedro Sarmiento de Gamboa foi enviado pela coroa espanhola para fortificar o Estreito de Magalhães e impedir incursões de piratas e corsários, como Francis Drake. Ele fundou dois assentamentos, Nombre de Jesús e Ciudad del Rey Don Felipe (conhecida como Puerto del Hambre). No entanto, as condições extremas e a falta de suprimentos levaram ao fracasso dessas colônias.

A expedição de Pedro Sarmiento de Gamboa em 1581 pela Patagônia foi uma das tentativas mais significativas da coroa espanhola de estabelecer uma presença permanente na região do Estreito de Magalhães, uma rota estratégica entre os oceanos Atlântico e Pacífico. Essa expedição ficou marcada tanto pelos desafios enfrentados quanto pelos trágicos resultados das colônias fundadas.

Contexto da Expedição

No final do século XVI, o Estreito de Magalhães era uma rota vital para as viagens entre a Europa e o Pacífico. Para proteger esse ponto estratégico dos ataques de corsários, especialmente dos ingleses como Francis Drake, que navegou pelo estreito em 1578, o rei Felipe II da Espanha decidiu criar assentamentos fortificados para assegurar o controle espanhol da área.

Pedro Sarmiento de Gamboa, um experiente navegante, cartógrafo e historiador, foi encarregado de liderar a missão. O objetivo era duplo: mapear e fortificar o estreito e fundar colônias espanholas permanentes.

5. Willem Schouten e Jacob Le Maire (1616)

Os navegadores holandeses Willem Schouten e Jacob Le Maire exploraram a Patagônia enquanto buscavam uma nova rota para o Pacífico. Em vez de usar o Estreito de Magalhães, eles descobriram o Cabo Horn, no extremo sul do continente, proporcionando uma alternativa importante para a navegação.

Essas viagens foram fundamentais para mapear e compreender a Patagônia e o sul do continente. Apesar dos desafios enfrentados, como tempestades, frio intenso e suprimentos limitados,, esses exploradores abriram caminho para o conhecimento europeu sobre uma das regiões mais remotas e inóspitas do planeta.

A expedição de Willem Schouten e Jacob Le Maire em 1616 foi uma das mais importantes na história da exploração marítima, sendo responsável por descobrir uma nova rota para o Oceano Pacífico através do Cabo Horn, na extremidade sul da América do Sul. Essa expedição foi notável por seu impacto na navegação, cartografia e na competição comercial marítima entre as potências europeias do século XVII.

Na época, a Companhia Holandesa das Índias Orientais (VOC) tinha o monopólio das rotas comerciais que passavam pelo Estreito de Magalhães e pelo Cabo da Boa Esperança. Para contornar esse monopólio, Isaac Le Maire, um rico comerciante holandês, patrocinou uma expedição liderada por seu filho Jacob Le Maire e o experiente capitão Willem Schouten. O objetivo era encontrar uma nova rota para o Oceano Pacífico que não infringisse os monopólios da VOC.

A expedição partiu de Texel, Holanda, em junho de 1615, com dois navios: o Eendracht e o Hoorn.

Exploração da Costa Patagônica:

A expedição chegou à costa da Patagônia no final de 1615. Durante a navegação, a tripulação explorou a região costeira, mapeando áreas inóspitas e interagindo de forma limitada com os povos indígenas locais.

Desafios Enfrentados:

A navegação pela Patagônia foi difícil devido às condições climáticas extremas, com ventos fortes e águas agitadas.

Em um incidente na região de Puerto Deseado (atual Argentina), o navio Hoorn pegou fogo acidentalmente e foi destruído, deixando a expedição com apenas o Eendracht para continuar a jornada.

Descoberta do Cabo Horn:

Em janeiro de 1616, a expedição navegou ao sul da Terra do Fogo e descobriu um novo cabo, que nomearam de Cabo Horn (Kaap Hoorn), em homenagem à cidade natal de Schouten, Hoorn, na Holanda.

Esta descoberta foi de extrema importância, pois oferecia uma alternativa ao Estreito de Magalhães e evitava as restrições impostas pela VOC.

Navegação pelo Pacífico:

Após passar pelo Cabo Horn, a expedição seguiu para o Oceano Pacífico, explorando novas ilhas no caminho até chegar às Índias Orientais.

Legado da Expedição

1.Descoberta do Cabo Horn:

A identificação do Cabo Horn foi um marco geográfico e cartográfico, pois revelou uma rota marítima segura e alternativa ao Estreito de Magalhães. Essa passagem tornou-se fundamental para a navegação entre os oceanos Atlântico e Pacífico.

2.Ampliação do Conhecimento Geográfico:

A expedição forneceu novos mapas e informações detalhadas sobre a Patagônia, a Terra do Fogo e as águas ao sul da América do Sul. Esses dados enriqueceram o conhecimento europeu sobre essa região remota e inóspita.

3.Desafios ao Monopólio da VOC:

A nova rota descoberta por Schouten e Le Maire foi uma vitória para comerciantes independentes, como Isaac Le Maire, que queriam desafiar o monopólio da VOC. No entanto, ao chegar às Índias Orientais, a tripulação foi detida pela VOC sob acusações de violar as leis comerciais.

4.Impacto na Navegação Marítima:

A descoberta do Cabo Horn abriu novas possibilidades para a navegação global, especialmente para exploradores e comerciantes europeus que buscavam alternativas às rotas tradicionais.

5.Consolidação da Reputação Holandesa:

A expedição de Schouten e Le Maire reforçou a reputação dos navegadores holandeses como líderes na exploração marítima, inovação e cartografia.

A expedição de Willem Schouten e Jacob Le Maire foi um marco na história da navegação, tanto por sua importância geográfica quanto por seu impacto comercial. A descoberta do Cabo Horn não apenas desafiou o monopólio da VOC, mas também expandiu os limites do conhecimento europeu sobre o extremo sul da América do Sul. O legado dessa jornada continua sendo uma lembrança do espírito de exploração e inovação da Era dos Descobrimentos.

O século XVI foi um período que deixou um legado importante para o entendimento da geografia do continente Americano e consolidação da teoria de da forma esférica do planeta, portanto a possibilidade das viagens de Circunavegação pela conexão dos Oceanos Atlântico e Pacífico, unindo o Ocidente ao Oriente. Por fim, o descobrimento dos povos originários e o conhecimento das civilizações austrais e sua forma de vida. Os aventureiros dos mares mostraram o mundo para o mundo.

Por muitos anos, devido a sua inospitalidade e interesses em outras regiões do continente, a vida na Patagônia seguia quase intocada até o século XIX, quando mudanças no paradigmas globais e novos interesses por parte da Europa e dos países base dos territórios patagônicos, fizeram que novamente a região fosse foco, os olhos mundiais se voltaram para a região.

Travessia Estreito de Magalhães

Venha conhecer de perto esses lugares espetaculares na Expedição Patagônia Full Adventure com nossa equipe no mês de março, e viva ao vivo essas histórias incríveis.

Um destes lugares especiais é nossa travessia pelo icônico ESTREITO DE MAGALHÃES

Expedição Patagônia Full Adventure, dia que iremos de Rio Gallegos a Ushuaia, cruzando a Ilha Grande de Tierra del Fuego

Um dos momentos mais esperados em nossa Expedição é ir até a cidade de Ushuaia. No dia anterior faremos uma preparação, por meio de brieffing e abastecimento de comida não perecível, já que faremos o Paso Fronteirizo Integracion Austral, ou seja vamos percorrer aproximadamente 200 km em território chileno.

Com a pastinha de documentos em mãos, saímos bem cedinho para nossa jornada rumo ao fim do mundo. Veja como é o trajeto:

O trajeto terrestre até Ushuaia

  • Saída da Argentina (Rio Gallegos, Santa Cruz)Seguir pela Ruta Nacional 3 até o ponto de fronteira com o Chile (Paso Integración Austral).
  • Entrada no ChileSeguir pela Ruta CH-255 e depois pela CH-257 até o Estreito de Magalhães.
  • Travessia de balsaEm Punta Delgada, pegar a balsa que cruza o Estreito de Magalhães até a ilha da Terra do Fogo.

As barcaças partem a cada 30 minutos e não precisa reservar anteriormente. Neste trecho o canal é bem mais estreito e em geral, a travessia é tranquila.

É emocionante cruzar esse local histórico, que separa a Patagônia continental e insular

  • Percurso dentro do ChileContinuar pela Ruta CH-257 até o posto de fronteira em San Sebastián, onde se volta para a Argentina.
  • Reentrada na ArgentinaJá de volta à Ruta Nacional 3, seguir por cerca de 300 km até Ushuaia.

Mas afinal, porque precisamos passar pelo Chile????

História do Acordo de Fronteira entre Chile e Argentina na Terra do Fogo

A divisão da Terra do Fogo entre Argentina e Chile foi estabelecida pelo Tratado de 1881, um dos principais acordos de fronteira entre os dois países. Esse tratado definiu a soberania sobre a região e evitou possíveis conflitos no extremo sul da América do Sul.

1. O Tratado de 1881, A Partilha da Terra do Fogo

Até o final do século XIX, Argentina e Chile disputavam territórios na Patagônia e na Terra do Fogo. O Tratado de Fronteira de 1881 foi assinado para dividir a região da seguinte maneira:

  • A Cordilheira dos Andes seria a fronteira principal no continente, com o limite seguindo a linha das águas vertentes (o divisor natural das águas entre os oceanos Atlântico e Pacífico).
  • A Terra do Fogo foi dividida, ficando a parte oriental com a Argentina e a parte ocidental com o Chile.
  • O Estreito de Magalhães ficou sob controle exclusivo do Chile, garantindo a navegação internacional.
  • O arquipélago das Ilhas do Cabo de Hornos e outras ilhas ao sul da Terra do Fogo ficaram sob soberania chilena.

Este tratado evitou uma guerra e consolidou a divisão política que permanece até hoje.

2. Conflitos Posteriores e o Laudo Britânico de 1902

Apesar do tratado, surgiram novas tensões:

  • A definição exata da linha de fronteira nos Andes gerou disputas.
  • Em 1902, um Laudo Arbitral Britânico delimitou com mais precisão a fronteira.
  • Esse laudo ajudou a evitar um novo conflito e consolidou a separação territorial entre os dois países.

3. A Crise do Canal de Beagle (1978)

Décadas depois, Argentina e Chile voltaram a ter desentendimentos, desta vez sobre a posse das Ilhas Picton, Nueva e Lennox, na entrada do Canal de Beagle.

  • Em 1971, o Chile aceitou um laudo arbitral britânico, que lhe concedia as ilhas.
  • A Argentina, porém, rejeitou a decisão e ameaçou invadir o território chileno.
  • Em dezembro de 1978, os dois países quase entraram em guerra, mas a mediação do Papa João Paulo II levou ao Tratado de Paz e Amizade de 1984, no qual a Argentina reconheceu a soberania chilena sobre as ilhas.

A divisão da Terra do Fogo entre Argentina e Chile foi definida no Tratado de 1881 e confirmada posteriormente por arbitragens internacionais. Apesar de algumas tensões ao longo da história, o acordo garantiu a estabilidade da fronteira na região até os dias de hoje.

Venha participar das Expedições 4x4 da Andes Experience ou utilize os serviços da agencia de turismo especialista em América do Sul, acompanhe nosso diário de bordo em Março de 2025

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Diário de bordo

Atrativos Norte da Argentina & Atacama

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Atualizado: 3 de jan. de 2020

Salta, Argentina

Foto: Salta, Argentina.

Conhecida como “La linda”, capital da província de Salta, está localizada na belíssima região norte do país, com 1187m de altitude, tem uma população de aproximadamente 462 mil habitantes é a mistura perfeita entre a aridez das zonas desérticas da região que compreende o norte argentino e chileno, com férteis e verdes vales produtores agrícolas. Culturalmente, essa mescla entre as raízes incas com a cultura colonial do interior a torna um lugar que encanta à primeira vista. Percorrer seu entorno é uma aventura por povoados charmosos, cerros, vales, rios e as famosas quebradas de montanhas coloridas. O turismo tem crescido muito na província, impulsionados por diversos fatores, tais como: naturais, históricos, culturais e gastronômicos, e a cada ano a cidade se estrutura melhor, fazendo da região um pólo turístico em continua ascensão, recebendo visitantes do mundo inteiro.

Cachi & Cafayate e seus belos caminhos

Foto: Vinícula em Cafayate

Duas belas cidades na província de Salta, a pequena e pacata Cachi com aproximadamente 5 mil habitantes, está a 2532 m de altitude e é a mais importante produtora de pimenta do país, já Cafayate, é reconhecida pela produção de vinhos de excelentes cepas de altitude, principalmente o torrent, é possível visitar as bodegas da pequena cidade e degustar. Região que foi habitada pelos índios cachalquies, seus acessos e caminhos são de beleza relevante. Dentre as Rutas e estradas da província, algumas valem a pena percorrer e apreciar como parte importante da viagem. O caminho entre Salta e Cachi é conhecido como “Cuesta Del Obispo“, o qual corresponde a uma seção em ziguezague e íngreme da rota provincial 33, chegando até a altitude de 3340m onde está o ponto panorâmico conhecido como Piedra del Molino. O caminho entre Salta e Cafayate é feito pela Ruta Nacional 68, onde está a Quebrada de las Conchas, que conta com paisagens e geomorfologia de cores variadas, e formações rochosas de diferentes formas, produzidas por movimentos tectônicos que tiveram no local nos últimos dois milhões de anos. Na emblemática Ruta 40, caminho entre Cachi e Cafayate, o grande destaque é a Quebrada de las Flechas, formações rochosas pontiagudas de 20 m no Vale dos Chalchaquis.

Parque Nacional de los Cardones

Foto: Parque Nacional de los Cardones

Está localizado na província de Salta, no departamento de Cachi e tem uma superfície de 64117 hectares. Os nomes provêm dos gigantescos cactcos, em espanhol cardon. Esta região abriga também ambientes das eco-regiões dos Altos Andes, Monte de Serras e Bolsones, Yunga, e Puna. Dentro do Parque está a reta de 18km conhecida como Tin Tin, por causa de um cerro na região, trata-se de um antigo caminho inca, localizado a 3000 m de altitude.

Jujuy: Quebrada de Humahuaca, Tilcara, Purmamarca e Salinas Grandes

Foto: Quebrada de Humahuaca

A província situada no extremo norte da Argentina guarda belezas e mistérios de suas inúmeras etnias originárias, que deixaram vestígios de 11mil anos atrás. A Quebrada de Humahuaca é Patrimônio Cultural da Humanidade desde 2003. A região fazia parte de caminhos utilizados pelos Incas e posteriormente como ligação entre o Vice Reino do Peru e com o Vice Reino do rio da Prata, é uma combinação entre maravilhosas paisagens e montanhas coloridas, casa e igrejas de abode, e milenar cultura omahuaca. Em Ticara, o atrativo principal é a fortaleza das ruínas “Pukará del Tilcaca”, um sitio arqueológico do século XII dos povos originários. Já no vilarejo de Purmamarca, além do comércio de artesanato, o grande destaque é o Cerro de los 7 Colores. No camino de conexão com o Chile, o maior deserto de sal da Argentina, se destaca na paisagem, com uma média de altitude de 3450 metros acima do nível do mar. Abrange uma área de 212 km² e é conhecida por seu vasto deserto branco, sendo resultado do acúmulo de sais minerais provenientes da cordilheira dos Andes

Passo de Jama

Foto: Passo de Jama

Uma das estradas mais altas da América do Sul, ligando a Argentina e o Chile, cruzando a cordilheira dos Andes e tendo como altitude máxima 4831 metros acima do nível do mar. As belas paisagens compensam o deslocamento. Esse é o passo fronteiriço entre os dois países que está localizado mais ao norte e sua rodovia é totalmente pavimentada.

San Pedro de Atacama

Foto: Valle de la Luna

Essa cidade, que pode ser considerada um Oasis no Deserto do Atacama, está a 2400m de altitude e tem uma população de um pouco mais de 5 mil habitante. Devido à grande demanda de turistas, o local dispõe de uma boa infra-estrutura, entre suas casas de adobe e suas ruas de terra e serve como base para conhecer o deserto e seus inúmeros passeios e excursões. O deserto de Atacama tem uma variedade geográfica e de fauna bastante significativa, desde vulcões, geiseres, salares e lagos, com vistas e de beleza espetacular.

Passeios no Deserto do Atacama

Foto: Passeio Geiseres del Tatio

O deserto possui uma gama de paisagens e muitos passeios, visitando diferentes pontos. Os mais tradicionais, e que podemos considerar imperdíveis em uma primeira visita ao Atacama são: Lagunas Altiplanicas, Geiseres del Tatio, Termas de Puritama, Lagunas Cejar, Tebinchique e Ojos de Salar, Valle de La Luna e Valle del Mart, Tour Astronômico.

  • Atrativos
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Diário de bordo

Expedição PUNA, um roteiro especial para pessoas especiais

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Atualizado: 15 de out. de 2024

Se passaram muitos anos quando eu estive na Puna pela primeira vez, fui com minha irmã e a idéia era passar uns dias em Salta, antes de cruzar a cordilheira em rumo ao Atacama. Fizemos todos os passeios e eu me apaixonei pela região. Claro que a paissagem me encantou, mas tem algo a mais e não dá para explicar, é algo que vai além da beleza por si

Alguns anos depois, voltei á região com o Gabriel e fizemos uma viagem de reconheciemento, a qual nos confirmou algo que eu já sabia, era meu destino levar muitas pessoas a conhecerem o Nororeste argentino e poder proporcionar esse sentimento com muitas pessoas

Então, embarque conosco nesta experiencia incrivel.

Uma imersão na Cordilheira dos Andes

Depois de tantos anos trabalhando no turismo tradicional, aprendi muitas coisas, mas principalmente, com a maturidade, busquei uma satisfação pessoal por meio de meu trabalho. Cada projeto e roteiro tem um pouco de mim mesma, do que acho interessante e em cada um dos roteiros, tento inovar na forma de organizar as viagens e assim realizar muitos sonhos.

Uma das visitas que mais me marcou em Salta foi ao Museu de Arqueologia de Alta Montanha, uma linda surpresa conhecer uma história que se conectou com tantas outras, acho que se existe algum marco, posso citar esse momento.

Essa cultura milenar dos povos originarios de região de cordilheira dos Andes é riquissima, e muito além dos conhecidos Incas, muitas populações viveram nesta região e deixaram um legado que podemos conhecer em praticamente todas as regiões do NOA (noroeste argentino)😊😊

Por que a Puna Altiplanca é o meu roteiro preferido?

Eu adoro todas nossas viagens, mas a Puna tem algumas peculiaridades:

  • Cidades pequenas, basicamente nosso roteiro visita pequenos povoados autenticos, onde podemos conviver com a essencia da cultura andina e com as pessoas que seguem sua cultura como seus antecendentes
  • Estradas: caminhos em ripio de monatanha, muitas cuestas e estradas as quais pododemos ficar horas sem passar por ninguém. Os caminhos são bons para quem quem gosta de um "fora de estrada" e caminhos tranquilos e bucolicos
  • Pessoas: muitos descendentes dos povos originários, pessoas simples e de uma receptividade incrivel
  • Gastronomia: a comida é excelente e bem servida, pratos tipicos da cozinha argentina e de montanha.
  • Cultura: o aprendizado que levamos de uma viagem pelos Andes é um legado que levamos para toda a Vida

Mas afinal, o que é Puna??

A paisagem mais simbólica do norte argentino é uma meseta de alta montanha chamada Puna Argentina. A palavra PUNA é de origem quéchua e significa terreno alto. Essa região se estende pelos sul do Peru e sudoeste da Bolívia, onde é chamado altiplano boliviano, pelo norte do Chile, conhecida como Puna do Atacama.

Paisagens impressionantes, clima semi árido, alta amplitude térmica, grandes altitudes,mas em geral, regiões planas, salares de origem vulcânicas, vazios demográficos, onde pequenos e inóspitos povoados, abrigam uma história milenar, e onde a mineração foi seu principal atrativo, herança essa, presente em dezenas de localidades fantasmas, onde o vento, a poeira, o ar rarefeito e a fauna local são testemunhas desse passado, e onde hoje, aventureiros e turistas chegam em caminhonetes 4x4, buscando esse exótico bioma.

A vegetação é basicamente arbustiva, às vezes sem cobertura vegetal, solo que pode variar de cores avermelhadas, escuras, alaranjadas devido a minerais e sedimentos vulcânicos. Pode ser encontrar exemplares de algarrobo e várias espécies cardones (cactos). A região alberga inúmeros salares ( aguarde pelos próximos posts) devido a formação de bacias fechadas, sedimentos vulcânicos e evaporação dos recursos hídricos devido a baixo índice pluviométrico. Por estar entre duas cadeias montanhosas, a cordilheira oriental bloqueia a umidade que vem da região Amazônica e a cordilheira ocidental bloqueia a umidade que vem do Pacifico, a Puna também é conhecida como deserto frio, ou Tundra alto andina

Cidades e lugares que vamos conhecer na Puna Altiplanica

Salta

Salta é uma cidade encantadora localizada no noroeste da Argentina, conhecida por sua rica história, arquitetura colonial e paisagens deslumbrantes. Com suas ruas de paralelepípedos e edifícios coloniais bem preservados, a cidade oferece aos visitantes uma atmosfera autêntica e charmosa. A Catedral Basílica de Salta é um dos principais pontos turísticos, com sua fachada imponente e interior impressionante. Além disso, a Plaza 9 de Julio é o coração da cidade, cercada por cafés, restaurantes e lojas, e é um ótimo lugar para relaxar e apreciar a atmosfera animada de Salta.

A gastronomia também é uma parte essencial da experiência em Salta. A cidade é famosa por sua culinária regional, com pratos típicos como empanadas, tamales e locro, um ensopado tradicional feito com milho e carne de porco. Os visitantes podem desfrutar de uma grande variedade de restaurantes e bares que oferecem tanto pratos tradicionais quanto cozinha contemporânea.

Essa bela idade é nosso ponto base para percorrer todo o NOA e em nosso dia livre, a sugestão é caminhar pelo casco histórico, visitar o imperdível MAAM (Museu de Arqueologia de Alta Montanha) e a noite vamos desfrutar de uma Peña Folclorica, com música e cultura típica da região

Purmamarca

Purmamarca é uma encantadora vila localizada na região noroeste da Argentina, na província de Jujuy. Conhecida por sua beleza natural e cultura tradicional, a cidade atrai visitantes de todo o mundo. Uma das principais atrações de Purmamarca é o famoso Cerro de los Siete Colores, uma montanha com formações geológicas impressionantes que exibem sete diferentes tons de cores. Os viajantes podem fazer caminhadas nas trilhas da região para apreciar a paisagem deslumbrante e tirar fotografias incríveis.

Além disso, a vila de Purmamarca é famosa por sua feira de artesanato, onde os visitantes podem encontrar uma ampla variedade de produtos locais, como roupas, cerâmicas, tecidos e joias em uma praça encantadora, rodeada por cafés e restaurantes, onde os turistas podem desfrutar da culinária local e relaxar após um dia de passeios e atividades.

A cidade faz parte da Quebrada de Humahuaca, tombada pela UNESCO como Patrimônio Natural e Cultural da Humanidade

SalinaS Grande

As Salinas Grandes é uma impressionante planície salgada localizada na região noroeste da Argentina, na província de Jujuy. Com uma extensão de mais de 12.000 hectares, essa paisagem deslumbrante é um dos principais atrativos turísticos da região. As Salinas Grandes oferecem aos visitantes uma visão única e surreal, com uma vasta extensão de sal branco brilhante que se estende até onde os olhos podem ver. Os turistas podem caminhar pela superfície salgada e tirar fotos incríveis

Além da paisagem impressionante, as Salinas Grandes também proporcionam uma oportunidade de conhecer e aprender sobre a indústria do sal na região. Os visitantes podem visitar as pequenas cabanas onde os trabalhadores extraem o sal e aprender sobre o processo de produção. É possível também adquirir produtos locais feitos com sal, como artesanatos e cosméticos. No entanto, é importante respeitar o ambiente e seguir as orientações para preservar a área e sua fragilidade. As Salinas Grandes são um destino imperdível para quem busca uma experiência única e surreal no coração da Argentina

Para chegar a Salinas Grande vamos subir a Cuesta de Lipan e sua deslumbrante paisagem

Iruya

Iruya é uma pequena e encantadora vila localizada no noroeste da Argentina, na província de Salta. Rodeada por majestosas montanhas, a vila possui ruas estreitas de paralelepípedos e casas de adobe, criando um ambiente pitoresco e encantador Entre os principais atrativos turísticos de Iruya está a Igreja de San Isidro Labrador, uma construção colonial do século XVIII que possui um estilo arquitetônico único.

La Quiaca

Localizado no extremo norte argentino, divisa com a Bolivia, marca o final das Rutas 9 e 40, duas rodovias icônicas na Argentina. Será nosso ponto de parada para ingressar na Puna

Susque

No encontro da Ruta 40 com a 52, caminho a todos que cruzam para o Passo de Jama em direção ao Chile

Tolar Grande

Tolar Grande é uma pequena cidade localizada na região da Puna, na província de Salta, na Argentina. Rodeada por uma paisagem de tirar o fôlego, a cidade é um paraíso para os amantes da natureza e dos ambientes remotos. Uma das principais atrações de Tolar Grande é o famoso Salar de Arizaro, um imenso deserto de sal que se estende por quilômetros e oferece vistas panorâmicas incríveis. Os visitantes também podem explorar as impressionantes formações rochosas da região, como o Cono de Arita, uma montanha em forma de cone perfeitamente simétrico. Além disso, Tolar Grande é um ponto de partida para aventuras emocionantes, como a ascensão ao Vulcão Llullaillaco, uma das montanhas mais altas da América do Sul, e para a observação de estrelas, devido à sua localização privilegiada e ao céu noturno deslumbrante.

Antofagasta de la Sierra

Uma das principais atrações de Antofagasta de la Sierra é a Reserva Natural Laguna Blanca. Esta deslumbrante lagoa de água salgada, cercada por montanhas imponentes, é um verdadeiro paraíso para os amantes da observação de aves, com uma rica diversidade de espécies migratórias e endêmicas. Além disso, a região é conhecida por suas pinturas rupestres, oferecendo aos visitantes a oportunidade de explorar sítios arqueológicos fascinantes, como Las Pailas, onde pinturas e gravuras pré-históricas podem ser admiradas.

A região é perfeita para os amantes de atividades ao ar livre, como caminhadas, trekking e passeios de bicicleta, que permitem explorar as paisagens deslumbrantes da região, incluindo vulcões, desertos e lagos. Os visitantes também podem experimentar a autêntica cultura local, interagindo com os habitantes da cidade, conhecendo suas tradições ancestrais e desfrutando da culinária regional, que inclui pratos deliciosos à base de carne de lhama e de vicunha

Vulcão Galan

O vulcão Galán é uma atração turística impressionante localizada na província de Salta, na Argentina. Com uma altura de cerca de 5.916 metros, o Galán é um dos maiores vulcões do mundo. Uma de suas principais características é a sua gigantesca caldeira, que possui um diâmetro de aproximadamente 35 quilômetros. Essa caldeira é uma paisagem verdadeiramente magnífica, com uma beleza selvagem e intocada. Os turistas podem fazer trilhas ao redor da caldeira para desfrutar de vistas panorâmicas deslumbrantes e explorar a fascinante geologia vulcânica da região. Além disso, o vulcão Galán é também conhecido por suas nascentes termais, que proporcionam uma experiência relaxante e rejuvenescedora para os visitantes. É um destino ideal para aqueles que buscam aventura, natureza e uma conexão com a incrível força da terra.

Outra atração imperdível do vulcão Galán é a sua cratera, conhecida como "El Cráter". Essa cratera é um verdadeiro espetáculo natural, com um diâmetro de aproximadamente 4,5 quilômetros. Os visitantes podem explorar a borda da cratera e testemunhar a magnitude e grandiosidade do vulcão. Dentro da cratera, existem formações geológicas únicas, como lagos e depósitos de minerais, que criam um cenário surreal e fotogênico. Além disso, a região ao redor do vulcão Galán é rica em flora e fauna, oferecendo aos turistas a oportunidade de observar espécies endêmicas e desfrutar da beleza natural da área. Para os amantes de aventura e geologia, o vulcão Galán é um destino imperdível, onde é possível explorar paisagens vulcânicas espetaculares e se maravilhar com a grandiosidade da natureza.

Campo de Pedra Pomez

O Campo de Piedra Pomes, localizado na região de Catamarca, na Argentina, é uma atração turística única e fascinante. Trata-se de uma vasta extensão de terreno coberta por formações rochosas de pumicita, uma rocha vulcânica porosa e leve. O cenário é verdadeiramente surreal, com suas rochas brancas contrastando com o céu azul e as montanhas ao redor. Os visitantes podem explorar a área a pé, maravilhando-se com as formações bizarras e esculturais, algumas das quais se assemelham a torres, labirintos e espirais. Além disso, o Campo de Piedra Pomes também oferece vistas panorâmicas deslumbrantes das montanhas circundantes e da paisagem vulcânica, proporcionando oportunidades incríveis para os amantes da fotografia.

Diferenciais Andes Experience

Cada empresa tem sua maneira de trabalhar, seus valores e prioridades. O que nos diferencia das demais empresas é

  • Valorização dos Guias Locais, Na nossa opinião, como profissionais do turismo, o guia local sempre é o grande conhecedor da região e em um lugar como a Puna é fundamental a presença de um guia local preparado
  • Planejamento: Cada lugar tem suas peculiaridades e a Puna deve ser percorrida ou na primavera ou outono. Eu já vi empresas anunciarem a Puna para o verão, que demonstra falta de conhecimento na região, cuidado.
  • Equipamento: Além dos veiculos altamente equipados, a Andes Experience apresenta para as expedições internacionais a antena de internet STAR LINK que garante conexão rápida, mesmo em locais mais inóspitos
  • Suporte e atenção para principiantes: Viajantes que estão começando no overlander agora são muito bem vindos e terão todo o suporte para conhecimentos de viagem
  • Conhecimento de mecanica e eletrica automotiva

Espero que você esteja no próximo comboio, me adiciona no (48) 99697-0418 e te ajudo no planejamento de sua próxima aventura

Obrigada. Gracias. Thanks. Até logo.

  • Norte da Argentina
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Diário de bordo

Salta, Argentina: uma província de lindas paisagens e estradas espetaculares

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A Argentina é um país MARAVILHOSO, e não é preciso me conhecer muito para saber o quanto eu e o Gabriel temos parte de nosso coração e alma nesse lugar. As paisagens, a cultura, a história, o povo (sim, os argentinos são extremamente amáveis), a comida, enfim, aos poucos vamos desvendar el país de los hermanos y sus hermosos lugares.

Assim, como o Brasil está divido em Estados, a Argentina está dividida em 23 províncias ( das quais eu conheço 18 e o Gabriel 16), mas chegaremos lá. Cada uma dessas províncias tem muitas coisas a serem exploradas. A minha tendência seria começar o blog escrevendo sobre Bariloche, já que trabalho nessa cidade desde 2009, mas vou começar pelo outro extremo da Argentina, em uma das mais belas províncias e da qual amo de paixão, SALTA, conhecida como LA LINDA

Observação: é claro que vou escrever sobre Bariloche, aguardem, pois tem muita informação interessante.

Considero um dos destaques de fazer Turismo e Overland pela Argentina as estradas, que em geral, são excelentes, mesmo em lugares distantes e inóspitos. Muitas retas, bem sinalizadas e bom asfalto, claro que tem muito Rípio ( uma espécie de estrada de chão batido ), Rípio com serrucho (costelinhas ), trechos de asfalto ruim ( muito menos que no Brasil), mas em linhas gerais as estradas são muito boas.

E tem estradas ( chamadas na Argentina de RUTAS ) que são de beleza impressionante e, dignas de cinema, cenários que valem a viagem e devem ser percorridas com calma, pois por esse rincões, o caminho é tão impressionante quanto o destino.

A mais icônica e impressionante é a famosa RUTA 40, pois cruza o país de sul a norte, ao lado da cordilheira dos Andes, mas em Salta existem outras que não ficam para trás quando se tratam de beleza, como as Rutas 68, a 33, a 9, a 51 e a 52.

Neste post vamos destacar essas maravilhosas estradas da província de Salta, e seus cenários impressionantes com suas belas Quebradas

Vocês estão preparados, apertem os cintos.

Mapa vial de Salta

Ruta Nacional 68, Quebrada de Cafayate ou Quebrada de las Conchas

Localizado a Sudoeste da capital Salta os legendários Valles Calchaquies,um sistema de vales e montanhas que abrange o norte das províncias de Catarmarca, Tucuman e sul de Salta. As cidades de Cafayate e Cachi estão localizadas dentro desta região e atualmente esse vale faz parte da segunda mais importante região vinicultora da Argentina, a Ruta del Vino, onde se destaca a produção de vinhos de altitude, em especial o Torrontés

O caminho de acesso entre Salta e Cafayate tem um percorrido de 183 km é feito através da Ruta Nacional 68, uma rodovia asfaltada e é considerado um dos mais bonitos caminhos argentinos pois passa pela Quebrada de Cafayate, mais conhecida como Quebrada de las Conchas

O rio de las Conchas, juntamente com ações de deslocamentos tectônicos formaram essa maravilha natural, são ao todo 83 km, que devem ser percorrida sem pressa, já que são inúmeras formações geomorfológicas, onde os tons avermelhados predominam na paisagem, que parece muito ao solo marciano, inclusive muitas pessoas veem semelhança com as paisagens do Gran Cannyon por sua coloração avermelhada com tons de laranja.

Dentre as formações rochosas mais relevantes, podemos citar o Anfiteatro, em seu formato semi circular e sua acústica perfeita, a Garganta del Diablo, o Fraile, o Sapo, o Obelisco, os Castelos, as Ventanas, etc.

Ruta Nacional 40, Quebrada de las Flechas

A Ruta 40 é tao extensa e complexa que merece um post todinho dela, aguarde.

Para nós, é sempre um grande prazer percorrê-la, claro que além de todo seu lado simbólico, a rodovia sempre prepara surpresas e belezas, e no nosso caso, literalmente esse trecho entre Cafayate e Cachi foi uma das grandes aventuras de nossa Trip.

O percurso começou com asfalto e passando por inúmeras vinícola da região até a cidadezinha de San Carlos, onde começou a trecho de 120 km de rípio.

Nosso veiculo ( a Gigantona) é uma caminhonete Pajero Full 4x4 e dá conta do recado, mas tudo pode mudar, e quando chove, essas rodovias podem se tornar intransitáveis.Alias, uma dica que se deve levar em conta nessa região é quanto ao período de chuvas. Entre os meses de Dezembro a Março, é comum chover e aí o cenário muda rápido.

Falando especificamente da parte de estradas, como estamos em uma região semi árida ( leia o post anterior das características da Puna) não é costume chover nos outros meses, e muitos rios ficam secos, mas quando chove, eles rapidamente enchem e muitos transbordam e as estradas podem ficar alagadas, nós já ouvimos muitos relatos de pessoas que ficaram presas na estrada ou em vilarejos por dias, até o rio baixar, e aconteceu conosco nesse tramo entre Cafayate e Cachi, apesar de ser mês de Novembro, mas a natureza não é uma ciência exata., então confira os videos

Quando planejamos o roteiro, esse trecho foi sugestão do Gabriel, já que eu conhecia Cachi e Cafayate como maioria das pessoas, com as excursões tradicionais que utilizam outras rodovias, porém fazer o “triangulo” batizado como “La Vuelta a los Valles Calchaquíes” pode ser mais demorado e você poderá planejar o pernoite em uma das duas cidades (é como fazemos nos roteiros Andes Experience), mas compensa e muito, valeu muito a pena, a Quebrada de las Flechas e todo o caminho são belíssimos, porém, cuidado, nas rodovias andinas, é preciso estar preparados.

A Quebrada de las Flechas está localizada no tramo central do Rio Calchaqui e faz parte do Monumento Natural Provincial de Angastaco. Sua paisagem lembra o solo lunar, formações rochosas de até 50 m lembrando flechas afiadas inclinadas, onde as cores predominantes são o cinza, pérola até mesmo tons de ocre claro.

O caminho é repleto de vilarejos típicos da puna, com muita arquitetura de adobe (barro), muito pó, paisagens bonitas e paz, exatamente como adoramos

Ruta Provincial 33, Parque Nacional de los Cardones / Cuesta del Obispo e Quebrada de Escoipe

Entre Cachi e Salta, fechando o triângulo Valles Calchaquis, essa rodovia nos reserva um cenário surpreendente e alguns plus, como por exemplo, poder avistar a fauna local ( esse dia vimos uma manadas de guanacos), descer uma serra ( Cuesta del Obispo) com muitas curvas, presenciando a mudança de biomas, da Puna ao verde Valle de Lerma, já nas proximidades de Salta.

Este espetacular caminho une a Ruta 40 a Ruta 68, e passa por lugares cheios de história e com valor paisagístico imenso, como o e atinge a altura máxima na Piedra del Molino, a 3348msnm.

Saindo de Cachi é possível avistar um dos grandes picos da região, o Nevado de Cachi, com 6380 msnm. Ingressando na Ruta Provincial 33, em plena Puna Argentina, começa-se uma paisagem onde os cardons (cactos) imperam, e são muito altos, alguns com mais de 3 metros de altura e com aproximadamente 300 anos. O Parque Nacional de los Cardones com 65.620 hectares. foi criado em 1996 para evitar a extinção da especie, que era extraída de forma ilegal, em plena Parque está a emblemática reta do Tin Tin, uma reta de traçado perfeito de 18 km, que fazia parte de caminhos Incas, localizada a uma altitude de quase 3000 m

Subindo até a Piedra del Molino, se pode apreciar um linda vista e tirar fotos junto a uma capela existente no local (San Rafael) e uma pedra talhada em granito que dá nome ao lugar, reza a lenda que essa pedra vinha de Cachi e seria usada em um moinho em Salta em 1672, e quando chegou na parte mais alta do caminho a carreta que levava a pedra se rompeu, e aí ficou a pedra, até os dias de hoje.

A descida pela Cuesta del Obispo tem 20 km de zigue zague, os quais deve se ter muita cautela e atenção, mas o cenário para a vista do Vale Encantado é recompensadora, e o caminho segue passando pela Quebrada del Escoipe e chegando na região verde do Vale de Lerma.

Difícil mesmo é dizer qual destes é o caminho mais bonito, na dúvida, faça os três e voltando a bela Salta, aproveite o que está cidade tem a oferecer, mais dicas no próximo post.

Estamos à disposição para ajudar no planejamento de sua Trip, e já aproveito para convidar, pois em Maio estaremos de volta ao Norte da Argentina e vocês poderão estar conosco. Estamos organizando duas expedições em 4x4 que vocês poderão vir com seu veiculo, ou venham de avião para fazer nosso roteiro Norte da Argentina, tudo de bom, essa região é um dos lugares mais bonitos da América do Sul. Entre em nossa página e claro, me adicionem no wats para mais detalhes.

Esperamos vocês em Maio de 2020. Gabriel e Juliana

Como eu sempre falo aos meus passageiros, o caminho é tao interessante quanto o destino, boa estrada para todos, obrigada, gracias, thanks e até breve.

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Diário de bordo

A bela província de Jujuy e suas muitas surpresas

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Atualizado: 29 de ago. de 2020

Jujuy, a província que está no extremo norte da Argentina, e que linda Jujuy. Ver o orgulho estampado nos olhos dessa gente, orgulho de suas tradições, e de suas origem, aliás, estou por ver pessoas tao amáveis, cada "pueblo" mais lindo. Não é por menos que a Quebrada de Humahuaca foi declarada pelo Unesco como Patrimônio Mundial, Em cada curva da Ruta 9 uma surpresa, que torna a passagem por aqui uma experiência única

A capital San Salvador de Jujuy guarda tantas históricas de patriotismo e heroísmo diante do imperialismo da Coroa Espanhola, no período da Guerra da Independência, dentre seu capitulo mais significativo está o Êxodo Jujeño em 1812 (essa belíssima história vamos contar mais tarde, próximo post, aguarde). A cidade de aproximadamente 250 mil habitantes tem um charmoso casco histórico que vale a pena ser visitado.

Quebrada de Humahuaca

Por sua importância natural, arqueológica, histórica e cultural, a Quebrada de Humahuaca foi declarada pela UNESCO como patrimônio mundial em 2 de julho de 2003. Ela tem 155 km de extensão e foi esculpida pelo Rio Grande, e sua localização ultrapassa os 2.000 msnm. Suas montanhas coloridas ( como o Cerro de 7 Colores em Purmamarca, as Paletas do Pintor em Maimará e Hornocal em Humahuaca) são testemunhas da ação de diferentes minerais em diferentes Eras Geológicas. Os povoados da Quebrada, com sua arquitetura em adobe e suas capelas históricas refletem o sincretismo de diferentes culturas. A maioria da população é de etnia Coya e muitos descendem dos Incas e Omaguacas.

Segundo o geólogo nortenho o, Jose Salfty, as montanhas da Quebrada, apresentam as cores ocre, amarelo, verde e esbranquiçado (onde o ferro não oxidou) desde os fins da Era Cretácea, há 75 milhões de anos, esse espectro de cores contrasta com formações bem oxidadas, de cor vermelho intenso, dando esse belíssimo tom de cores.

Os povoados de maior relevância turística são Purmamarca, Tilcara, Humahuaca, os demais também valem a pena visitar, pois os atrativos são vários. Outro destaque é a estrada RN 52 e a subida conhecida como Cuesta de Lipan e um dos desertos de sal Argentino, Salinas Grandes, mas muito além dos lugares mais famosos, mergulhar na beleza da história e cultura da região é uma viagem inesquecível e de grandes aprendizados

Purmamarca

A origem do nome da cidade vem do Aimará: Purma significa deserto, terra virgem e marca significa cidade. Essa simpática cidadezinha que respira turismo, com seus hotels e visitantes de toda parte do mundo e tem como principal cartão postal o policromático Cerro de los Siete Colores.

Se trata de uma montanha singular, onde cada cor é a conotação de um período geológico, variando dos tons claros, avermelhados, rosados, marrons, verdes, roxos e rosados, essa gama de cores está bem dividida, e suas variáveis são de acordo com os minerais, como por exemplo: magnésio, cobre, cálcio e quantidades de ferro e sua oxidação. é um dos pontos mais fotografados da Argentina e um dos símbolos da região Norte.

Do Cerro de los Siete Colores é possível fazer uma caminhada de aproximadamente 3 km ao "Paseo de los Colorados" e ainda em Purmamarca não deixe de visitar a praça central (9 de Julio ) que abriga uma feira de artesanato, a igreja de Santa Rosa do século XVIII ( Monumento Histórico Nacional), o Cabildo colonial e um algarrobo histórico (árvore da flora da região ) com mais de 650 anos

A cidade está localizada na entrada da Ruta 52, que leva ao Passo de Jama, principal acesso internacional ao Chile da região norte.

Tilcara

Tilcara é uma boa base para quem quer conhecer mais a fundo a região, pois além de estar localizada estrategicamente, tem uma boa infra estrutura e um centro histórico interessante, com bons restaurantes com iguarias regionais, mas o grande diferencial dessa localidade que está a 2461 msnm e uma população de um pouco mais de mil habitante é que pode ser considerada a capital arqueológica de Jujuy, sendo a principal atração é a Pucará (que em quéchua significa Forteleza ) de Tilcara.

A Pucará de Tilcara esta localizada a 1 km do centro, em uma das montanhas foi construída pelos antigos povoadores da região, os tilcaras e omaguacas, no séculos XII, e apesar de se sua tradução ser fortaleza, os prédios existentes não a caracterizam como tal, pois tem o predomínio de vivendas, locais cerimoniais, cemitério e praças e não construções com fins militares.

A arquitetura do sitio arqueológico esta baseada no sistema de Pirca que significa pedra sobre pedra, os tetos eram feitos em madeira de cardon, e em geral portas estreitas e baixas. Na parte mais alta da fortaleza, tem uma pirâmide construída em homenagem aos primeiros arqueólogos que trabalharam na Pucará, Juan Batista Ambrosetti e Salvador Benedetti. Essa obra até os dias de hoje, gera muita polemica, porque em sua construção foi destruído material original e porque sua arquitetura não tem nada a ver com as ruínas locais.

Observação: A entrada a Pucará de Tilcara tem o valor de $300 (pesos argentinos)

Humahuaca

Localizada a 2939 msnm a bela cidadezinha colonial com suas ruas estreitas e casas em adobe, que devem ser percorridas a pé, conhecendo cada esquina com a mesma tranqüilidade de seu povo, de aspecto andino e com costumes ancestrais. Além de toda a paisagem típica da Quebrada, o Cerro Hornocal é um dos pontos mais visitados.

No centro histórico o famoso monumento aos heróis a independência, que sintetiza a fusão cultural entre todos os povos ancestrais e a cultura típica do interior da argentina, dos “criollos“ (filhos de espanhóis nascidos na América) e dos gauchos.

A cidade é nacionalmente conhecida pelo seu carnaval, único, misturando elementos que vieram com os colonizadores espanhóis com ritos vinculados com a fertilidade, a terra e a Pachamama. (mãe Terra)

No sábado anterior ao Carnaval começa as festividades com o desenterro do “diabo” (um pequeno boneco chamado Pucllay que foi enterrado no encerramento do carnaval passado para fecundar a terra ) dando inícios a uma festa colorida, com muita música, belas fantasias, costumes singulares que envolve toda a comunidade.

No domingo de Carnaval, também conhecido como “domingo de tentación”, as festividades se encerram com o enterro do diabo, junto com oferendas a Pachamama, assim agradecendo a terra por tudo que ela oferece.

Cuesta de Lipan

Em minha opinião, um dos nossos momentos mais marcantes da viagem foi passar pelo belíssimo caminho que liga Purmamarca a San Pedro de Atacama que é a RN 52, passando pelo Passo de Jama, infelizmente não chegamos a cruzar a fronteira, mas em breve iremos. Subimos a serra formada por caracoles conhecida como Cuesta de Lipan até Salinas Grande.

Nesse caminho subimos até 4120 metros de altitude. Eu e o Gabriel não tivemos nenhum problema com soroche (mal de altitude), mas claro, assim como os locais, nós utilizamos de um elemento conhecido desde os primeiros povo que aqui viviam, que é a folha de coca, facilmente adquirida em toda região ( não é droga, aliás, conhecimento evita falsos conceitos, informe-se com os nativos, converse com os locais, viajar é isso, conhecer e se adaptar)

Bom, voltando a estrada em si, além de belíssima em termos de paisagem, pois estar na região altiplanica, que aqui é conhecido como Puna ( leia o capitulo sobre geográfica local) é sempre um presente da natureza, aqui tivemos o privilégio de avistar dois animais típicos da fauna andina, mas sempre tão fáceis de serem vistos: uma manada de vicuñas ( um dos camelídeos que foram determinantes na vida do povo na cordilheira dos Andes, juntamente com os guanacos, llamas e alpacas) as elegantes vicuñas vivem somente acima dos 3 mil metros de altitude e por causa de sua pelagem, são muito procuradas, mas vale ressaltar, que são animais silvestres, protegidos por lei e vimos também do Rei dos Andes, símbolo da cordilheira, o mais lindo de mundo, o condor andino, plainando muito próximo a nós.

Com certeza, momentos de forte emoção e no qual nos sentimos muito privilegiados, como um verdadeiro encerramento da nossa pequena jornada por essas terras do Norte Argentino, que esperamos voltar em breve (consulte nosso Site, venha conosco, teremos novidades)

Essa região tão rica em montanhas, vulcões, salares.

Salinas Grande

Sempre relacionam, os o sal com o mar, e às vezes imaginar o que faz um deserto de sal nessa região, longe do oceano e tão alta, pois o altiplano tem muitos Salares Continentais de origem vulcânicas, sendo o maior e mais impressionante deles o Salar de Uyuni na Bolivia, mas na Argentina tem também alguns salares, que a visitamos e me impressionou muito, se chama Salinas Grandes, localizada em plena Puna Argentina, entre as províncias de Salta e Jujuy.

A origem do Salar remonta entre 5 a 10 milhões de anos, no período Cenozoico, ele está localizada numa cuenca cerrada ( depressão que está a 3450 msnm e abrange uma área de 212 km quadrados, cercada de montanhas e vulcões com mais de 6 mil metros entre a cordilheira oriental e ocidental). Essa cueca se cobriu de água e ainda hoje acontece nos meses de verão mais chuvosos, e por ser uma área de clima árido, com a intensa evaporação e seca, deixando uma camada de aproximadamente 30 cm de elementos minerais, dentre eles, principalmente, o cloreto de sódio.

Para ingressar às Salinas Grande, somente contratando um guia local, pelo valor de $300 por veiculo aproximadamente R$ 25, 00 no cambio da época, sendo uns 45min a 1hora de passeio, sempre que possível, contrate ou faça um tour ou passeio com Guia de Turismo, o profissional que faz a diferença entre enxergar e ver. Nossa guia Patricia, uma nativa foi maravilhosa em suas explanações e que deu todo sentido ao que estávamos vendo e ainda nos ajudou nas famosas fotos em perspectiva, valeu muito a pena, no final agradecemos muito e claro, pegamos contato e demos uma merecida propina (atenção amigos brasileiros.caixinha e gorjeta não faz mal a ninguém, esse hábito é comum aos europeus, norte americanos e até mesmos ao “ hermanos” argentinos é extremamente bem recebido pelos profissionais, valorize o bom atendimento, incentive.

No nosso canal, teremos mais imagens e explicações da guia Patricia sobre o local, assista, logo estará no ar.

Obrigada. gracias, thanks. Até a próxima.

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Diário de bordo

Um pouco da história da independência da Argentina

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Como guia de Turismo, eu me interesso muito pela história de um lugar para entender sua forma de vida, principalmente pela belíssima história da Argentina, cuja independência foi conquistada no decorrer de anos numa revolução cheia de batalhas e heróis.

Quando passamos por qualquer povoado do país, a rua ou praça principal, quase sempre se chama “San Martin”, e na região norte, um nome é muito lembrado, o herói local “Miguel de Guemes”. A região Norte teve uma participação importantíssima nesse processo da Guerra dos Patriotas contra os Realistas, foi um dos pontos mais estratégicos por estar na ligação entre os dois vice reinados espanhóis: Vice Reino do Peru e Vice Reino do Rio de la Plata.

Vou tentar contar parte dessa história, para contextualizar um pouco do que vivi na região norte, pois as conseqüências desses fatos do século XIX estão refletidas até os dias aturais e fazem parte da cultura e do orgulho das pessoas que vivem nesse lugar especial

Umas série de eventos no inicio do século XIX, tanto na Europa quanto na América do Sul, culminaram para o que o processo de independência da Argentina tivesse êxito no dia 9 de Julio de 1816, quando por fim foi reconhecida no Congresso de Tucuman, porém, na realidade, o processo inicia antes (1810) e termina bem depois (1825)

  • Com a ascensão de Napoleão Bonaparte a Espanha sofre mudanças no poder, o Rei Fernando VII teve que abdicar ao trono em 1808, em favor dos franceses, esse fato faz com que o Império Espanhol acabe se envolvendo com problemas internos e descuidando de suas colônias na América do Sul, fortalecendo o livre comercio na região do Rio da Prata, Buenos Aires, capital do Vice reinado.
  • · Nos anos de 1806 e 1807, os ingleses ( não mantinham boas relações com os espanhóis ) invadiram Buenos Aires, em ambas invasões, os sul americanos e as milícias locais, conseguiram expulsar os ingleses sem auxilio da metrópole, fortalecendo o espírito nacionalista, já que não dependiam mais da Espanha para se defender
  • Uma geração de criollos ( brancos nascidos na América, descendentes de espanhóis) já não aceitava os desmandos da coroa, e uma elite teve sua formação educacional na Europa propagava idéias iluministas (liberdade, igualdade e fraternidade e desejavam a formação de nações independentes na América do Sul
  • · No dia 25 de Maio de 1810, uma manobra política conhecida como Revolução de Maio deu início oficial ao processo de independência, quando o vice rei Baltazar Hidalgo de Cisneros que governava em nome da coroa espanhola foi deposto, assumindo a Primeira Junta feita em Cabildo aberto, liderada por criolos com ideais independentistas.

Assim, com uma melhor organização, o processo de independência Argentina ia tomando forma. A, Coroa Espanhola reagia para recuperar seu poder junto as suas colônias rebeldes dominadas pelos patriotas. Com a saída dos invasores francesas da Espanha e a recuperação do trono por Fernando VII, o próximo passo foi a concentração de força na retomada do poder na América do Sul, reorganizando as tropas Realistas. A cidade de Lima, capital do Vice Reino do Peru era ponto chave para os espanhóis, e dessa base, as tropas se deslocavam para o Alto Peru (atual território da Bolívia), assim ingressando no norte da Argentina, e por terra tomando o Vice Reino do Rio da Prata, chegando até sua capital Buenos Aires.

As províncias de Jujuy, Salta e Tucuman foram estratégias na Guerra pela Independência e sua defesa teve papel fundamental na história argentina. O general Belgrano foi designado a comandar o exército do Norte. Dentre os feitos de Manuel Belgrano, podemos também citar a criação da bandeira Argentina, na cidade de Rosário, em 1812, símbolo nacional, que trouxe identidade a uma nova nação que estava nascendo.

Das inúmeras batalhas do norte da Argentina e Alto Peru, os principais êxitos foram as batalhas de Tucuman e Salta no qual as Realistas liderados por Pio Tristan, tentavam penetrar em terras argentinas, essas vitórias se devem a estratégia militar de Belgrano e da massiva participação popular, região onde etnias eram submetidas ao domínio colônia imposto pela metrópole e os camponeses conhecidos como “gauchos” que formaram um milícia liderada pelo General Guemes, e garantiram a soberania das fronteiras nortes

General Belgrano também liderou um dos capítulos mais marcantes da história da Independência foi o Êxodo Jujeño em agosto de 1812, perante o iminente ataque das forcas Realistas a San Salvador de Jujuy, Belgrano decide por uma retirada total da população, que levaria consigo tudo que pudesse carregar e o que restaria, seria incendiado, tática essa chamada de terra devastada, assim que com a chagada do inimigo, não teria nada, nem pessoas e nem suprimentos para abastecimento. Toda a população de Jujuy foi convocada a uma retira geral, todos deveriam deixar a cidade, sob ameaça de ser considerado um traidor da pátria, e assim todos jujeños marcharam em direção a Tucuman. Essa manobra militar ousada foi um dos eixos que ajudaram em muitas vitórias em batalhas na região norte.

Porém, apesar dos êxitos, as tropas de Belgrano não conseguiam penetrar na região do Alto Peru, e os Realistas com o apoio da Coroa espanhola, estavam se reorganizando assim que um dos grandes estrategistas militares argentino, heróis nacional e libertador de três países (Argentina, Chile e Peru ) o General San Martin, retorna da Europa para a sua pátria e muda os rumos da historia nacional

Era preciso consolidar o processo de independência, pois os Realistas não queriam abrir mãos de suas colônias, diante desta situação em 1816 na cidade de San Miguel de Tucuman,o Congresso Geral Constituinte das Províncias Unidas da América do Sul se reúne, com representantes de todas as províncias para o Congresso de Tucuman, para formalizar a ruptura com a monarquia espanhola, assim desvinculando politicamente e economicamente e declarando oficialmente a independência da Argentina no dia 9 de Julio de 1816

Congresso de Tucuman, 9 de julho de 1816

Mesmo com a oficialização da independência nacional, ainda não estava consolidada, a organização do plano estratégico feito por San Martin para dominar Lima era determinante para garantir a liberdade do país.

San Martin estava concentrado na região do Cuyo, nas proximidades de Mendoza, e seu plano era cruzar a cordilheira dos Andes, com o exercito dos Andes, já em solo chileno, com ajuda dos patriotas, libertar o Chile e seguir pelo Pacifico até Lima, principal reduto Realista e com ajuda de Simon Bolivar, libertar o Peru e terminar com a base espanhola na América do Sul, libertando três países.

Foi uma das estratégias militares mais ousadas de todos os tempos, com grandes dificuldades e que demandou muito tempo e esforço de todos os envolvidos, cruzar montanhas que altitudes superiores aos 4 mil metros em uma ambiente e clima inóspito, com uma grande tropa, animais, armas, munição e demais suprimentos, foi um desafio sem precedentes e que resultou em um grande desfecho de uma longa história de valentia, batalhas, heróis, sangue e vitórias em nome da Liberdade.

Nós brasileiros conhecemos pouco da história da América do Sul, talvez por termos tido uma colonização portuguesa ou por sermos um país imenso, que não conhece sua própria história, mas para mim, somo todos uma unidade, o Turismo é uma ponte e não um muro, sentir como parte da nação sul americana e ver todas as etnias como parte da nossa história é entender que não somos uma "ilha " e sim um continente.

O conteúdo deste post veio por meio de muitas horas de pesquisa em diversos sites, livros que encontrei nos sebos de Salta, conversas com colegas guias de turismo, guias turísticos que consegui nos locais de informações turísticas locais, visitas a museus (recomendo muito.). Não é preciso ir tao longe, garanto que bem próximo a você tem algum museu, chame sua família e visite-o, em geral as entradas são muito em conta, mas o valor didático e cultural é imenso

Obrigada, gracias, thanks. Até a próxima

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Diário de bordo

Expedição Patagônia Full Adventure, da concepção à realização

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Atualizado: 26 de dez. de 2023

A todos que acompanham o blog e gostam de ler e saber mais sobre os lugares, peço desculpas pela minha ausência desta mídia. O último ano me dediquei a agência em si, fazer crescer, divulgar as expedições e planejar.algumas coisas ficaram em stand by e escrever foi um prazer que acabei adiando, mas estou voltando, depois de viver esse momento tão sublime como a Expedição Patagônia, resolvi que era importante dividir com vocês, assim que, voltei para ficar.

Muitas pessoas acompanharam nossa viagem e viram fotos e estão nas nossas redes sociais, que crescem dia a dia, primeiramente, muito obrigada a todos, sabemos que muitos torcem e vibram com a gente, e com todos que acabam se envolvendo direto ou indiretamente, pois o sonho começa pequeno, mas vai se propagando, gostaria também de me coloca à disposição para quem quiser informações, pode entrar em contato comigo.

Então vamos lá que nossa viagem é longa.estão preparados.? Apertem os cintos

Com tantos lugares lindos no Brasil, por que você resolveu trabalhar na Argentina?????

Será que muitas pessoas tem vontade de me perguntar isso??? Claro que poucas tem coragem, depois de uma certa idade, esse tipo de curiosidade poderá despertar uma resposta muito sincera, principalmente vindo de uma sagitariana, mas independente dos motivos, eu também faço vários roteiros pelo Brasil e adoro meu país, apesar de ser muito caro fazer turismo nacional (diesel, comida, etc).

Mas o meu amor pela Argentina é antigo, muito se fala de conexões de outras vidas, pode até ser, mas vou salientar um marco que foi divisor de águas na minha vida, foi o ano de 2009. O Turismo sempre foi minha profissão, mas até esse ano, eu batalhava meu lugar ao sol e queria trabalhar como guia de turismo. Numa destas guinadas da vida eu fui parar na cidade de Bariloche na Argentina para procurar trabalho, pois sabia que que o destino turístico recebe muitos brasileiros e arrisquei, pensando que minha experiência e falar o português poderiam ser um diferencial.

Nestes anos todos, nunca mais deixei de trabalhar por lá, realmente o idioma e minha experiência me ajudaram no meu trabalho como coordenadora da CVC e eu me apaixonei pelo lugar,pela cultura e tudo o que vivi e não foi nada fácil. Mas hoje eu posso dizer, que tive uma escola que me deixou preparada para enfrentar situações que podem ocorrer em viagens e com passageiros. Levo com herança muitos amigos, conhecidos no Trade Turístico e um conhecimento da América do Sul que me dá a segurança em planejar, organizar e conduzir um comboio durante 26 noites pela Patagônia.

A Andes Experience tomou forma depois de outro acontecimento que mudou o rumo da minha vida, a chegada do meu parceiro, companheiro e amor, o Gabriel, que conheci exercendo meu trabalho de Guia de Turismo em Florianópolis, e que embarcou na minha vida e juntos passamos a criar projetos e realizar o sonho de trazer brasileiros para viajar pela Argentina.

O formato das viagens em comboio 4x4 nasceu por acaso, com a aquisição da nossa caminhonete Pajero Full, a Gigantona, que foi pensada inicialmente para ser um apoio em nossas idas e vindas a nossa temporada de inverno a Bariloche e aos poucos foi se incorporando a nossa vida e ao nosso trabalho.

Assim, em 2019 o projeto de nossas própria Agência de Viagem e Turismo ia nascendo, mas o que ninguém esperava aconteceu, abalando o turismo em âmbito mundial, o Covid 19 e tivemos que rapidamente enfrentar uma realidade desfavorável para quem iniciava a empreender e nosso desafio foi ter que literalmente nos sustentar, pois toda e qualquer forma de trabalho em nossa profissão dependia de uma série de fatores que neste momento estavam impossibilitados.

Foram tempos difíceis e desafiadores, mas não desistimos e com uma força e esperança inabalável, seguimos com o projeto, estudando, pesquisando, fazendo cursos on line. Com as fronteiras fechadas tivemos que criar roteiros dentro de um mercado para nós pouco conhecido, o Brasil. E assim descobrimos que nosso país e nossa terra tem infinitas possibilidades. Criamos e executamos expedições para o serra catarinense e gaúcha e Pantanal, e foi incrível.

Mas a Andes Experience tinha que cumprir sua missão, levar os brasileiros a conhecer o nosso continente e o projeto seguia firme, visando a reabertura das fronteiras e possibilidade de viagem pela Argentina e finalmente no final de 2021 uma luz no final do túnel foi o alento e o sinal verde para a realização do projeto da Expedição Patagônia Full Adventure.

Planejamento, o segredo do sucesso

Planejamento é o segredo e não é segredo para ninguém, desculpa o trocadilho, mas em todos os setores de prestação de serviço, sem saber onde queremos chegar e como faremos para isso, não se sai do lugar.

Antes de sentar diante do Google Maps, um longo caminho foi percorrido e não é a toa e nem de um dia para o outro que as coisas acontecem. Eu já leio e estudo sobre a Patagônia já há muitos anos, compro guias turísticos, converso com colegas e guias que conhecem bem a região, vejo documentários e tudo que pode me acrescentar e esse estudo é algo que faço com prazer e não é nenhum sacrifício, eu adoro.

Outro fator que nos ajudou muito foi que nós fizemos a viagem de reconhecimento em fevereiro de 2020, os únicos trechos que não conhecíamos era a Ruta 41 e Ushuaia, todos os demais já tínhamos passado.

Mas um projeto, um roteiro profissional deve incluir todos os itens que poderão ocorrer em uma viagem. Depois de tantos anos no Turismo, para mim é algo normal pensar em todos os aspectos e um curso de fiz na pandemia pelo SENAC, de agente de viagens me deu uma ajuda excelente para ter idéia do todo no planejamento.

Etapas

  • Definição de objetivos do roteiro; Tanto para a empresa quanto para os clientes
  • Definição da data: Deve estar de acordo com os objetivos, observando condições climáticas, baixa ou alta temporada, eventos e demais aspectos
  • Elaboração do roteiro em si: Uma parte bem complexa, pois o roteiro deve estar em coerência aos objetivos e ser executável. Visando atender aspectos de deslocamento e turísticos, tendo como premissa o bem estar do passageiro
  • Estudo da viabilidade do roteiro: Utilizando mapas físicos e digitais, verificar possibilidades de acessos, pontos de parada, locais estratégicos para pernoite, tipo de pavimentos, velocidades de vias, etc
  • Definição dos hotéis: Pesquisa, contato, bloqueio, reserva
  • Definição e cálculo de custos e valores: Planejamento financeiro e todos os aspectos
  • Estratégia Comercial: vendas, anúncios, redes sociais, vinculações, mala direta, atendimento ao cliente
  • Pesquisa insumos: documentos, regras e normas vigentes, passeios, contratação de guias, seguro viagem,camisetas, adesivos
  • Elaboração de material: descritivo, folder turísticos, check list, contratos, livro de bordo
  • Reuniões informativas e de esclarecimento
  • Preparação do veiculo
  • Preparação Final (detalhes, conferir todos os itens do check list)
  • Execução da Expedição (quase 1 mês)
  • Pós execução e fechamento
  • Materiais gráficos; Edição de fotos e vídeos e preparação de material para as próximas edições

Ufa. Dá trabalho para caramba

Claro, que isso é um resumo, cada processo tem muitos sub processos, mas faz parte do trabalho

Parcerias, porque ninguém faz nada sozinho

Muitas expedições, fizemos em dupla, eu cuidando do operativo e guiando e Gabriel da logística e do comboio, no escritório também, eu administrando o comercial, financeiro e administrativo e Gabriel o veículo, compras e marketing. Verdadeiros CEOs, mas aos poucos o crescimento nos exige parcerias.

Na minha opinião, nada é mais difícil que encontrar pessoas que tenham o mesma forma de ver o negócio e mesmo ritmo de trabalho ( o nosso ritmo é meio forte, lembra que nossa base foi operadoras de muitos passageiros) e nesta expedição tivemos uma grande surpresa.

Nossa parceria foi um sucesso, e com o melhor overlander do Brasil, O conhecido Ricardo Pocholo, do canal Serial Trippers. Nossa história com o Ricardo foi uma coisa do universo mesmo, provando que nada é por acaso. Quando ele confirmou a presença no comboio, sabíamos que o caminho estava aberto para o êxito da expedição, o cara além de saber muito sobre carro, comboio, é um ser humano sensacional e de Deus quiser, muitas viagens vamos fazer juntos.

Eu sempre concebi a expedição com dois veículos de apoio, sou contra comboios muito grandes, principalmente em lugares remotos e de difícil acesso. Na nossa experiência alguma coisa pode dar errado e não é algo raro, pelo contrario, carros estragam e pneus furam e em muitos kms rodados é quase impossível não acontecer nada. Nosso procedimento é trabalhar com dois veículos, um abrindo e outro fechando o comboio, todos em comunicação via rádio.

Cada situação é avaliada pela equipe, o importante é ter comunicação, planejamento de suporte e conhecimento da região, experiência para tomar a decisão certa, e uma das grandes vantagens, nossos "tour leaders" Gabriel e Ricardo são profundos conhecedores de veículos, e dificilmente ficam na mão. Ambos tem milhares de ferramentas e estão super equipados, é muito bom trabalhar com quem sabe.

No turismo e na vida não fazemos nada sozinhos, estar em equipe faz parte do verdadeiro espírito overland. de fazer parte de um grupo e o senso colaborativo. Agradecendo imensamente que nosso passageiros muitas vezes ajudaram e nos ensinaram, e o mais bonito, é que participar gera uma satisfação imensurável.

Desafios superados pouco a pouco

Superado todas as etapas do planejamento estava na hora da execução, alguns dados da Expedição

  • De Uruguaiana a Uruguaiana foram 9.694 km rodados
  • Ao total foram 25 noites
  • Ficamos em 15 cidades
  • Visitamos 5 Parques Nacionais e 2 Parques Provinciais
  • Estivemos em 4 sítios declarados como Patrimônio Unesco
  • Garrafas de vinho Malbec.incontáveis
  • AMIZADE ENTRE OS PARTICIPANTES, NÍVEL ALTISSIMO

Foram muitas horas de preparação e chegou a hora, praticamente todos já tinham chegado no hotel Fares em Uruguaiana, alguns chegaram uns dias antes e já foram se entornando e interagindo entre si. Na sala de eventos estavam todos. eu já conhecia cada um, eu como comercial e administrativo tenho todo o contato anterior, mas agora eles estavam aqui, e me bate um frio no estomago, aquelas pessoas estavam lá para realizar um sonho, e minha responsabilidade era cuidar de cada um deles, trabalho que faço com amor, Nada e ninguém pode dizer o contrário, eu fiz da minha profissão a minha vida e por isso eu sabia que ia dar tudo certo.

Vamos aos procedimentos práticos:

  • Aduana: Sempre é um momento delicado, principalmente após a pandemia. apesar de ter feito o check list e conversado com cada um, sempre poderá ter uma identidade vencida, ou passaporte perdido, e o tal da declaração jurada? Esse novo documento no começo era fonte de dúvidas (hoje tiramos de letra.) Documentos para entrar na Argentina: identidade ou passaporte, documento do carro com o seguro carta verde, atestado das vacinas, seguro saúde com covid e a já falada, declaração jurada
  • Carros: Na Argentina tem alguns itens que não são obrigatórios no Brasil: cambão, colete refletivo, extintor de incêndio, 2 triângulos, caixa de primeiros socorros. Nas caminhonetes grandes faixa refletiva e adesivo 110

Estando tudo em dia, prontos aduana feita bem cedinho e todos veículos em território argentino, com pesos e principalmente, abastecidos com diesel (de excelente qualidade) a menos de R$ 3,00, e isso não é brincadeira, e começa a viagem.

O comboio meio atrapalhado no começo, em poucos kms o primeiro carro que apresentou um problema com a mangueira de óleo, e nada menos que a Gorda, a viatura do Ricardo, e ai, o que fazer? A Andes tinha a peça e o problema foi resolvido em 10 minutos, foi só um susto. Estava tudo correndo bem mas não por muito tempo, um dos veículos começou a apresentar problema e fomos ajudando no que era possível no momento, o comboio ficou disperso e começou a chover torrencialmente mas por fim paramos para almoçar. Foi um dia de deslocamento longo e difícil, um lindo por do sol no Delta do Rio Paraná deu um animo, mas o final do deslocamento foi a noite e chegamos no hotel na bela cidade de Nueve de Julio bem tarde, por sorte um belo jantar nos aguardava e assim nosso terminava nosso primeiro dia.

Segundo dia, deslocamento, longo e cansativo, as paisagens são bonitas do Pampa, mas nada como a Patagônia, depois de 40 km, se torna um pouco monótona, as estrada são boas em geral, planas e com muitas retas. Nosso destino era a maior cidade da Patagônia, Neuquén e a partir do Dique Casa de Piedra a paisagem muda, esse dique do Rio Colorado é o marco oficial de inicio de nosso objetivo. O comboio fluía bem e estávamos felizes, somente um dos veículos teve uma pane elétrica e viemos escoltando, coisas que acontecem e seguimos felizes, mais um por do sol lindo e estamos mais perto.

Na minha opinião, esses dois dias de deslocamento são os mais difíceis, um verdadeiro teste, eu deixo claro, é longe, tem que gostar da estrada, mas superado esse teste o comboio fica mais forte e preparado, eu já sabia no final do segundo dia que as pessoas eram muito guerreiras e isso me deixou tranquila.

Enfim a Patagônia.

No sul da América do Sul, um lugar de destaque em nosso Planeta, onde a imponente Cordilheira dos Andes separa dois países e determina biomas e clima deste recanto austral. De um lado fiordes, vulcões e uma densa floresta verde, do outro lado um enorme deserto, onde os guanacos vivem em manadas junto a uma variada fauna que interage seguindo o curso da natureza. Cada paisagem cada montanha enche os olhos com profunda natureza e encanta aos aventureiros que percorrem esses inóspitos caminhos, sejam bem vindos a Patagônia.

Em outros post do Blog eu escrevi sobre a região, leia que você vai gostar, leiam os demais post do blog pois tem muitas informações

https://www.andesexperience.com.br/post/saiba-mais-sobre-um-dos-lugares-mais-impressionantes-do-mundo-a-patagônia

O roteiro da Patagônia Full Adventure abrange a parte argentina, percorrendo as cinco províncias (Neuquén, Rio Negro, Chubut, Santa Cruz e Tierra del Fuego). O objetivo é conhecer os sub biomas como a Patagônia Andina, Austral e Atlântica, contemplando a região dos lagos, os glaciares, a estepe e o belíssimo litoral com sua diversidade marinha. Além de conhecer as cidades mais relevantes para o turismo como San Martin de los Andes, Bariloche, Esquel, El Chalten, El Calafate, Ushuaia e Puerto Madryn. Percorremos rodovias importantes como a Ruta 40 e a Ruta 3 e rodovias cênicas como o Caminho dos 7 Lagos e a Ruta 41 na Provncia de Santa Cruz. Fomos a vários Parques Nacionais Nahuel Huapi, Los Alerces Patagônia, los Glaciares e Tierra del Fuego além de Parques Provinciais como Punta Tombo e Península Valdes. Dentre os Patrimônios Unesco estivemos em Cueva de las Manos, Parque los Alerces, los Glaciares e a Península Valdés.

Nossa hospedagem foi algo selecionado com cuidado, visando conforto e segurança. basicamente todos os meios de hospedagem foram aprovados e serão novamente utilizados nas próximas edições. Eu mudaria muito pouco do roteiro original, talvez acrescentar um dia a mais em algum lugar mas a base será a mesma, pelo menos nas próximas edições. A Patagônia Chilena está nos planos, principalmente a Carretera Austral, porém após um bom estudo, pois além de ser muito mais caro, as normas de entrada no Chile são mais restritas e burocráticas.

Bom, vamos relatar nosso primeiro dia na Patagônia em si

A paisagem mudou em nosso terceiro dia, nosso deslocamento de Neuquen a San Martin de los Andes foi mais curto que os dias anteriores, e fomos curtindo a estrada, em Zapala nos encontramos com a Ruta 40, que é uma estrada mítica, que corta a Argentina por 5.194 km, começando em Cabo Virgenes na Província de Santa Cruz e terminando em La Quiaca em Jujuy.

Ruta 40 é considerada a "coluna vertebral da Argentina", pois seu traçado é paralelo a fronteira com o Chile ao lado da Cordilheira dos Andes, cruzando por 11 províncias, atravessa 236 pontes, percorrendo 13 Lagos e Salares, é acesso para 20 reservas e parques nacionais e conecta 27 Passos cordilheiranos. No trecho percorrido no terceiro dia foi uma amostra de uma paisagem que nos acompanhou muitos kms na expedição, que é a Estepe Patagônica.

Para entender o porque das diferenças de paisagens da Patagônia, um fator que levamos em conta é o clima. Os ventos que vem do Oceano Pacifico se chocam nos Andes e precipitam em forma de neve e chuva, mas a medida que vão em rumo leste, perdem a força, portanto, a medida que se afasta da Cordilheira o índice pluviométrico é menor, chovendo pouco, forma uma paisagem mais desértica, ou seja, a Estepa ou estepe.

Nosso destino do dia, a bela vila de montanha (villa na Argentina é cidade pequena) San Martin de los Andes, e que linda cidade. Com uma arquitetura típica de montanha, com muita madeira com telhados inclinados e escuros, uma graça, um centro movimentado. Ficamos no Hotel Del Viejo Esquiador, que nos recebeu com tanto carinho, adoramos, além de ser bem localizado. A cidade é conhecida por ser o inicio, ou final dependendo o ponto de vista do Caminho dos 7 Lagos, mas isso é uma história para o próximo post.

A turma acomodada e começando a aproveitar o melhor da vida, boa comida, sorvete, paisagens e comprinhas.

Espero que todos sigam acompanhando nossa viagem e em breve novos post contando tudo sobre a Expedição Patagônia Full Adventure, segue os próximos posts

Atenção para as próximas datas dos roteiros internacionais

Patagônia Norte- edição invernal com muita neve e montanha, dia 09/08 a 22/08

Patagônia Full Adventure, a segunda edição da expedição que percorre a patagônia argentina, dia17/08 a 08/10

Puna Adventure, em plena Cordilheira dos Andes, na região norte da Argentina, um dos lugares mais inóspitos e bonitos do continente, dia 02 /11 a 16/11

Patagônia Norte, edição Reveillon, com muita aventura e natureza

27 /12 a 10/01

Vamos nessa, obrigada a todos e espero vocês no próximo comboio.

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Diário de bordo

Patagônia Atlântica, lindas paisagens e fauna exuberante

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A Patagônia realmente surpreende, pela quantidade de ecossistemas e variedade de biomas. Nos post anteriores percorremos a Patagônia Austral, próximo a cordilheira dos Andes onde as paisagens eram formadas por bosques andinos,lagos, vulcões e glaciares. Neste post, vou escrever sobre o litoral atlântico do sul da Argentina, a região da Patagônia Atlântica

No período pré histórico, a Patagônia Atlântica foi uma grande floresta, antes mesmo da formação da cordilheira dos Andes, deixando suas marcas em bosques petrificados, foi lar de dinossauros, com inúmeros sítios arqueológicos e hoje é um uma infinita estepe e verdadeiro santuário da vida marinha, reconhecido internacionalmente.

Em nossa viagem de retorno ao Brasil. saímos de El Calafate e seguimos pela Ruta 40, viajando no sentido oeste a leste. em direção a capital da província de Santa Cruz, Rio Gallegos, a cidade dos ventos, já na região litorânea, para enfim entrar na Ruta 3, nosso caminho na costa argentina.

Percorrer a Ruta 3 ( que vai de Ushuaia até Buenos Aires, atravessando parte do país de sul a norte) é sentir a beleza de uma região inóspita, com influencia de colonos galeses, que se assentaram na patagônia no seculo XIX.

Assim como nos séculos passados, hoje os ventos continuam soprando com intensidade mas o Turismo cada vez mais está sendo destacado na parte mesmo conhecida da Patagônia

Parque Nacional Monte Leon

Localizado na parte sul do litoral argentino, entre as cidades de Rio Gallegos e Pureto San Julian, bem próximo a cidade de Comandante Luís Piedra Buena, o Parque Nacional Monte Leon, é uma das belas e desconhecidas surpresas da Patagônia Atlântica, as margens da Ruta 3.

O Parque foi criado no ano de 2004, no local onde funcionava uma estancia de criação de ovinos e abarca áreas da estepe e litoral, e abriga uma das maiores pinguineras da América do Sul, com aproximadamente 60.000 pinguins de Magalhães. Além dos pinguins, o parque é um paraíso de biodiversidade de fauna, tanto marinha (lobos marinhos, golfinhos de commerson e baleias francas) quanto terrestres, sendo um dos locais de maior avistamento de pumas.

A entrada do Parque é gratuita, e para ingressar à pinguinera é necessário pegar uma trilha de 5 km ida e volta, e por recomendação dos guarda parques não se deve circular sozinho na trilha e nem depois das 17 h, para evitar encontros com os pumas. As paisagens são belíssimas, águas claras, ilhas, alcantilados e belas formações rochosas

Punta Tombo

A Reserva Provincial Punta Tombo, foi fundada em 1979 para proteger a maior colônia de reprodução de pinguins de Magalhães do mundo, variando de 500 mil na baixa temporada e chega a 1 milhão na alta temporada.de indivíduos. Está localizada a 220 km ao sul da Península Valdés, e o acesso é feito pela cidade de Trelew, a qual deve ingressar pela Ruta 1, por aproximadamente 100 km em rípio.

Essa espécie é endêmica da América do Sul e foi citada pela primeira vez em 1520 pelo navegador Fernão de Magalhães, em expedição pelo sul do continente. Se caracterizaram por serem aves marinhas que não voam, em em terra são um pouco desajeitadas, mas em compensação nadam com extrema habilidade. Entre os meses de setembro a abril, os casais voltam todos os anos no mesmo local para nidificar, ou seja, construir seus ninhos. O macho e a fêmea se revesam no cuidado de incubação e busca de alimentos. Em geral, colocam dois ovos, entre os meses de outubro e novembro, e os filhotes nascem depois de um período de 39 a 42 dias e são alimentando pelos pais durante dois meses, até se tornarem independentes, para enfim, regressarem ao oceano em busca de fartura de alimentos.

Uma das características dessa espécie, é que eles não tem medo ou se intimidam com a presença dos seres humanos. Em Punta Tombo, eles são literalmente "os donos do pedaço" e suas colonias, ou como chamamos na Argentina, as pinguineras, estão em aéreas de proteção ambiental.

Os pinguins de Magalhães tem aproximadamente 70 cm de altura e pesam em média 5 kg, sendo o macho um pouco mais robusto que a fêmea, A pelagem branca e preta, com uma risca branca acima das sobrancelhas, contornando as orelhas, e terminando por circular o pescoço. Na parte de cima da barriga eles tem uma linha negra em forma de ferradura. Apesar de serem parecidos uns com os outros, os casais e filhotes se reconhecem entre milhares de indivíduos, principalmente pela emissão de um som característicos. Outra característica é que os pinguins de Magalhães são monogâmicos, ❤❤

A principal ameaça a esses simpáticos animais, que parecem personagens saídos de um filme de animação, é o derramamento de petróleo e derivados no mar. Muitos animais são encontrados com manchas e resíduos. Quando isso ocorre, as aves devem ser recolhidas em encaminhadas para órgãos competentes. Todo esse processo gera um desgaste no animal, e muitos pinguins não tem a sorte de serem recuperados.

Puerto Madryn

Em nossa viagem, tivemos uma grata surpresa com o litoral sul argentino, que ainda é tão desconhecido para nós brasileiros. Com uma paisagem muito diferente as quais estamos acostumados, o litoral patagônico não tem o "verde" ( característica da Mata Atlântica) como em nossas praias, as cores variam de diferentes tons de terra, marrons, amarelados, ocre. As águas são muito claras, e os despenhadeiros (aqui são de chamados de alcantilados) são de extrema beleza, uma paisagem ao mesmo tempo dramática e contemplativa.

Em nosso caminho pela Ruta 3, passamos por cidades como Caleta Olivia e Comodoro Rivadávia, que apesar de terem águas bem frias, são belíssimos balneários. Já mais ao norte, bem perto da Península Valdés, está uma cidade, que pela sua localização seria a base ideal para explorar a região, essa cidade é Puerto Madryn

Puerto Madryn foi fundada por imigrantes galeses, que desembarcaram na região e formaram os primeiros assentamentos permanentes de descendência europeia. A fundação da cidade foi com a chegada de grupo de 150 imigrantes galeses que desembarcaram do veleiro Mimosa, em 1865. A província de Chubut teve seu desenvolvimento diretamente relacionado a vida desse imigrantes, em especial Lewis Jones https://pt.qwe.wiki/wiki/Lewis_Jones_(Patagonia) e a construção da estrada de ferro. Puerto Madryn foi sede a estação ferroviária central de Chubut de 1890 a 1961.

Com a decadência do sistema ferroviário nas décadas de 60 e 70, a cidade teve como opção de retomada econômica com a produção de alumínio, porém, a verdadeira vocação dessa desta cidade portuária, estava em seu aspecto ambiental. A região é um verdadeiro tesouro da Fauna Marinha, onde a sua faixa litorânea, é uma berçário e refúgio de espécies de aves e mamíferos, como baleias francas austrais, golfinhos, toninhas, orcas, elefantes e lobos marinhos, focas, pinguins, entre outros.

Hoje as províncias de Rio Negro, Chubut e Santa Cruz reconhecem o valor do Turismo Sustentável e o Ecoturismo, como provedores de geração de emprego e renda, mas principalmente, como forma de preservação de um Ecossistema imprescindível para a vida em nossos oceanos e em nosso planeta.

Com uma população de aproximadamente 60 mil habitantes e um boa infra estrutura turística, Puerto Madryn está localizada as margens a baía de Golfo Nuevo, e é base para conhecer a Península Valdés, Punta Tombo, Puerto Rawson (para avistamento de toninhas), Estancia San Lorenzo com visita a pinguineras, e a loberia de Punta Loma, localizada a apenas 17 km da cidade, um dos poucos locais onde existe a atividade de Mergulho com Lobos Marinhos ( tanto com snorkel quanto com cilindro ). Os lobos marinhos são animais muito curiosos, tornando essa experiência especial e com certeza, inesquecível.

Península Valdés

Certas vivencias e lugares são difíceis de expressar com palavras, pois, por mais que eu escreva " lindo", "emocionante ", estar no lugar, ver com os próprios olhos e sentir o coração bater mais forte é algo muito pessoal, a Península Valdés é um paraíso para os que gostam de ver a natureza em seu estado mais selvagem, principalmente presenciar a interação da fauna com seu habitat.

Reconhecida pela Unesco como Patrimônio da Humanidade desde 1999, é lar de mais de 1500 espécies, e um exemplo de turismo sustentável e respeito com a fauna,com a utilização da Técnica Patagônica de Avistamento: conjunto de normas que regula a maneira de aproximação e comportamento, integrando a conduta de operadores, com objetivos conservacionistas, educativo e ambientais. A península está dentro de um Parque Provincial e uma Área Natural Protegida http://peninsulavaldes.org.ar/

A entrada da península é feita pelo Istmo chamado Carlos Ameghino. No local esta o posto de entrada, onde após cadastramento, é necessário pagar uma taxa de Parques, que é normal na Argentina, quando passamos em fevereiro, estava $ 850 ( Pesos Argentinos ) para estrangeiros.

Logo após esta a sede do Parque, está o Centro de Visitantes, uma parada obrigatória para buscar informações sobre o local e visitar o Museu, que tem um acervo bacana e é auto guiado, vale muito a pena.

Com aproximadamente 4000 quilômetros quadrados, a península está localizada entre dois golfos: San José e Golfo Nuevo e tem sua costa leste voltada para o Mar Argentino,. A única área urbanizada é Puerto Piramedes, de onde na temporada da Baleia Franca saem os barcos para avistamento embarcado.

Trata-se de um pequeno povoado com uma certa infra estrutura, que pode ser servir de base para os viajantes, no local tem Camping,algumas pousadas, mercado e um posto de combustível. Na península as estradas são de rípio e as distancias grandes, existem muitos guanacos e outros animais nas estradas, portando dirija com precaução. É importante observar a tabua de marés. Na região existe uma grande amplitude de maré, para ter uma ideia, na praia de Puerto Piramedes, a diferença entre maré alta e baixa pode variar aproximadamente uns 600 m.

Antes de tomar um caminho é imprescindível estudar o mapa local, para planejar a logística e os tempos de acordo com as marés, condições climáticas, distâncias e calendário de avistamento, pois alguns animais são sazonais, ou seja, migram em determinada época do ano. Porém muitas espécies escolheram a Península como sua casa, portanto, podem ser vistos o ano todo

Calendário de avistamento da Fauna

Dentre os locais determinados para avistamento estão:

1- Isla de los Pajaros, Aves

2- Punta Norte, Baleias francas, orcas, lobos marinhos, focas, elefantes marinhos

3- Caleta Valdés, Baleias francas, orcas, lobos e elefantes marinhos e pinguins de Magalhães

4- Punta Delgada, Lobos e elefantes marinhos

5- Punta e Puerto Piramedes, Baleias francas, lobos marinhos e pinguins

Nós visitamos dois locais: Caleta Valdés e Punta Norte, pois segundo os guarda parque, eram os com maior possibilidade de avistamento de Orcas, já que fomos no mês de fevereiro. Ambos locais tem infra estrutura de banheiros e de informações, chegamos a ver orcas de muito longe. elefantes e uma grande colonia de lobos, com vários haréns e muitos filhotes. em Punta Norte Os lobos interagem uns com os outros como uma verdadeira família, é muito interessante ficar curtindo os animais em seu estado natural e vida selvagem, simplesmente inesquecível.

Porém, dentre todos animais, a visita mais aguardada é das Baleias Francas Austrais http://www.puertopiramides.gov.ar/ballenas-port.html

Dentre as três especies do gênero Eubalaena: a baleia-franca-austral é a unica que ocorre no Hemisfério Sul. Quando adultas, podem atingir 18 m de comprimento e cerca de 55 toneladas. é facilmente reconhecida possui uma série de calosidades na cabeça usualmente cobertas por crustáceos.

Durante os meses de verão, elas vivem perto da Antártica, onde se alimentos de pequenos crustáceos, principalmente Krill, nos meses de inverno e primavera migram para águas mais quentes, para reprodução e amamentação de filhotes, e são encontradas em maior número na Península Valdés, mas também é possível avistar exemplares no litoral de Santa Catarina, próximos a região da cidade de Imbituba.

A Península Valdés, é um dos únicos lugares do mundo onde é possível avistar um espetáculo único da natureza chamado "encalhe intencional ", protagonizado pelas Orcas. Apesar de elas nadarem por essas águas entre setembro ou abril, o guarda parque local, nos comentou que em geral, é mais fácil de ver essa manobra no mês de abril.

As praias de Punta Norte reúnem uma grande quantidade de filhotes de lobos marinhos, que fazem parte do cardápio desse cetáceo. As orcas com ajuda das marés, vão até a praia, e abocanham um filhote de lobo e seguida retornam ao mar. A natureza realmente é sabia e quando em equilíbrio, todas as espécies cumprem seu papel. Esse é um espetáculo da vida selvagem, alias não espere nada menos do litoral argentino.

Las Grutas

Como " cidadã quase barilochense " eu tinha que conhecer Las Grutas, pois 10 entre 10 moradores de Bariloche, a elegem como seu balneário litorâneo preferido e eu tinha que ver o porquê.

Não podemos considerar uma cidade vizinha de Bariloche, pois está no outro extremo do país, uma está no litoral ( leste), já a outra está perto da fronteira com Chile ( oeste ) e entre um extremo e outro são aproximadamente 643 km pela Ruta 23. Mas o que mais atrai,é a temperatura das águas, segundo os argentinos, são as águas mais quentes de toda a Costa, devido a amplitude das marés e por estarem nas águas protegidas do Golfo de San Matias.

O balneário foi nosso ponto de parada no retorno pela Ruta 3 e nos agradou bastante. Está a quase 1000 km de Buenos Aires. Para uma brasileira acostumada com um litoral extremante bonito e variado, o litoral argentino me surpreendeu muito positivamente, principalmente pela BIODIVERSIDADE E PRESERVAÇÃO da fauna.Eu já visitei parques, onde observei e interagi com os animais, mas poder vê-los na vida selvagem é incomparável

Sou extremamente grata por poder mostrar para minha família esses lugares, todos nós ficamos fascinados e emocionados, e eu como profissional do Turismo, acredito que todo mundo que ama a natureza e preza por um turismo sustentável com integração com o meio ambiente deve conhecer a Patagônia, cada dia, cada lugar e cada região foi um verdadeiro aprendizado e as experiências dessa viagem me tornaram uma pessoa mais consciente e melhor.

Viajar é conhecer a si mesmo, é ver o mundo com outro olhar, pois nada se compara com o viver, podemos sonhar agora, mas não deixe de realizar seu sonho em breve

Conte conosco para ajudar e informar,sobre esse e outros roteiros, considero nosso trabalho uma missão, mostrar a América para os americanos ( que somos nós mesmos.)

Obrigada, gracias, thanks e até logo.

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Diário de bordo

Depois de tantas fotos, leitura e estudo, finalmente conhecemos PN los Glaciares- 3ª parte

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Atualizado: 23 de out. de 2024

Meu primeiro contato visual com o Parque Nacional los Glaciares de verdade foi no ano de 2010, quando ajudei um amigo do Turismo, que quando estava implementando sua agencia, eu o ajudei traduzindo esse material para o Português. Claro que a figura imponente do Glaciar Perito Moreno impressiona qualquer cidadão, pois é muitooooo lindo, mas teve uma imagem que não era conhecida para mim, mas quando eu a vi, nunca esqueci. Hoje essa imagem é o símbolo da Andes Experience, e é mais conhecida como Monte Fitz Roy.

Passado 10 anos, a vida me deu a oportunidade de ver esses lugares ao vivo e a cores, sou imensamente grata por cada lugar que conheço, e depois de tanto tempo de preparação, posso afirmar que o Parque Nacional los Glaciares, em especial as duas lindas cidades e seu entorno, El Chalten e El Calafate, supera todo e qualquer expectativa. Agradeço a todos fotógrafos que em cada clique me "seduziram" com fotos surreais.

Durante a preparação e planejamento da viagem em si, eu escrevi 4 post chamados Parque Nacional los Glaciares que descrevem uma pesquisa e estudo que tenho feito sobre o tema glaciar. Eu como guia de Turismo adoro isso, e compartilhei dados sobre a região, um pouco de tudo ( história, geologia, dicas e curiosidades), Espero que gostem, eu adorei escrever e fiz com carinho de verdade.

Neste Post vou escrever mais sobre a viagem que fizemos em fevereiro de 2020, fotos, nossas impressões e dicas legais, pois toda a parte técnica está nos post anteriores leiam e comentem, sempre grata.

E mais um pouco de estrada, guanacos, mas dessa vez, rípio na Ruta 40

Cedinho levantamos acampamento, estávamos pernoitando em la Posta de los Toldos, Parque Nacional Patagônia, e adivinhe, choveu muito durante a noite. Isso acontece conosco, levamos a chuva para lugares secos, só ainda não fiz chover no Deserto do Atacama, mas não duvido que aconteça. Nossa saída do Refugio até a Ruta 40 foram de 4 km com a pista muito escorregadia, que tivemos que usar a tração(usamos a 4x4 LLC), senão não seria possível conseguir sem atolar

De volta a Ruta, bem abastecidos e com dois galões de óleo disel de reserva, seguimos pro sul, no trecho mais desolado da Ruta 40, praticamente sem nada na rodovia a não ser a imensidão da estepa. Passamos por Bajo Caracoles, uma cidade "de primeira", literalmente. Fomos abastecer e almoçar em Governador Gregores, uns quantos quilômetros em frente (280 km ) para enfim, pegarmos o temido trecho de rípio, de aproximadamente uns 60 km.

Eu dirigi uma parte, e confesso que esperava ser pior, a estrada era bem larga e cheia de guanacos para a Gigantona foi tranquilo, eu só não gosto muito daqueles cascalhos fundos, mas em compensação, tinha pouco serrucho ( aqui no Brasil chamamos de costelinhas) e passamos de boa, Depois retornamos ao asfalto maravilhoso e a expectativa de chegar. O dia melhorou muito e de mu longe avistamos pela primeira vez as montanhas que tanto esperávamos ver Cerro Torre e Fitz Roy e também o Lago Viedma. estávamos chegando a El Chalten.

El Chalten, A Capital Nacional do Trekking

As cidades de El Chalten, El Calafate e o Parque Nacional Torres del Paine no Chile fazem parte de um Circuito Turístico muito tradicional na Patagônia Austral. Região cordilheirana, base para visita dos mais importantes e bonitos Parque Nacionais ( los Glaciares e Torres del Paine, ambos Patrimônio Unesco). Qualquer pessoa, independente de seu condicionamento físico ou idade vai amar as belas paisagens e infra estrutura preparada para receber turistas do mundo inteiro, e para os mais radicias, a região dispõem de todas as aventuras imagináveis, sendo paraíso de montanhistas, amantes de hikking e outros esportes junto a natureza.

Uma das considerações, que julgo importante, a Patagônia não é um local barato e as melhores atividades e passeios são caros, muitas coisas se podem fazer por conta própria ( trilhas em El Chalten), mas muitas deve-se contratar uma agencia ( visita a estancias, caminhada nos glaciares, kayak, passeios de barco, etc ). Eu recomendo planejamento e assessoramento de uma agencia especializada, por profissionais que trabalhem com esse segmento de Turismo como a Andes Experience. Nosso conhecimento com o Trade Turístico da Patagônia vai ajudar você a planejar uma viagem inesquecível, pois viajar exige planejamento.

Chegando, fomos armar acampamento no Camping Relincho, bem no centrinho, estava lotado, pois fevereiro é considerado alta temporada, lembrando que este Circuito é de VERÃO, não venha para essa região em agosto por exemplo, que não vai ser legal, Patagônia Austral é para os longos dias ensolados com temperaturas agradáveis do verão

Dia seguinte abriríamos os trabalhos com uma trilha básica e tranquila ( Laguna Capri), no dia seguinte, uma trilha mais longa ( Laguna Torre ) e no terceiro dia, visita ao Lago del Desierto. Tem uma lista de trilhas nos post sobre PN los Glaciares e eu vou publicar um mapa dos caminhos, mas é tudo bem sinalizado Eu acho que deve-se planejar um estada em El Chalten de no mínimo uns três dias, pois adorei esse lugar e amo fazer trekking, voltaremos.

Trilha Laguna Capri

Existem inúmeras trilhas para diferentes níveis de dificuldade, mas tem dois caminhos considerados principais e suas bifurcações: Sendero ao Fitz Roy e o Sendero ao Torre. No primeiro dia fizemos a primeira etapa do Sendero ao Fitz Roy, até a Laguna Capri, com 4 km de distancia. Foi uma subida boa e caminhos pelos bosques, finalizando com uma vista excelente do Fitz Roy e da Laguna Capri, a trilha estava lotada de pessoas, por ser tratar de umas das consideradas fáceis

A continuação o caminho termina na deslumbrante Laguna de los Três, não fomos até lá, pois estávamos acompanhados e nossa companhia "adolescente" não tem tanta disposição para caminhar. Acho que as trilha são bem acessíveis, e vi muitas pessoas de todas as idades, mas cada um deve saber seu estado físico.

Recomendamos o uso de sapatos adequados, e claro, repelente, água, e um bom lanche. O dia estava maravilhoso e conseguimos avistar o Fitz Roy sem a tradicional nuvenzinha, que originou seu nome ( os índios acreditavam se tratar de um vulcão, El Chalten significa montanha esfumaçada no idioma dos povos originários ) já valendo o dia e proporcionando lindas fotos.

Para fechar,happy hour tomando uma boa cerveja artesanal e no dia seguinte, mais trilha

Trilha Laguna Torre

Enfim, uma trilha mais longa, 3 horas de caminhada, percorrendo 9 km até a belíssima Laguna Torre, aos pés do Cerro homônimo. Devido a distancia, a trilha tinha outro perfil de público, já não se via as famílias com crianças e turistas, mas sim pessoas que visivelmente estavam e vieram a El Chalten para fazer trekking. Acredito que aos poucos os brasileiros estão mais aderindo a esse estilo de vida e de lazer, contemplando e se integrando mais com a natureza, muito bom sinal.

A caminhada a principio foi em subida,um pouco mais leve de do dia de ontem, e a maioria do caminho foi em terreno plano, bem sinalizado, tranquilo e excelente caminhada. Fizemos o caminho em aproximadamente 2 h 30 e chegamos a Laguna Torre, que é belíssima, com uma paisagem inóspita e aos pés do imponente Cerro Torre, que infelizmente nesse dia, estava encoberto por nuvens, que insistiam em permanecer. A lagoa é repleta de tempanos ( pequenos iceberg), que se desprenderam do Glaciar Torre. Passamos algumas horas contemplando e curtindo a paisagem.

Regressamos felizes e ainda tínhamos algumas horas de luz para aproveitar ( lembrando que anoitece após das 21 h 30)

Lago de Desierto

Muita e boas expectativas quanto ao nosso último dia em El Chalten, em todos os lugares que li

(blogs, sites) e muitas pessoas que falei, me recomendaram visitar o Lago del Desierto. Achamos realmente muito bonito, uma abundante flora, águas transparentes, e uma vista maravilhosa, Mas como já estávamos há um bom tempo na Patagônia, e Lagos na região da Bariloche não faltam, gostamos muito, só que nesse momento eu teria dispensado, especificamente nessa viagem, buscávamos outras paisagens

Desarmamos acampamento e percorremos uma Ruta cênica, passando por rios, lagos e cachoeiras a aproximadamente 37 km da cidadezinha de El Chalten. Chegando ao Lago, tem a possibilidade de fazer alguns passeios opcionais, como ir ao Glaciar Huemul, pagando uma taxa de $ 400, pois está localizado em propriedade particular, outro passeio é uma excursão panorâmica de barco, de $700. Como estávamos com o tempo contado, fizemos uma caminhada as margens do Lago.

Algumas descobertas interessantes do dia, essa região foi motivo de litigio entre Chile e Argentina, inclusive com enfrentamentos da Gendarmeria Nacional e os Carabineros chilenos, a própria fundação da cidade de El Chalten está relacionada com a consolidação da soberania nacional argentina. No Lago existe uma trilha de 15 km até O Passo O' Higgins, um dos passos fronteiriços de mais difícil acesso, para os mais aventureiros.

Regressamos nos despedindo da bela El Chalten, mas felizes pois iriamos a El Calafate.A cidade dos glaciares, o Glaciar Perito Moreno é sonho de consumo de milhares de pessoas, e nosso também. No caminho fizemos uma parda inesperada para regatar um carro que tinha capotado na estrada, felizmente nada grave, mas a Gigantona sempre empresta sua força para ajudar, pois quem tá na estrada tem isso como uma missão.

Que alegria chegar a El Calafate, uma linda estrada e a cidade maravilhosa, linda como Bariloche. Movimentada e cosmopolita, adoramos e só lamentamos nossa passagem por aqui,nessa viagem, ser tão curta.

El Calafate e Glaciar Perito Moreno

Ter boas expectativas é uma coisa mas realizar sonhos é surreal.

Além da bela cidade de El Calafate, localizada as margens do Lago Argentino, no coração do Campo de Hielo Patagônico Sur, no Parque Nacional los Glaciares, somente a visita ao Glaciar Perito Moreno já paga a vinda para cá. A somente 70 km da cidade, por uma estrada muito boa, chegamos a sede do Parque, onde pagamos $ 800 pesos argentinos para estrangeiros e nosso caso, residente nacional $ 400 ( na época um pouco de menos de uns R$30, 00 )

Dispondo de uma excelente estrutura, uma ótima sinalização, ingressamos ao Parque e em seguida tivemos a primeira vista do Glaciar, e nem mesmo a chuva estragou o passeio. Chegando a aérea do estacionamento, compramos os ingressos para o passeio Safári Náutico que faríamos a tarde, e de van subimos a região das passarelas.

As redes de passarelas, que somam 4 km de extensão, com acessibilidade, nos padrões Unesco, já que o Parque é tombado como Patrimônio da Humanidade. Vemos de muito perto os paredões DE GELO de 60 metros de altura por 5 km de extensão. A vista realmente IMPRESSIONA E NÃO EXISTEM PALAVRAS PARA DESCREVER, em muitos momentos me emocionei, em cada desprendimento e cada minuto, realmente um desses lugares que vale a pena conhecer.

Toda a informação técnica sobre os glaciares, está nos posts anteriores, a série Parque Nacional los Glaciares, adorei ter estudado antes e depois da teoria, ter provado a pratica.

Recomendo fazer o Safári Náutico, que é um passeio de barco as bordas do glaciar, assim complementando a visita ao Perito Moreno, vendo a geleira em diferentes pontos de vistas, sob uma outra perspectiva. O passeio tem uma hora de duração, suficiente para chegar bem próximo e se tiver sorte, ver alguns desprendimentos e tempanos (pequenos icebergs)

No retorno, antes de chegar em El Calafate passamos pelo Centro de Interpretação Glaciológico o " Glaciarium".- Museu de Hielo Patagônico. O museu utiliza de forma lúdica e interativa uma série de recursos multimídia, explicando desde a formação dos glaciares e suas ameaças. Realmente, uma visita que vale muito a pena para quem busca entender o lugar, contextualizando a paisagem. Tivemos a sorte de chegar no momento que iria iniciar a visita guiada por um dos monitores, que enriqueceu muito nossa visita.

Se nossa viagem se resumisse a El Chalten e El Calafate poderíamos considerar excelente, tamanha importância dessas maravilhas naturais que são os glaciares, no próximo post vamos visitar a Patagônia Atlântica, ainda tão desconhecida pelos brasileiros, uma linda surpresa repleta de fauna marinha.

De tudo que vivemos e aprendemos, sempre tem algo muito bom, algum aprendizado ou lição que devemos levar. Não deixe de sonhar e viajar virtualmente, que logo, se Deus quiser, estaremos de volta as estradas da nossa bela América do Sul

Obrigada, gracias, thanks, até a próxima.

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Diário de bordo

E segue a viagem: paisagens e história e muitos guanacos no caminho -2ª parte

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E continuamos na estrada, sempre e cada vez mais.Depois de curtir a região norte da Patagônia, seguimos rumo ao sul, em um deslocamento longo, bonito e bem habitado (poucas pessoas mas milhares de nossos amigos, os guanacos ). Nesse trecho entre Esquel a Perito Moreno (mais ou menos 600 km) cruzamos a província de Chubut e ingressamos na província de Santa Cruz e em cada quilômetro rodado, começaram a aparecer na estrada mais e mais desses simpáticos animais, que são importantíssimos para equilíbrio da fauna local e serviram de alimento povos originários, sem esses camelídeos não seria possível a vida humana na região antes da colonização e a fauna local estaria condenada a extinção. Mas toda atenção é pouca, pois eles estão soltos na estrada e podem cruzar a via sem menor pudor e causar um acidente. Outro animal comum nas estradas é o choique, uma ave patagônica, semelhante ao avestruz.

Nosso acampamento foi na cidade de Perito Moreno, um local de passagem, pois a cidade em si não tem grandes atrativos, mas em compensação, está próximo ao Cueva de las Manos, sitio arqueológico de importância mundial, e a cidade de Los Antigos, a capital nacional da cereja, localizada no limite com o Chile, que se conecta com Chile Chico, considerado um dos passos fronteiriços mais utilizados pelos viajantes que usam como entrada para percorrer a Carretera Austral e Cavernas de Mármore em território chileno. Nessa região incia uma das rodovias mais bonitas da Patagônia, a cênica Ruta 41. Também na região está o Parque Nacional Patagônia, um parque BINACIONAL que está dividido em setores, sendo que no local existem projetos, como por exemplo o Rewilding, que tem como principal objetivo a preservação da fauna, uma grata surpresa

E com tantos atrativos bacanas, assunto e informação não faltam

Los Antigos

Essa pequena cidade tem como base econômica o Turismo e o cultivo de cerejas, pois se trata de um vale fértil com um microclima adequado. Uma das atrações é visitar as granjas de cultivo da fruta, principalmente no incio de janeiro,época que ocorre a Festa Nacional da Cereja. Tivemos a oportunidade de visitar uma dessas granjas e saborear os frutos locais, não se compara com as cerejas que compramos no Brasil,é realmente é literalmente outro sabor ( deliciosas ).

A simpática cidadezinha está localizada as margens do maior lago da Patagônia e o segundo maior da América do Sul ( o primeiro é o Titicaca Peru e Bolivia) o Lago Buenos Aires, que é compartilhado com o Chile e lá se chama General José Carrera. Além da pesca de salmão, um dos destaques são as cavernas de mármore, uma maravilha natural, localizada no país vizinho

Próximo a cidade está um dos setores do Parque Nacional Patagônia, conhecido como Portal de Ascensão uma antiga estancia que foi base do exército argentino na " Guerra do Chile Chico " em 1918, em uma das inúmeras disputas territoriais dos dois países, o local possui uma rede de trilhas pela Meseta do Lago Buenos Aires, bike, cavalgadas, atividades náuticas no Lago Buenos Aires, avistamento de fauna silvestre, observação de aves, fotografia e eventos culturais em um antigo galpão de " esquila" ( esquila é tosquia de ovelhas)

Ruta 41

Ruta 41 está aos pés da cordilheira dos Andes, com 170 km que separam Los Antigos do Lago Posadas, é uma das rodovias mais deslumbrantes e inexploradas da Patagônia. A rodovia é de rípio e só é possível transitar de dezembro até a Páscoa,

Um caminho onde é possível se deparar com uma diversidade de paisagens, desde a aridez estepa com variadas formações rochosas aos bosques de lengas, com lagoas e até mesmo cascatas de degelo, onde vive a fauna patagônica com espécies como o condor andino, a aguila mora e cisnes de pescoço negro.

A Secretaria de Turismo da Província de Santa Cruz elaborou um material bárbaro para acompanhar os viajantes, um audioguia que contém informação de qualidade, elaborada por profissionais, os áudios acompanham o trajeto em seus principais pontos até aproximadamente 115 km. E tem um plus muito interessante, músicas folclóricas de artistas da região. Achei sensacional a iniciativa.

https://www.santacruzpatagonia.gob.ar/index.php/audioguia/ruta-41

Confira esse material e confira in loco futuramente conosco essa rodovia, que está nos projetos de expedições off road da Andes Experience com parceiros de renome da região, afinal Patagônia é nossa segunda ( ou primeira? ) casa.

Cueva de las Manos

Desde a primeira vez que vi as fotos da caverna com esse mural com muitas pinturas de mãos em negativo, que é a imagem símbolo desse local, eu fiquei com uma grande expectativa de conhecer esse importante Sitio Arqueológico datado de mais de 9 mil anos, tombado como Patrimônio da Humanidade pela UNESCO desde 1999. Hoje posso afirmar que minhas expectativas foram superadas.

Para chegarmos lá, saímos da cidade de Perito Moreno e seguimos pela Ruta 40 em direção sul, existem 4 caminhos para a Cueva, sendo que os dois mais conhecidos são o Acc nº 1 que está a 54 km de Perito Moreno. Em uma linda estrada de rípio, cheia de animais, chegamos até as bordas do Cañadon Pinturas, onde fizemos uma trilha de grau de dificuldade médio de 45 minutos até o centro de interpretação do Cueva de las Manos. No link tem imagens dessa trilha, confiram e fiquem com mais vontade de conhecer. O outro caminho que seria o "oficial", os veículos chegam até o inicio do sitio arqueológico, para acessar deve-se seguir pela Ruta 40 por 120 km e acessar o Acc Nº 4 e percorrer 47 km em rípio. é mais longo deslocamento, mas não precisa fazer trilha.

https://www.youtube.com/watch?v=RyUS3Uo_uuU

Nessa região viviam os povos originários ancestrais ao Tehuelches, que eram caçadores e recolhedores, que utilizam a arte como forma de expressão de seu cotidiano e deixavam suas "huellas",ou seja, suas marcas. Diferentes estilos e técnicas provam que as pinturas teriam sido feitas em diferentes períodos, Além das famosas mãos, existem pinturas que retratam cenas de caças, com figuras humanas e animais da região como guanacos, choiques e pumas. Elementos da natureza eram usados para fazer as pinturas, como os ossos e pelos de guanacos, e as cores eram feitos de pigmentos de origem mineral como óxido de ferro, manganês e argila branca.

Esse tesouro arqueológico foi descoberto em 1941 pelo padre chamado Alberto M. de Agostini, que publicou um livro sobre o achado. Posteriormente a caverna foi detalhadamente estudada por antropólogos, geólogos e arqueólogos de renome internacional.

A caverna principal tem 24 metros de profundidade,15 m de largura e 10 metros de altura no ponto mais alto, e devido a baixa incidência de luz solar e ao clima extremamente seco, as pinturas se mantiveram conservadas,

Além de Cueva de las Manos, que está dentro do Parque Nacional Patagônia, que tem um centro de interpretação com museus e visitas guiadas, existem outros sítios arqueológicos de arte rupestre na região menos conhecidos porém que devem ser preservados.

Os cânions do Rio Caracoles e Pinturas, são um oásis em meio a estepa, região de mesetas e formações rochosas vulcânicas, e proporcionaram a esses povos a possibilidade de desenvolver, se alimentar e nos proporcionando um local de estudos a céu aberto dessas culturas milenares.

Para quem quiser se aprofundar no tema, segue o link da página oficial http://www.cuevadelasmanos.org/videos.html com material sobre o assunto e diversos videos e entrevistas com arqueólogos que são referencia no assunto; Carlos Achero e Ana Maria Aguerre. Vale muito a pena conhecer e se encantar, e principalmente, visitar e curtir ao vivo e a cores. Bom estudo.

Parque Nacional Patagônia

Dentre tantas coisas que a Argentina conquistou nossa admiração, o tratamento que dispensa a seus Parque Nacionais. uma tradição muito antiga ( desde 1904) quando Perito Moreno(leia a biografia nos post anteriores) fez sua primeira doação de terras para criação do Parque Nacional Nahuel Huapi. É admirável, ver como são respeitados institucionalmente e como referencia. Estão a quilômetros a nossa frente nesse aspecto. Portanto, se algum passeio ou visita inclui taxa de Parque Nacionais pague sem fazer cara feia, você está contribuindo para propagar um estilo de administração dos recursos naturais que é levado muito à serio e fique feliz em ajudar. Os mais mais antigos, como eu, devem lembrar do desenho do Zé Colmeia, aquele urso, sempre enlouquecia a vida do guarda parque, então, na Argentina os guarda parque são bem parecidos

Bom vamos falar do Parque Nacional mais novo da Argentina, alias ele é Binacional, pois tem a parte chilena, e ele está divido em setores, O PARQUE NACIONAL PATAGÔNIA que foi criado em 2014. O parque está rodeado de estradas cênicas ( rutas 40. 43 e 41 na Argentina e Carretera Austral no Chile ) e cenários deslumbrantes e uma riqueza arqueológica incrível, ideal para o desenvolvimento turístico da região

Ao todo um percorrido de aproximadamente 600 km, ao longo de um território de 12.000 km quadrados, que nos permite conhecer processos geológicos, ecológicos, históricos e culturais do setor noroeste da província de Santa Cruz na Argentina e Chile. No passo fronteiriço Los Antigos e Chile Chico está localizado o Portal de Ascensão, como mencionamos acima e na região de la Cueva de las Manos está o Portal Cañadon Pinturas e Meseta.

Quando fomos visitar Cueva de las Manos, conhecemos mais a fundo o Parque, ingressando no Portal Cañadon Pinturas, onde tivemos o privilégio de sermos apresentados no refugio La Posta de Los Toldos a um projeto de âmbito internacional para a preservação da fauna autóctone, a Fundação Rewilding Argentina

Nossa idéia inicial era levantar acampamento cedinho de Perito Moreno, ir ao Cueva de las Manos ( achávamos que em 3 horas no máximo visitaríamos o lugar, mas na pratica, necessitávamos no mínimo umas 5 horas ) e depois acampar ou encontrar uma pousada em Bajo Caracoles ( a cidade é tão minuscula que não tem nada, mas as vezes, as mudanças de planos, são as melhores soluções. Vamos aos fatos.

Ao ingressar ao portal, tivemos a informação sobre um refúgio, onde era possível alojar-se,, até então era hipótese descartada,. fizemos o caminho maravilhoso, fizemos a trilha, o passeio guiado na Cueva e os minutos se tronaram horas. Quando regressamos para sair do Parque, resolvemos parar no refúgio onde fomos atendidos pelo pessoal do projeto Rewilding, e nos ofereceram por um bom preço (USD 10 ) por pessoa hospedagem super confortável. Naquela altura, com chuva, estávamos querendo uma boa cama, um chuveiro quente, uma boa refeição e wifi com boa velocidade. Minha filha foi a primeira a querer ficar e não nos arrependemos, primeiro porque ficaríamos na mão literalmente se seguíamos até Bajo Caracoles e segundo porque o local é excelente, super aconchante, bem atendido e assistimos uma palestra sobre o projeto.

Eles atuam em diversos locais do mundo e vale a pena conhecer mais sobre esse lindo projeto de preservação que visa o desenvolvimento do turismo como propulsor econômico de comunidades locais e a preservação da fauna.

SOBRE REWILDING http://rewildingexperience.com/es/sobre-rewilding/

“Queremos conectar ao mundo com o que amamos e protegemos”

Em Rewilding Experience oferecemos experiencias a medida de cada passageiro. Somos parte da família de Conservation Land Trust Argentina, una empresa social que trabalha junto com a Fundación Rewilding Argentina restaurando terras e criando parques nacionais para el bem estar das comunidades rurais vizinhas e a natureza. O turismo de natureza é uma ferramenta fundamental para vincular os cidadãos do mundo com aquele que amamos e protegemos. Por sua vez,, o ecoturismo gera uma economia local sustentável, assegurando a cultura e evitando la extinção de espécies. Cada viagem com Rewilding gera consciência, criando um movimento social e econômico nas localidades.Os benefícios econômicos se invertem na continuidade do trabalho de restauração e proteção Nosso principal objetivo é entender e aprender da vida silvestre e a cultura local. É sentir e viver a beleza de um ecossistema completo e um entorno orgulhoso de seus costumes. É ser parte de uma visão de uma próxima economia onde todas las espécies possam coexistir.

Conectar-se com o todo, em lugares tão lindos e especiais são experiencias inesquecíveis. Nesse trecho da viagem podemos vivenciar um pouco que a natureza inóspita da Patagônia tem a oferecer, muito contato com a história e a natureza, lavam nossas almas

Obrigada, thanks, gracias e aguarde pois o próximo post vou falar da nossa experiencia no Parque Nacional los Glaciares, IMPERDÍVEL

Eu desejo que todo mundo tenha oportunidade de conhecer a Patagônia, mas enquanto estamos em "stand by" leiam, estudem, conheçam nossa história e do nosso continente. Viajar virtualmente é muito interessante e só nos motiva a realizar sonhos, aproveitem seu tempo com sabedoria, ATÉ A PRÓXIMA.

  • Patagônia Argentina
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Diário de bordo

Bariloche no verão: Ecoturismo e Turismo de Aventura

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Atualizado: 2 de out. de 2024

Esse é nosso segundo Post sobre Bariloche, mas diferente do que falamos anteriormente, agora vamos focar em atividades e dicas típicas de verão e desmistificar o conceito que Bariloche é um destino turístico de inverno. Sem dúvida a temporada de inverno foi o "carro chefe" para a demanda brasileira dessa bela cidade argentina, porém vivemos novos tempos e se faz necessário reinventar e conhecer outras formas de Turismo e ver além da montanha nevada, do chocolate e do esqui

Embarque nessa viagem que vai surpreender você, e descubra que os europeus, americanos e os próprios argentinos já descobriram, que Bariloche no verão é incrível e você deve incluir esse roteiro em seus planos imediatamente.

Como é o clima no verão, faz frio, tem neve???

Antes de qualquer planejamento de qualquer viagem, é importantíssimo conhecer sobre o clima local de acordo com a época e que podemos encontrar, isso é fundamental, imagine a frustração de viajar a Bariloche buscando neve e não encontrar ou o contrário, querer fazer atividades junto a natureza e o clima impedir, aí o planejamento e orientação confiável é a chave para evitar esse problema.

Falando especificamente sobre o clima de Bariloche, eu diria que as estações do ano são muito bem definidas, como ocorre em geral em lugares de clima temperado, ou seja no inverno faz frio e neva, na primavera tem um clima agradável e muitas flores, no outono os bosques mudam sua coloração, para tons amarelados e ocres, e muitas árvores perdem suas folhas e no verão.ai no verão, faz calor sim

Uma das vantagens da estação em lugares de altas latitudes é que a luz solar dura muitas horas do dia, em Bariloche anoitece por volta das 21 h 30 min, ou seja, dias longos e ideais para aproveitar ao ar livre, e atividade não faltam, são muitos lagos e montanhas, com paisagens deslumbrantes perfeitas para o Ecoturismo e Turismo de Aventura.

As temperaturas em geral são bem agradáveis durante o dia, alguns dias com bastante vento

(típico da Patagônia), a noite bem mais fresquinho, podendo até ter dias um pouco frio, oscilando entre 10 a 25 graus. Em geral, dias ensolarados e secos, mas lembrando que esses fatores podem mudar de ano para ano, mas neve (ou gelo) somente em glaciares, que no caso de Bariloche, o Tronador seria a geleira mais próxima.

Um dado que pode surpreender você é que Temporada de verão em Bariloche é tão importante quanto a de inverno para o Turismo, a cidade fica lotada, Bariloche está localizada na parte norte da região Patagônia, e esse nome é referencia fortíssima no mundo, quando se trata de Turismo na América do Sul, portanto, toda a Patagônia, recebe muitos estrangeiros nos meses de verão.

Modalidade de Turismo típicos do verão na Patagônia, NATUREZA como principal atrativo

Bariloche está dentro do Parque Nacional Nahuel Huapi, e segue a legislação vigente do Parque, alias a Argentina, assim como Estados Unidos são países que, tem a referencia de Parque Nacionais muito estruturada, garantindo para os lugares de interesse ambiental o uso de maneira em que o Turismo Sustentável seja uma forma de conscientização e garantindo que áreas naturais possam ser preservadas.

O Ecoturismo e o Turismo de Aventuras são os pilares para o desenvolvimentos das atividades turísticas locais. Segundo artigo ECOTURISMO E TURISMO DE AVENTURA: ENTRE A TEÓRICA E A PRÁTICA apresentado no X Fórum de Turismo do Iguassu de 2016

"Dentro do ecoturismo se encontra experiências únicas ligadas a natureza, a importância da conservação e preservação, podendo desfrutar de todo meio de uma forma que o turista e o local não sofram danos. Já no turismo de aventura, também pode-se ligar as práticas das atividades ao meio ambiente de uma forma sustentável. O turista pode ter o prazer de conhecer e aproveitar o lugar adquirindo diferentes experiências, só que tendo como adicional a disponibilidade da prática de algum esporte que envolva e promova a sensação de um risco saudável, assim promovendo uma recreação e interação entre o homem, a natureza e outros meios. Devido a todo esse processo de caracterização, o turista pode relacionar os dois tipos de turismo de uma forma agradável e favorável, promovendo assim uma junção do ecoturismo e suas experiências, com as atividades de aventura que também podem ser realizadas, na maioria das vezes no mesmo local. Essas características semelhantes entre ecoturismo e turismo de aventura, muitas vezes faz com que os leigos não consigam diferenciar um segmento do outro, evidenciando dessa forma, a necessidade de conhecer esses dois setores, para assim conseguir distingui-los."

https://festivaldascataratas.com/wp-content/uploads/2017/04/6.-ECOTURISMO-E-TURISMO-DE-AVENTURA-ENTRE-A-TE%c3%93RICA-E-A-PR%c3%81TICA.pdf

A natureza e a conexão com os recursos naturais como uma experiência mais integral de viagem, trata- se de uma das tendências atuais do Turismo.

Atividades e passeios de verão, Região dos Lagos

Se você perguntar a um barilochense o que ele mais gosta no verão, provavelmente ele vai responder que ir tomar "mate" na beira do lago seja uma de seus programas preferidos, e não é à toa, pois depois de tantos meses de frio e vento, desfrutar um pouco das praias lacustres é bom demais, todos os dias em que o clima favorece todos os lagos da região estão cheios de banhistas reunidos e aproveitando a natureza local.

A paisagem de Bariloche é um bela mistura de montanhas, vales e lagos, tendo como um dos símbolo o gigantesco Lago Nahuel Huapi, de águas profundas ( mais de 400 m) e frias e uma superfície de mais de 500 km quadrados, outros Lagos e Lagoas estão localizados perto da cidade de Bariloche e podem ser visitados, como o Lagos Moreno, Gutierrez, Mascardi, Traful, entre outros

Essa região é conhecida como "Região dos Lagos" composta por inúmeros Lagos de origem glaciar, tanto em território argentino quanto chileno. Com o retrocesso e derretimento das geleiras que desciam das montanhas da região nas últimas glaciações, processos geológicos erosionaram e formaram vales e depressões, e os acumulo das águas formaram esses belos Lagos.

Muitas atividades podem ser feitas nos Lagos como:

1, Navegação

Passeios regulares são realizados no ano todo, sendo os principais deles o Isla Victoria, Puerto Blest e o Cruze internacional Andino, você pode ter mais informações no link https://www.andesexperience.com.br/passeios-tradicionais-bariloche-lac

Durante os meses de verão, existem outras opções como navegar pelo belissimo Brazo Tristeza do Lago Nahuel Huapi de forma privativa, nos consulte pelo link

https://www.andesexperience.com.br/excursoes-privativas/Bra%C3%A7o-Tristeza---Cachoeiras-do-Lago-Nahuel-Huapi

2- Kayak

Com certeza, uma das melhores experiências de verão em Bariloche, para desfrutar da natureza e contemplar um cenário de cinema. Excursões privativas podem ser feitas, porém indicamos que faça somente com empresas especializadas e guias próprios para essa atividade, lembrando que esportes de aventura devem ser feitos seguindo normas e protocolos visando a segurança.

Fazer Kayak em um lago não é a mesma coisa que no mar onde a água salgada é mais densa e um corpo quando é imerso em qualquer líquido, este exerce uma força para deslocar o corpo e voltar a sua forma inicial. A força, chamada empuxo, empurra o corpo para cima. Devido a presença de cloreto de sódio, as águas do mar é mais fácil para o empuxo e mais difícil de afundar, portanto Kayak somente com guias profissionais e empresas especializadas.

Os Lagos Mascardi, Moreno e Gutierrez são excelentes para essas atividades, e são feitas sempre em forma privada, saiba mais pelos links e boa aventura https://www.andesexperience.com.br/excursoes-privativas/Lago-Mascardi%3A-Kaiak-

https://www.andesexperience.com.br/excursoes-privativas/Lago-Moreno%3A-Kaiak-

3, Raffting

Uma das aventuras mais legais a se fazer em Bariloche, chamamos as corredeiras de "rápidos " e os mais utilizados são os que ficam na região da fronteira com o Chile, próximos ao Lago Mascardi e Steffen. A natureza do Parque Nacional Nahuel Huapi é perfeita para aproveitar de todas as maneiras e m dia de raffting é diversão e integração garantida. Saiba mais https://www.andesexperience.com.br/passeios-tradicionais-aventura/Rafting---Rio-Manso

Atividades terrestres, Montanhas e cenários espetaculares

As montanhas no entorno de Bariloche ( Catedral, Lopez, Tronador e Otto) no inverno são cenários de diversos passeios e excursões com neve e no verão locais ideais para a pratica de Hikking, Trekking e Mountain Bike, com diversas trilhas e diferentes níveis de dificuldades. na pratica Hikking e Trekking significam caminhadas junto a natureza, em geral em locais montanhosos a diferença que o hikking não inclui pernoite, ou seja, é uma caminhada de um dia, já o trekking é planejado para mais de um dia, podendo ter pernoite em alojamentos ou camping.

Hikking e Trekking

Para fazer um Hikking é sempre bom um planejamento, levar equipamentos em uma mochila de ataque, comida e estar com roupas e sapatos adequados. Existem muitas opções de trilhas auto guiadas na região de Bariloche, é só escolher algum desses "senderos" e caminhar, aproveitando a natureza e as paisagens.

Já para fazer um Trekking, o planejamento é bem mais complexo e altamente recomendável fazer com uma agencia especializada ou um Guia de Montanha, não entre nas matas sem as devidas precauções, pois Trekking não é simplesmente caminhar na montanha, mas sim uma atividade que deve seguir regras e ser adaptada as normas de cada unidade de proteção ambiental, O ecoturismo e o turismo de aventura não devem ser "massivos", deve acima de tudo ser um instrumento de conscientização e preservação, e não de degradação, para isso o ideal é ser acompanhado de profissionais.

No entorno de Bariloche, dentro do Parque Nacional existem uma rede de caminhos e Refúgios de Montanha, que são locais de apoio para os que estão em áreas remotas em alta montanha, em geral tem alojamentos, estrutura de cozinha, aluguel de equipamento de camping, e cada refugio tem um responsável chamado "Refugiero" que presta informações e ajuda aos visitantes. Esses locais são essenciais aos que andam pelas montanhas e tronam Bariloche um dos melhores locais para Trekking da América do Sul, sendo possível fazer travessias compostas pela somatória de trilhas e contando com o apoio e estrutura dos refúgios

Uma das regras essenciais do Parque Nacional é registrar- se quando for fazer uma trilha ou travessia mesmo não utilizando os refúgios como apoio. https://www.barilochetrekking.com/ As trilhas e refúgios são administrados pelo Club Andino Bariloche e administração de Parques Nacionais e é altamente recomendável a contratação de um Guia de Montanha habilitado

Mountain Bike

Bariloche é o paraíso para os amantes de Mountain Bike, com caminhos de diferentes níveis para todos os gostos. Desde roteiros tradicionais como o famoso Circuito Chico até mesmo travessias longas como de San Martin de los Andes a El Bolson (nos consulte para mais informações ). Um dos lugares mais fantásticos para fazer um roteiro em Bike é o Valle Encantado, que está localizado a 62 km de Bariloche, as margens do Rio Limay, rodeado de montanhas e formações rochosas de origem vulcânica com diferentes formatos.

Somos a favor de que lugares de interesse ecológicos devem ter capacidade de carga e ser administrados por órgãos competentes para evitar o uso massivo e a degradação dos mesmos, o turista consciente sabe que procurar e contratar uma agencia e profissionais especializados agrega valor. Não desvalorize os profissionais que se dedicam a transformar e maximizar sua experiência junto a natureza, pague o valor justo e não barganhe ou menospreze o trabalho alheio.

Na Semana do Meio Ambiente (05/06) a Andes Experience deseja que cada pessoa se conscientize de seu papel junto a Natureza e ao Planeta, e como Agencia de Turismo de Experiência buscamos fornecer de forma profissional a nossos leitores, amigos e passageiros informações e valores que nos conecte dentro de bem maior, a preservação dos recursos naturais e integração com toda forma de vida da Terra

O Turismo Sustentável é tendência em novos tempos, renove, reinvente e reconecte com essa ideia.

Obrigada, gracias, thanks e até mais.

Por Juliana Hoffmann

  • Bariloche
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Diário de bordo

Tudo o que você precisa saber sobre Bariloche

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Atualizado: 3 de out. de 2024

Finalmente vou escrever sobre a cidade que amo muito, e que considero um dos meus lugares no mundo, que é San Carlos de Bariloche.

A minha história pessoal com esse lugar deve ter começado em outras vidas, pois a conexão que tenho com essa cidade é muito forte, mas como minhas lembranças são da minha "vida"atual", vou me focar nelas.

Todo mundo, tanto do trade turístico ou não, já ouviu falar da cidade no interior da Argentina que as pessoas brincam com neve, Bariloche é um destino mais que consagrado internacionalmente, e não é pra menos, pois além das belezas naturais, o lugar esbanja de uma estrutura preparada para receber milhares de turistas de diferentes perfis.

As 10 perguntas mais comuns sobre Bariloche

Informações e conhecimento não é algo que ocupa lugar, portanto nunca é demais, e podem ser decisivos na hora de adquirir um pacote ou planejar uma viagem Bariloche tem turismo o ano todo, e cada estação tem suas peculiaridades. Pretendo detalhar as atividade de verão, porém nesse post vou focar no turismo invernal, e esclarecer dúvidas das pessoas que querem ir a Bariloche para brincar na neve.

1- Quanto tempo ficar?

O pior erro é ficar poucos dias em um lugar com tantas atrações turísticas como Bariloche. Quando o turista se depara com todas opções de passeios e lugares, o arrependimento é certo, e mudar passagem aérea é sempre uma complicação, e sempre acaba ficando caro, além da hotelaria trabalhar a preço balcão na alta temporada. Bariloche merece no minimo 5 dias e mesmo assim, ainda ficará alguma coisa pendente. Os vôos fretados ( vindos direto do Brasil) em geral, vendem estada de 1 semana, a qual e considero ideal para uma primeira vez e poder aproveitar e fazer tudo que tinha vontade.

2, Vou conseguir aproveitar atividades ao ar livre mesmo com o frio intenso? Como funciona as roupas e neve?

Eu acredito que toda pessoa que visitam Bariloche no inverno para Turismo, buscam justamente as atividades com neve, as montanhas e o frio. Existem membros de famílias que muitas vezes vem para a cidade acompanhar os demais, morrendo de medo de não suportar e congelar. Calma, isso não vai ocorrer. Agora eu vou provar com argumentos, e até os mais céticos vão acreditar.

Primeiro, essa questão é pessoal, pois têm pessoas que o organismo é mais resistente as baixas temperaturas, mas o diferencial local é a estrutura para enfrentar o clima patagônico. A estrutura passa pela arquitetura e pelos objetos pessoais, como roupas e acessórios. Outro fator é o clima, com ventos fortes, chuva e neve e clima seco ( o frio seco é mais suportável, ao contrário do frio úmido, que se sente com mais intensidade)

Todos os lugares são atendidos pelo sistema de gás, portanto tem calefação, o que torna todas os estabelecimentos comerciais e casa, lugares com temperaturas agradáveis. Mas não hora de sair a rua, aí sim, é necessário roupas especiais, as famosas "roupas de neve".

As roupas de neves consistem no conjunto jaqueta, calça, botas e luvas, feitas com telas especias de alta tecnologia,ideais para enfrentar o frio, pois são impermeáveis, rompe vento e térmicas. As roupas em geral são coloridas e bonitas( esqueça os macacões a não ser que você tenha menos de 6 anos) e aquelas roupas fofonas. Existem muitas marcas excelentes e de valores diferentes.

Hoje em dia, pessoas que tem o costume de viajar para lugares frios frequentemente, compram suas próprias roupas. No Brasil, a Decatlon pode ser uma boa pedida, pois trabalha com boas marcas e preços acessíveis. Outra opção é comprar pela internet, já que nem todas marcas tem lojas físicas no Brasil como Columbia e The North Face.

Mas o melhor é que não precisa comprar roupa, pois a cidade item várias lojas de aluguel de roupas de neve, e é super pratico e tranquilo para alugar. Os preços variam, mas todo o bom coordenador vai poder indicar algum lugar com bom custo beneficio. Seguindo sua sugestão ou não, não cometa o erro de ir a montanha com roupas comuns, além de ser um "mico gigante", você coloca sua saúde em risco.

3, Como chegar e quando ir?

Bariloche está a sudoeste da Argentina, quase na fronteira com o Chile, aos pés da cordilheira dos Andes, a aproximadamente 1600 km ao sul da capital Buenos Aires, em avião 2 horas e por terra varia de acordo com o caminho, mas vamos ter como média no minimo umas 20 horas de deslocamento interruptos. Sim é longe, afinal é Patagônia. Mas vale a pena cada metro.

O aeroporto internacional tem uma boa infra estrutura para receber uma malha aérea de voos domésticos provenientes de diversas regiões e vôos internacionais, principalmente do Brasil, principal pólo emissivo no inverno.

As passagens aéreas são uma das variantes mais incertas em um pacote ou viagem, eu acredito que pós pandemia irá haver muitas promoções para retomar a atividade turística em geral, gerando um boa oportunidade aos que quiserem viajar.

Todas as épocas do ano Bariloche tem sua beleza natural que muda de acordo com o clima, as estações mais turísticas são o inverno e o verão. Na temporada invernal o turista busca principalmente a neve e as montanhas, já no verão, o perfil do público que visita é mais aventureiro e busca atividades junto a natureza, eu recomendo visitar Bariloche em ambas épocas,pois cada uma tem suas peculiaridades e são maravilhosas.

4, Bariloche é legal para ir em família?

Bariloche é perfeito para todos os públicos, as crianças adoram as aventuras que o lugar pode proporcionar em qualquer estacão do ano, mas em geral, os pequenos amam brincar na neve. Eu não recomendo só para os muito pequenos, os bebes de colo sofrem com o frio e não aproveitam, e por sua vez, as mães e pais também acabam não curtindo. Deixe seu bebê crescer um pouco, as crianças com uns 4 anos já curtem bastante, e já podem guardar em suas memórias esses momentos de diversão com a familiar.

Pessoas com mobilidade reduzida ou os vovôs podem aproveitar os passeios mais contemplativos, gastronomia e atividades noturnas, claro que sempre conhecendo e com informação dos passeios e excursões para não equivocar na atividade escolhida.

5, Como os brasileiros são recebidos, vou me comunicar facilmente?

Com certeza, os brasileiros se sentem muito em casa em Brasiloche, praticamente todo mundo que trabalha com turismo entende e se comunica bem em português ou pelo menos portunhol. portanto, essa preocupação você não terá em Bariloche

6- Devo comprar as excursões antecipadas ou no local?

A maioria das excursões de inverno são condicionadas condicionadas com a neve, portanto, é altamente recomendável, comprar as excursões no local com coordenadores ou em agencias de confiança. Nem sempre o agente de viagem, que vendeu o pacote conhece as peculiaridades locais, e as condições naturais mudam dia a dia.

O ideal é, planejar com uma boa agência de confiança as atividades, observando todas as variantes como: perfil do grupo familiar, gostos, interesses, assim realizando uma compra consciente, sem risco de arrependimentos e de perder tempo e dinheiro em atividades que não estão sintonizadas com o perfil do visitante. Cuidado com os agentes piratas, esse que ficam nas esquinas e aeroportos, você pode entrar na fria, literalmente.

7, Quanto vou gastar para aproveitar minhas férias? Que devo usar, cartão de crédito, dólares, pesos?

O conceito de caro e barato é extremamente pessoal e muito difícil de mensurar, pois quando adquirimos algo abstrato como uma viagem, no qual o custo beneficio depende de um grande espectro de condições, é praticamente impossível determinar o valor de uma experiencia. O que é bom para um, pode ser ruim para outro.

Mas independente de conceitos pessoais, vamos ser objetivos, Bariloche não é um destino barato para os padrões brasileiros, é um erro grave, visitar a cidade sem uma reserva financeira para os passeios. Um porque é um pecado ir até a Patagônia e não aproveitar o local, e salvo algumas exceções, acredito que o motivo da pessoa viajar é justamente fazer os passeios

As atividades de neve no mundo todo seguem um padrão, ou seja, esquiar e qualquer estação de esqui do mundo todos, se formos cotar em dólares ou euros, serão equivalentes. Por isso, não tem como comparar Bariloche com Campos do Jordão ou Gramado, pois os destinos invernais brasileiros não tem a neve como atrativo principal.

Se tratando de cambio e moedas, muitas coisas podem mudar na questão economia, como taxas, cotações e desvalorização de moedas, mas uma coisa que não muda nunca, é sempre desaconselhável comprar pesos no Brasil e jamais fazer câmbio no aeroporto. Claro que principalmente para os viajantes independentes, que quando desembarcam em outro país, vai precisar ter o mínimo de moeda local para para pegar um táxi. Por isso, compre poucos pesos no Brasil.

O argentino em geral e culturalmente, super valoriza o dólar, mas no cenário atual, é impossível afirmar quanto chegará a cotação das verdes em relação ao real e ao peso, mas a boa notícia é que o reais são facilmente aceitos e trocados em casas de cambio oficiais e não oficiais. Cartão de crédito e débito são bem aceitos, porém sempre é interessante calcular as taxas, incluir o IOF e diferenças no cambio oficial. O que podemos observar dentre os passageiros é a tendência do uso como plataformas de trasferência internacional como: Westerunion, cartão e claro, o cambio blue, que poderá ser feito com facilidade no centro de Bariloche.

8- Vale a pena combinar Bariloche com outros destinos turísticos?

Pela própria localização e logística, Bariloche pode ser um destino combinado com a capital argentina Buenos Aires, que alias, é um destino bastante agradável e charmoso. Como recomendamos no mínimo 5 dias só para Bariloche, é recomendável planejar no minimo uns 3 dias para Buenos Aires.

9- Quais os principais produtos regionais e é um bom local para compras?

A mala pode ficar pequena de tantas sugestões de produtos diferentes para levar. O chocolate é o campeão das preferencias e trata-se de um clássico que desconhece crise, pois não existe um único turista que vá a Bariloche e não leve ao menos um chocolate para um ente especial. Seguindo a tradição dos colonos suíços, o chocolate artesanal é produzido em Bariloche por diversas chocolaterias, muitas famosas e de excelente qualidade. Essa tradição barilochense, inclusive inspirou cidades brasileiras como Gramado a produzirem essa delicia. Na dúvida prove todas as marcas e leve uma lembrança que agrada a todo mundo.

Eu amo e considero o melhor chocolate de Bariloche a NONCELLO, MAMUSKA E RAPA NUI, e um sabor inigualável, vale a pena conferir.

Os produtos típicos da Patagônia como defumados e pates de cervo, truta e javali podem ser uma boa opção para paladares mais exigentes, existem lojas onde é possível comprar doces, temperos e outras especiarias locais.

Não deixe de conhecer os produtos feitos com base, da rosa mosqueta de um arbusto nativo da Europa, mas que se adaptou muito bem ao clima da região. Além dos efeitos benéficos para pele do óleo e creme, se produz com a planta doces e chá com efeitos anti oxidante

Exite uma boa quantidade de lojas de artesanato na rua Mitre,com variedade de souvenires para todos gostos e bolsos. Também é destaque o comércio de roupas e equipamentos de montanha, porém os custos são elevados, o que torna esse tipo de acessório caro. Os próprios moradores cruzam a fronteira com o Chile e compram suas "camperas " ( jaquetas) nos shoppings e lojas da cidade de Osorno.

Uma excelente pedida é levar um bom vinho Malbec argentino, que em relação ao Brasil, podem ser bem vantajosos. O vinho tem só o problema do transporte, que deve ser planejado, verificando as regras junto as companhias aéreas.

10, Devo ficar hospedado no centro ou na montanha?

Existem muitos hotéis, hosterias, hostels e casas de aluguel e cabanas charmosas nos bosques e até mesmo na Vila Catedral, bem ao lado do Centro de Esqui Cerro Catedral. A melhor escolha depende muito do objetivo da viagem, se é a primeira vez em Bariloche, o centro é uma excelente opção por ter todas as atracões de fácil acesso, não dependendo de táxis e remis, o de aluguel de carro, que nos meses de inverno, não é a melhor opção, devido a possibilidade de nevadas.

Se o objetivo da viagem é somente a pratica de esportes invernais como esqui e Snowboard, ficar próximo a montanha é a melhor pedida, mas se for para passear e conhecer, fique na região central

Passeios de Inverno, Bariloche

Bariloche é um destino turístico completo e único, onde cada estação do ano tem sua paisagem e seus diferentes atrativos por reunir belíssimas paisagens, com montanhas com neve, lagos de origem glaciar, bosques e uma infinidade de elementos naturais com a melhor infra estrutura da cidade mais turística da Argentina.

As atividades, no momento, estão com valores indefinidos, portanto, as informações são divulgadas para o conhecimento das opções, e vamos nos atualizando sempre sobre as novidades e contexto social e mundial.

Atividades no Cerro Catedral

O Cerro Catedral é o maior centro de esqui da América do Sul, está bem próximo a cidade de Bariloche, sendo de fácil acesso, chegando inclusive de ônibus. Muitas agências têm traslados e excursões, e se você quiser ter mais flexibilidade de horário pode planejar sua ida com Remis ( uma espécie de carro executivo com valor pré determinado) ou mesmo de táxi

Após percorrer 25 km do centro, chegamos a base da belíssima e enorme montanha. A base tem estrutura completa de gastronomia.

Na Base tem também diferentes comércios relacionados com a montanha, até mesmo um pequeno shopping. No local existem muitas escolas de Esqui e Snowboard e aluguel de equipamentos para os que praticam esses esportes. Na montanha tem diversos teleféricos, tanto abertos tipo cadeirinha, quanto os fechados como cabines e bondinhos.

Na base existem pistas para principiantes, onde as pessoas terão sua primeira experiência com os esportes invernais, o bom é que sempre tem neve, pois existem canhões que fabricam. Jamais tente fazer esses esportes extremamente técnicos sem uma aula, é colocar dinheiro fora e se arriscar, pois sem a base de postura, é muito fácil ocorrer acidentes, então, PRIMEIRA REGRA, ESQUI E SNOWBOARD SOMENTE COM INSTRUTOR.

A segunda regra alguns turistas esquecem e é muito importante, no inverno não seja teimoso, você deve ir a montanha com roupa adequada, ou seja, ROUPA DE NEVE. Alugue ou compre, use as botas impermeáveis, pois jaqueta de couro não serve, assim como botas de bico fino e salto alto. Guarde sua elegância para a cidade e vá confortável aos passeios e protegido das intempéries climáticas.

Para quem não pretende esquiar, uma boa maneira de conhecer o Cerro Catedral é fazendo a excursão muito tradicional que é o “Circuito Chico e o Cerro Catedral “ perfeita para quem tem poucos dias disponíveis pois além do acompanhamento e explicações dos guias de turismo,no passeio você terá tempo hábil para subir a montanha em um dos teleféricos, em geral os meios mais comuns são o Cable Carril é a Telecabina Amancay.

Subir a montanha é quase que obrigatório pois as vistas são magníficas. Em cada descida de teleférico existe um refúgio (locais onde se pode aquecer, tomar um café ou fazer alguma refeição)

Porém, se você pretende praticar algum esporte na neve, reserve pelo menos um dia exclusivo para essa atividade, pois além das aulas que demandam tempo, mínimo 2 horas, você vai querer praticar, e todos podem fazer, independente da idade e condição física, salvo algumas limitações.

Você pode escolher entre aulas grupais que são os batismos de esqui e snow, que são muito boas e já nos dão uma boa base para desenvolver o esporte com a prática e claro, quem puder, fazer aulas privativas terá um melhor aproveitamento e uma aprendizagem mais rápida.

Nos consulte para ir com sua aula reservada e não perca tempo procurando e caindo nas mãos de promotores que não visam qualidade de aulas e equipamentos. Lembre- se que para praticar o esqui ou snowboard você deve adquirir o passe diário, que dá direito ao uso da montanha (pistas, meios de elevações e arrastros) e só utilize pistas adequadas ao seu nível.

Os valores do Cerro Catedral variam muito de acordo com atividade e época, podendo ter variações de acordo com a baixa,média e alta temporada,portanto nos consulte.

Aulas de Esqui e Snowboard

Batismos de esqui e snowboard, aulas coletivas ( Em geral 10 pessoas ) com direito a traslado do centro, aula, equipamento e passe para pistas de principiante.ideais para quem ter uma noção dos preceitos e posturas básicas do esporte com excelente custo benefício

Aulas privativas, Em geral têm duas horas de duração, porém existe possibilidade de adaptar a quantidade de horas. As escolas já incluem no valor os equipamentos e prestam o serviço de fornecer o passe ( valor oficial do cerro catedral )

Escolinha infantil, as crianças têm outro ritmo de aprendizagem e devem estar acompanhadas com profissionais especializados. As aulas tem espaço para o aprendizado e socialização dos pequenos, com merenda incluída. A partir de 3 anos já é possível praticar os esportes

Atividades no Cerro Otto

A montanha mais próxima a cidade, apenas 5 km de distância, ficou conhecida pelo teleférico que leva até a confeitaria giratória, mas no Cerro Otto existem outras atividades, tanto diurnas como noturnas Dentre os passeios diurnos destacamos:

Centro de Esqui Nórdico

Antes de falar dos detalhes do passeio em si, precisa nos entender a diferença entre os diferentes tipos de esqui, e para isso voltamos aos tempos primórdios onde os moradores dos países nórdicos que utilizavam tábuas de madeira para se deslocar na neve,facilitando o seu traslado de um lugar para o outro. Portanto, o esqui nasceu como uma forma de locomoção na neve, o esqui de caminhos, hoje conhecido como esqui nórdico. Nos Alpes, os suíços começam a utilizar a técnica do esqui nórdico como esporte, nascendo o esqui que conhecemos como esqui alpino, ou seja, o esqui de descida.

O esqui nórdico não é tão conhecido, mas trata-se de uma técnica de mais fácil aprendizado, ideal para grupos familiares. O centro de esqui nórdico é o local perfeito para a primeira experiência com o esqui de forma fácil e prazerosa

Esqui Nórdico, nesse combo está incluído traslado, aula, equipamentos e uso das pistas, que são caminhos na montanha. No mesmo local é possível fazer passeios de quadriciclos de orugas (esteiras) e moto de neve e claro o famoso Noche Nórdica, recomendo reservar antecipadamente.

Piedras Blancas, Um dos passeios mais divertidos de Bariloche, pois trata-se de um parque para fazer esquibunda. São 5 pistas com descidas emocionante para toda a família. Além do trineo (esquibunda ) no parque se pode fazer Zip Line ( uma tirolesa, onde você poderá voar sobre as árvores ) Está incluído no valor ingresso traslado + trineo ( com direito a 6 descidas pelas pistas ). Consultar por horários, valores e condições de neve.

Atividades no Cerro Lopez

Uma das montanhas mais bonitas e nevadas na região, dispõem de atividades de verão e inverno, uma das melhores vistas para a cordilheira dos Andes e para o lago Nahuel Huapi, para acender a essa montanha é preciso fazer uma trilha off road, o qual a adrenalina se acentua com as nevascas, comuns no Cerro Lopez

Refúgio Extremo Encantado

Os passeios em refúgios de montanha são excelentes opções para todas as pessoas, independente de sua condição física ou faixa etária, pois são os lugares onde se podem brincar na neve com tranquilidade, desfrutar de belas paisagens e aproveitar a gastronomia local. O passeio consiste em chegar até os pés da montanha, subir em 4x4. fazer atividades com guias de montanha como caminhada de raquetes e trineo, e aproveitar o local, curtindo uma boa música ao vivo comendo fondue. Um dia de montanha para se aproveitar

Atividades no Cerro Bayo, Villa la Angostura

A montanha localizada na cidade que está a 80 km de Bariloche, na Villa la Angostura, que tem características fortes de uma típica vila de montanha, com sua bela arquitetura e jardins, e é considerada um dos locais que atrai turistas de alto poder aquisitivo que buscam por sua tranquilidade e beleza.

A montanha Cerro Bayo é bem próxima a cidade e tem uma boa estrutura com teleféricos, refúgios, excelentes pistas de iniciante, uma vista maravilhosa para a cordilheira e em geral, uma boa qualidade e quantidade de neve.Outra vantagem pela sua localização, não tem problemas com os meios de elevação em dias de ventos fortes, como ocorre no Cerro Catedral e Cerro Otto.

As excursões de inverno que saem de Bariloche para Villa la Angostura são divididas em duas partes, sendo a visita a montanha com tempo para aproveitar a estrutura, local e a segunda parte tempo para conhecer a cidadezinha.

Atividades Noturnas

A noite de Bariloche reserva boas surpresas para os amantes da boa gastronomia e de atividades inusitadas. Para entender essa diferença e a grande variedade de opções extremamente gostosas, precisamos entender que a cidade foi colonizada por europeus, principalmente suíços, austríacos e alemães, que trouxeram seus hábitos e costumes, dentre eles o chocolate e a cerveja artesanal. Nesses quesitos Bariloche é referência internacional.

Além disso, a culinária argentina, com seus pratos típicos e sua carne mundialmente famosa, brinda aos visitantes inúmeras opções de restaurantes para todos os gostos e bolsos. A Argentina também é conhecida pela qualidade de seus vinhos, tendo como destaque o Malbec, uma cepa ideal para acompanhar a gastronomia de inverno e uma ótima pedida para as noites frias.

Também está presente a forte influência patagônica e suas peculiaridades regionais como o consumo de peixes típicos de águas frias, como a trucha e o tradicional cordeiro patagônico, o qual se destaca pelo seu sabor único e sua forma de preparo.

Bariloche é a fusão de todas as influências e isso torna um atrativo turístico a mais aos visitantes.

Cena Show de Tango e Folclore

Cultura, diversão e emoção garantidas, para os que gostam do gênero musical e dança de expressão forte e única, que projetaram a Argentina para o mundo. e um bom show interativo, pede uma boa comida. O show de tango barilochense não segue os moldes aos de Buenos Aires, tem uma pegada mais regional misturando partes da cultura do interior do país, mas o glamour desse belo ritmo tem seu lugar garantido

Tour Cervejeiro

Um dos produtos mais típicos da região, a cerveja artesanal se destaca e cresce na preferência dos que gostam da bebida que veio a América com os imigrantes alemães, neste tour poderá conhecer e degustar de diferente marcas de qualidade incontestáveis para os paladares mais exigentes, sempre acompanhados de uma boa “picada” ou para os brasileiros, petiscos, onde produtos regionais aliados com bons queijo e fiambres completam o deleite dos visitantes. A visita inclui as cervejarias Wesley e Gibert e termina na famosa internacionalmente e muito bem localizada Patagônia.

La Cueva

Uma gastronomia de primeiro nível, com todos elementos do melhor que a culinária pode oferecer, em um lugar inusitado ( uma caverna no alto do Cerro Catedral ) com uma decoração charmosa e extremamente chique

Para chegar a caverna, uma boa dose de adrenalina, dirigindo quadriciclos e snowmobile por bosque nevado em meio a montanha.

Noche Nórdica

Uma noite impecável dentro do que se trata gastronomia de montanha, prezando pelos detalhes e qualidade, após travessia de Snowmobil em um bosque de lengas no Cerro Otto. Um experiência completa e inesquecível

Bariloche é um lugar completo e cada um sente e desfruta de suas delicias a sua maneira, pois essa é a maior riqueza de uma viagem, o auto conhecimento, pois quando saímos da nossa zona de conforto, estamos buscando a experiencia do SER, e não o do TER. Que cada momento de viagem vivido, seja um aprendizado e uma conexão com o que vale a pena da vida, aqueles momentos que temos com as pessoas que amamos, Viaje sempre e cada vez mais, para encontrar a si mesmo.

Tenho certeza que você também vai se apaixonar por Bariloche, e espero que a gente se encontre por lá.

Obrigada, gracias, thanks, e até a próxima ( que seja próxima).

E para quem precisar de mais informações, nossa agência estará atendendo nossos passageiros com seus passeios.

Consulte-nos

  • Bariloche
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Diário de bordo

Por que você deve conhecer as Serras do Sul em uma Expedição Overland?

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Atualizado: 3 de out. de 2024

A medida que as estações mais frias se aproximam, um dos ícones do Turismo brasileiro ganha espaço nas mídias sociais, a Serras do Sul do Brasil, e o movimento na região deve ser intenso, pois apesar de estarmos atualmente no pico na pandemia, com a vacinação a uma lenta retomada.

O Turismo mudou e uma das premissas desse ""novo normal" é Turismo Interno, Ecoturismo e Viagens de carro. Além de ser mais seguro, pois cada grupo familiar fica em seu próprio veículo, minimizando o contato, as paradas são ao ar livre, junto á natureza, em pequenas pousadas e hotéis fazendas. Enfim tudo planejado para que as Expedições Overland sejam a melhor maneira de viajar e que essa tendência (que é muito legal.) se torne uma maneira de conhecer o mundo, ou seja é uma TENDÊNCIA QUE VEIO PARA FICAR.

Então, antes de um aprofundamento maior vamos desmitificar alguns pontos sobre a região:

1, Nas serras do sul neva??

Vamos antes esclarecer a diferença entre um fenômeno meteorológico ocasional e uma situação típica do clima invernal de um determinado lugar.

Se formos analisar somente no aspecto climatológico, sim na região podem ocorrer geadas e nevadas, até mesmo em uma boa quantidade, mas lembrando, é raro, muitos anos não neva inclusive. Então não podemos vender as Serras do Sul como um destino de neve, com parques e estações de esqui. Se você busca ver neve, deve procurar destinos como Bariloche ou Ushuaia. Mas se você quer curtir frio, aí sim, estamos no lugar certo. Até mesmo no verão a serra pode surpreender com um friozinho agradável.

As Serras do Sul são um destino perfeito para desfrutar do frio, mas não da neve.

2- Gramado e Canela são os lugares com melhor infra estrutura para o Turismo?

Já foi o tempo que a referencia do Turismo na região era somente Gramado e Canela. Esses dois municípios são muito desenvolvidos neste aspecto, mas hoje em dia, vários destinos estão preparados para receber turistas de todos os graus de exigência, inclusive formando pequenos roteiros dentro da região serrana, como por exemplo: Rota do Vinho de Bento Gonçalves, Rota dos Cânions entre o Rio Grande do Sul entre outros. Até mesmo munícipios pequenos como São José dos Ausentes e Bom Jardim da Serra já apresentam uma boa infra estrutura turística.

3, A serra é um destino de inverno?

A Serra é um destino para se visitar o ano inteiro, com atrações culturais e naturais para todos os gostos, gastronomia e atrações diversificadas e um clima agradável nos meses de outono e primavera inclusive.

4- Fazer turismo na região é caro?

Depende de vários fatores, mas o que mais conta nesse conceito subjetivo e o valor que cada um dá para sua experiência de viagem e seus sonhos em relação a isso. Para alguns um jantar a R$50, é caro, para outros não, portanto essa analise pode ter muitas variantes. Mas vamos falar da parte pratica, alguns municípios sim são mais caros que outros, principalmente a Região das Hortênsias (Gramado e Canela) e a região de Urubici em Santa Catarina, mas existem hospedagem e gastronomia para todos os gostos e bolsos.

5- Qual é a melhor forma de conhecer a região?

Toda a região da Serra do Sul, tanto a catarinense quanto a gaúcha tem uma estrutura receptiva muito boa, provida de agências e estrutura de passeios e excursões bem organizadas, mas uma das carências da região é um aeroporto mais próximo. As capitais estaduais acabam sendo o portão de entrada mais prática, para os que utilizam esse meio de acesso à Serra, porém as distancias e características não favorecem um conhecimento mais amplo e completo

Para uma viagem multidestino, ou seja conhecer a região ou parte dela como um todo, a melhor forma é de carro, A LOGISTICA DA FORMA TRADICIONAL. Os veículos adequados para percorrer a região são os 4x4, mas alguns roteiros da ANDES EXPERIENCE poderão ser feitos em veículos SUV 4X2 altos e estamos organizados roteiros disponíveis para qualquer veículos, consulte-nos sobre as características de cada Expedição

6- Mas afinal, qual a parte mais bonita, a Serra Catarinense ou a Serra Gaúcha?

Impossível definir, pois os dois estados tem belezas exuberantes e na realidade, o limite estadual não é o mesmo limite geográfico e geológico, ou seja, a gênese da formação local é a mesma, ambos fazendo parte da Geoparque da Serra Geral, com características naturais semelhantes. Portanto, na dúvida, conheça os dois estados e você não se arrependerá. Dispomos de roteiros curtos de 3 dias para ambos os estados e um roteiro completo de 1 semana que abrange Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Neste post vamos descrever dois roteiros:

1- Roteiro Urubici Total, 3 dias

Roteiro da Expedição Urubici Total Adventure

Dia 1, Florianópolis, Serra do Rio do Rastro, Deslocamento até o município de Lauro Muller para subida da Serra do Rio do Rastro, considerada por muitos meios internacionais uma das estradas mais impressionantes do mundo com suas 284 curvas. Parada no mirante. Parada para almoço. Nos encaminharemos para o município de Urubici. para visita a cascata do Avencal e ao Morro do Campestre. Check in na Pousada Serra do Panelão e Jantar., Deslocamento 332 km

Dia 2, Café da Manhã após saída o Cânion Espraiado, com visita ao balanço infinito e vista do cânion. Almoço no Parador Santo Antonio e visita ao Morro da Igreja. Pousada e jantar. Deslocamento 136km

Dia 3, Café da Manhã e saída para a Cachoeira do Rio dos Bugres. Retorno à cidade para almoço e deslocamento a Serra do Corvo Branco com tempo para visita ao Parque Altos do Corvo Branco e seus mirantes. Tempo para fotos e descida pelo emblemática Serra do Corvo Branco e retorno a Florianópolis. Deslocamento 280 km

Deslocamento Total = 748 km

2- Roteiro Serras do Sul do Brasil, 7 dias

Dia 1, 12/06, Sábado, Florianópolis, Serra do Rio do Rastro, uma das serras mais espetaculares do Brasil com suas 284 curvas. Almoço no restaurante Mensageiro da Montanha e deslocamento até o Município de Urubici. Visita a Cascata do Avencal e Morro do Campestre. Check in na Pousada Serra do Panelão e jantar. Deslocamento 326km

Dia 2- 13/06, Domingo, Café da Manhã após saída o Cânion Espraiado, com visita ao balanço infinito e vista do cânion. visita ao Morro da Igreja com parada de almoço no Restaurante Morro da Igreja e Serra do Corvo Branco. Pousada e jantar. Deslocamento 120 km

Dia 3, 14/06, Segunda- feira, Café da manhã e check out, após deslocamento até a Cascata Rio dos Bugres retorno e almoço no Parador Santo Antônio. Após nos deslocaremos até São Joaquim, onde após visita ao centro vamos a vinícola Vila Francioni para visita guiada. Pernoite na cidade de São Joaquim. Deslocamento 110 km

Dia 4, 15/06, Terça-feira, São Joaquim, São José dos Ausentes, Cânion Monte Negro, Hospedagem Rural na Fazenda Montenegro com jantar campeiro. (Pic Nic no cânion). Deslocamento 67km

Dia 5, 16/0, 6 Quarta- feira, Após café da manhã vamos conhecer o Cânion Boa Vista. Almoço no Restaurante Altos da Serra e passagem pelo centro de São José dos Ausentes e viagem até Cambará do Sul. Check in na Pousada Corucacas. Churrasco Gaúcho. Deslocamento 110 km

Dia 6, 17/06, Quinta-feira, Parque Nacional Serra Geral, Cânion Fortaleza, almoço em Cambará do Sul, Parque Nacional Aparados da Serra para conhecer o Cânion Itaimbezinho (tempo livre para fazer a Trilha do Cotovelo) Deslocamento 52 km

Dia 7, 18/06, Sexta- feira, Circuito das Águas: Cachoeira dos Venâncios,, Passo da S e Passo da Ilha. Tempo para Pic Nic. Deslocamento 89 km

Dia 8, 19 /06, Sábado, Retorno e fim da Expedição, manhã livre para atividades opcionais (Passeio em balão, cavalgadas, pescaria, etc) Almoço de Encerramento no Café Tainhas, descida pela Rota do Sol, finalizando em Florianópolis, Deslocamento 319 km

Deslocamento Total = 1.193 Km

Urubici, a cidade das belas paisagens, um pouco de História e Geografia.

A bela Urubici é uma cidade que cresce no cenário turístico nacional, com um incremento de oferta e demanda. Algumas considerações: possui o ponto mais alto habitado do Sul do Brasil; o único Parque Nacional de Conservação Ambiental do Estado; as principais nascentes do Rio Uruguai que são o Rio Canoas e o Rio Pelotas; o maior número de cachoeiras, quedas d'água e cascatas do Sul do Brasil, são mais de 80, a temperatura mais baixa registrada no País: 17ºC negativos, em junho de 1996. (Informação da Prefeitura Municipal de Urubici).

Assim como toda a região que abrange as Serras de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, Urubici está inserido na Formação geológica conhecida como SERRA GERAL, que teve sua gênese a partir do Período Triássico até o Cretácio. cia do Paraná, que ocupa o Sul e parte do Centro Oeste Brasileiro e outros países, era um grande deserto, chamado DESERTO DE BOTUCATU, a partir da ruptura do super continente Goddwana e a formação do Atlântico Sul, eventos das intensas atividades vulcânicas que seguiram por muitos anos formaram e emolduraram a geografia e paisagem serrana do Sul do Brasil, com derramamento de arenito e basalto e por fatores externos como ação de chuvas e ventos.

A presença humana data de aproximadamente 4 mil anos, e está registrada em diversos sítios arqueológicos por meio de inscrições rupestres que podem ser vistas em diferentes pontos. Já no período colonial da história brasileiro, a região foi habitada por índios guaranis e xoklengs.

A partir de 1711 os jesuítas percorrem a região em busca de minerais e para catequizar os índios, traçando marcos em lugares específicos ( Morro Pelado, Morro da Maia e Morro do Panelão. Existe inclusive lendas que falam a respeito de uma grande porção de ouro enterrada na região. Em 1835 já existiam posseiros da região mas a vila que originou o núcleo urbano de Urubici veio a se formar em meados de 1957, sendo que a emancipação politica ocorreu em 1957.

Atraídos pela fertilidade do vale do Rio Canoas, imigrantes alemães e italianos se instalaram na região a partir de 1920, fazendo de Urubici a capital das Hortaliças, com destaque também ao plantio de maçã, erva mate, criação de trutas, pecuária, madeira entre outros.

O Turismo é grande destaque econômico, em especial os segmentos do turismo Rural, Ecoturismo e de Aventura. O clima é Mesotérmico Único, com média anual de 16° C, com ocorrência de geadas e nevadas nos meses de inverno. A sede do município está 980 m de altitude e o ponto mais alto habitado é o Morro da Igreja com 1.822m. Segundo o IBGE,

Urubici tem 11.102 de população e está localizado a 167 km da capital Florianópolis. O nome Urubici é de origem tupi guarani e significa "uru" ave e "bici" lustrosa. Parte do município está dentro do Parque Nacional São Joaquim que foi criado em 1961 para preservação da Mata de Araucárias e fauna local.

Serra do Rio do Rastro

Uma magnifica obra de engenharia de 12 km em plena Serra Geral, a estrada da Serra do Rio do

Rastro liga os municípios de Lauro Muller e Bom Jardim da Serra, e é a porta de acesso a belíssima

serra catarinense. Com suas 284 curvas, muitas com 180 graus desafiam os motoristas que sobem ou descem por uma das estradas consideradas mais bonitas e impressionantes do mundo.

O mirante proporciona uma visão incrível, em dias claros podem ser vistos o litoral que está a aproximadamente 100 km de distância e 1460m de altitude.

Cascata do Avencal

O nome Avencal deriva da Avenca, um tipo vegetação comum nesta região. Este pequenoarbusto, que é parecido com uma samambaia, se encontra nas paredes do penhasco da cachoeira.

A cascata do Avencal é formada pelo riacho do Funil, que despenca em uma grande parede em semicírculo, formando esta espetacular cachoeira, com 100 metros de altura.

Os Parques com vista a cascata possuem uma boa infra estrutura, com destaque ao mirante de vidro com vista lateral da cachoeira.

Abrigo 1500

Nos altos da Serra do Campestre, uma formação de arenito com altitude de 1380m. O cume do morro oferece uma visão panorâmica do Vale do Rio Canoas.

Considerado um dos mais bonitos por do sol da região, o caminho é asfaltado e com escadas que

dão acesso a “pedra furada”.

Canion Espraiado

Localizado dentro de propriedades rurais a aproximadamente 40 km de Urubici, o caminho para o belo Canion Espraiado, tem parte em estrada de chão, sendo uma parte margeando o Rio Canoas e após uma íngreme subida off road. A vista compensa o esforço, de lá podemos tirar

fotos no balanço infinito com a bela vista para a planície litorânea catarinense

Morro da Igreja

O Morro da Igreja está no limite dos municípios Bom Jardim da Serra e Orleans,

dentro do Parque Nacional São Joaquim. O morro sedia uma base da aeronáutica e é o

ponto habitado mais alto do sul do país (1.822m).

Junto ao Morro da Igreja está a emblemática Pedra Furada, com aproximadamente 30

metros de circunferência e é um dos principais cartões postais do estado.

Cachoeira do Rio dos Bugres

Com 218 metros, a Cachoeira do Rio dos Bugres é uma das maiores e mais belas

cachoeiras da serra catarinense. A queda se localiza no topo do Campo dos

Padres, de onde despenca em um cânion, entre profundos paredões. Para completar o

belíssimo cenário, na metade de baixo há uma enorme gruta e vegetação nativa nos

arredores.

Serra do Corvo Branco

A lendária estrada que foi a primeira ligação entre o litoral e a serra catarinense ainda impressiona por suas curvas fechadas e por ser muito estreita, exigindo habilidade dos motoristas A "garganta" de entrada (a estrada começa no meio de dois paredões de pedra, a 27 km do centro de Urubici) proporciona uma visão impressionante, sendo os paredões de 90 m, o maior corte arenítico do Brasil.

Foi inaugurado recentemente o Parque Altos do Corvo Branco com mirantes e vistas para a região, existe um projeto de uma passarela feita em vidro para conectar os mirantes, que depois de pronta vai proporcionar uma visão espetacular de toda a região.

Saiba mais sobre a parte referente ao Rio Grande do Sul nos links abaixo:

https://www.andesexperience.com.br/photo-overland

https://www.andesexperience.com.br/post/uma-expedi%C3%A7%C3%A3o-por-um-dos-lugares-mais-lindos-do-brasil-c%C3%A2nions-e-cachoeiras-da-serra-ga%C3%BAcha

Calendário de Expedições Overland da Andes Experience:

09 a 11 de Abril, Cânions e Cachoeiras Adventure

14 a 16 de Maio, Urubici Total Adventure

12 a 19 de Junho, Serras do Sul do Brasil ( Serra Gaucha e Serra Catarinense juntas)

10 a 19 de Setembro, Pantanal Sul e Bonito

Outubro (data a confirmar), Jalapão

e aguarde novos roteiros.

Depois que você fizer uma Expedição Overland você mudará os seus conceitos de viajar e sua forma de ver o mundo.

Obrigada, Gracias, Thanks, a estrada nos espera e até breve.

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Diário de bordo

Roteiros para expedições no Brasil para brasileiros e "gringos" verem

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O Brasil é um país com dimensões continentais e biomas únicos mundialmente famosos como o Pantanal, Floresta Amazônica e Mata Atlântica, nossa cultura é diversificada e as pessoas em geral são hospitaleiras, mas infelizmente, não somos vistos como um destino turístico receptivo atraente lá fora, para os europeus e norte americanos, eu me pergunto o PORQUÊ?????? Se temos potencial e infraestrutura para receber o turismo internacional, por que os gringos não se interessam em conhecer o Brasil e preferem outros destinos na América do Sul como Peru e Argentina

Responder essa questão é algo muito complexo e são diversos os fatores que necessitam ser analisados segundo o site https://agenciabrasil.ebc.com.br/ Cerca de 6,62 milhões de turistas estrangeiros visitaram o Brasil em 2018. O número é praticamente o mesmo dos últimos três anos, mostrando uma estagnação no fluxo turístico para cá. Em 2017, o número ficou praticamente no mesmo patamar, com 6,59 milhões de visitas registradas. Países como a Tailândia recebem muitos mais visitantes estrangeiros, segundo o site https://www.mercadoeeventos.com.br/noticias/destinos/tailandia-recebeu-383-milhoes-de-turistas-em-2018/ A Tailândia recebeu um total de 38,3 milhões de turistas estrangeiros em 2018, número que representa um crescimento de 7,54% em relação a 2017. De acordo com o Ministério do Turismo da Tailândia, os visitantes foram responsáveis por movimentar 55 bilhões de euros, cerca de 12% do PIB do país.

Mas o que explica que muitos países tenham um crescimento no número de turistas internacionais e outros não,

A imagem de um país perante o mundo é algo muito subjetivo, mas pode sim influenciar positivamente ou negativamente em uma tomada de decisão na hora de escolher um destino para as férias, notícias relacionadas com violência e segurança impactam muito, pois as informações que chegam lá fora, nem sempre são boas e favorecem o nosso país. Atualmente, a nossa imagem no mundo está bem afetada pela forma que estamos administrando temas como preservação do meio ambiente, tratamento aos povos originários e a própria pandemia do Covid 19.

Dentro de nossos costumes e maneira que nos relacionarmos com o mundo, podemos constatar que poucos brasileiros falam inglês e nem ao menos se comunicam no idioma universal, até mesmo nos meios de hospedagem e atrativos de turismo, empregos que lidam diretamente com visitantes de outros países, a grande maioria dos funcionários e prestadores de serviço, não conseguem uma comunicação mínima com os turistas estrangeiros, lamentavelmente não é da nossa cultura aprender inglês e os turistas passam muito trabalho em comunicar-se por aqui. Dados do instituto cultural British Council afirmam que apenas 5% da população brasileira sabem se comunicar em inglês e, destes, apenas 1% tem realmente fluência. Com isso, o Brasil fica em 41º colocado em um ranking de 70 país, segundo o site: https://oglobo.globo.com/economia/emprego/voce-realmente-fala-bem-em-ingles-ou-so-embromation

Para um crescimento e incremento da atividade em âmbito internacional, precisamos rever nossos conceitos e valores, ou estaremos estagnados a depender somente do Turismo doméstico e tradicional. Ampliar os horizontes faz parte da nossa "nova realidade "

Nos adaptando as novas tendências, a Andes Experience está lançando um roteiro para quem gosta de natureza, aventura, independente das nacionalidade mostrando o Brasil para os brasileiros e os gringos verem

Roteiro Centro Oeste do Brasil

Um roteiro para quem buscar ir mais além do que é vendido e da imagem do Brasil no exterior onde a praia e o sol são os grande atrativo.

O interior do país é muito inexplorado e tem uma beleza inexorável, variedade natural e cultural extraordinárias. Foz do Iguaçu e Pantanal já são destinos consagrados e conhecidos lá fora, já Bonito e Chapada dos Guimarães têm despontados como excelentes opções de Ecoturismo e Turismo de Aventuras, com atrativos tombados pela Unesco e de grande valor ecológico.

A duração do roteiro pode variar, mas para contemplar todos os lugares com tempo disponível para aproveitar as atrações e passeios, sugerimos no mínimo 15 dias de viagem. A melhor forma de realizar essa expedição é utilizando caminhonetes 4x4, onde é possível conhecer estradas com uma maior possibilidade de caminhos ou perfeito para ser feito em motor home, já se imaginou curtindo um final de tarde acampado com o RV em uma fazenda pantaneira? A Andes Experience já preparou esse roteiro, com planejamento de toda logística e detalhes, nos consulte para mais informações e bora lá. Vamos a descrição do roteiro com detalhes

1ª parte, Foz do Iguaçu, PR, Parque Nacional do Iguaçu

2ª parte, Bonito, MS

3ª parte, Pantanal Sul, Miranda, MS, Fazenda San Francisco

4ª parte, Chapada dos Guimarães, MT, Parque Nacional Chapada dos Guimarães

5ª parte, Pantanal Norte, Poconé, MT

Parque Nacional do Iguaçu

Uma das maravilhas da natureza, tombada como Patrimônio Natural da Humanidade pela Unesco Caminhar pelas passarelas com vista para as belas cataratas é um passeio inesquecível. O parque é muito bem estruturado e preserva a Mata Atlântica a e fauna local, com avistamento de animais nativos e atividades de aventura como o Macuco Safari. Além do parque, a cidade de Foz do Iguaçu tem outros atrativos interessantes como o Parque das Aves, Usina Binacional Itaipu, Marco das Três Fronteiras, além da visita aos países vizinhos ( Argentina com o Parque Nacional Cataratas na cidade de Puerto Iguazu) e Ciudad del Este no Paraguai,

Bonito, MS

Um dos destinos preferidos aos amantes do Ecoturismo e do mergulho, a cidade está repleta de rios de águas transparentes, um verdadeiro aquário natural, além de cavernas, cachoeiras, trilhas e esportes. O Turismo local é bastante organizado e incentiva a preservação da região e e o desenvolvimento sustentável e todas as atividades realizadas na cidade são feitas na companhia de um guia de turismo, que permite conhecer muito melhor a fauna e flora locais, nos arredores da cidade existem muitas opções de passeios, os mais procurados são as flutuações nos Rios Sucuri e Rio da Prata e a visita a Gruta Azul, mas excelentes opções não faltam

A cidade está próxima ao Pantanal e a região possuem uma vegetação de transição com áreas de mata atlântica e cerrado.

Complexo do Pantanal

É um bioma constituído principalmente por uma savana estépica, alagada em sua maior parte, com 250 mil quilômetros quadrados de extensão, altitude média de 100 metros.

Está situado no sul de Mato Grosso e no noroeste de Mato Grosso do Sul, ambos estados do Brasil, além de partes do norte do Paraguai do leste da Bolívia (onde é chamado de chaco boliviano). O Pantanal é considerado a maior planície alagada contínua do mundo, com 140.000 km² em território brasileiro.

A região considerada pela UNESCO como Patrimônio Natural Mundial e Reserva da Biosfera, localizado na região do Parque Nacional do Pantanal. Em que pese o nome, há um reduzido número de áreas pantanosas na região pantaneira. Além disso, por ser um terreno plano, facilita o alagamento.

O Pantanal tem suas estações bem definidas, e está dividida em estação seca e chuvosa, em cada época é possível ver e curtir um Pantanal diferente

Variações climáticas e diversidades do Pantanal durante o ano:

Janeiro e Fevereiro: Período das cheias onde os passeios de barco são o ponto forte para contemplar toda a flora pantaneira e admirar belas paisagens.

Março e Abril: Período das cheias, rico em flora, principalmente plantas aquáticas, belas paisagens, concentração de mamíferos, início da chegada das aves, clima quente no fim do dia, dias longos, chuvas.

Maio, Junho e Julho: Período da vazante (transição da "cheia" para a "seca"). Época muito rica em aves, principalmente o Colheireiro. Répteis e pequenos jacarés. Noites mais frias e dias secos.

Agosto e Setembro: Período de nascimento dos filhotes nos ninhais, rios bem mais secos, cores lilás e rosa nos Ipês, período bom para pesca, sem chuvas, vegetação seca, muitos répteis, mudanças bruscas de temperatura.

Outubro, Novembro e Dezembro: Preparação da saída das aves do ninhal, concentração de pequenas aves, rios e vegetações secas, clima quente, flores nos aguapés e um belíssimo pôr do sol.

Assim como a paisagem e a imensa variedade de fauna na região permite os visitantes excursões e passeios não faltam para alegria dos turistas, dentre eles, muitos estrangeiros: passeios de chalana pesca de piranhas, observação de animais, safári fotográfico, cavalgadas, passeios Off Road, pescarias, entre outras atividades procuradas pelos visitantes

Chapada dos Guimarães, MT

Impressionantes paredões de arenito vermelho-alaranjado, marcas registradas da Chapada dos Guimarães, dão as boas-vindas aos turistas que aportam na cidade, a apenas 69 km da capital Cuiabá. Porta de entrada do Parque Nacional, a cidadezinha que leva o mesmo nome da reserva oferece pousadas confortáveis, restaurantes aconchegantes e uma pracinha (onde fica a bucólica igreja de Santana) que, nos finais de semana, funciona como feirinha de artesanato durante o dia e ponto de encontro dos visitantes quando a noite cai.

A 11 quilômetros do centro da vila, o parque criado em fins dos anos 80 ocupa uma área de 330 quilômetros. O cenário perfeito combina cerrado, cachoeiras e cânions, além de pinturas rupestres e formações rochosas que enchem os olhos de ecoturistas e esotéricos. As muitas trilhas, desbravadas a pé ou de bike, levam a mirantes naturais que descortinam maciços montanhosos e, em dias claros, avista-se a planície pantaneira e a capital Cuiabá, uma excelente opção para os amantes do trekking e ecoturismo

a proximidade iminente da imensidão das quedas d’água do Rio Iguaçu.tas do Iguaçu é uma ex

periêde

Roteiro (sugestão)

Dia 1, Deslocamento Curitiba, Foz do Iguaçu

Dia 2, Parque Nacional Iguaçu

Dia 3, Deslocamento Foz do Iguaçu, Bonito MS

Dia 4, Bonito, dia para atividades

Dia 5, Bonito, dia para atividades

Dia 6, Deslocamento Bonito, Miranda, Pantanal Sul

Dia 7, Dia Livre para atividades, Sugestão Fazenda Rio San Francisco

Dia 8, Deslocamento Miranda, Chapada dos Guimarães

Dia 9, Dia Livre para conhecer o Parque Chapada dos Guimarães

Dia 10, Dia Livre para conhecer o Parque Chapada dos Guimarães

Dia 11- Deslocamento Chapada dos Guimarães, Poconé, Pantanal Norte

Dia 12- Dia livre para atividades

Dia 13- Dia livre para atividades

Dia 14- Retorno a Curitiba * OPÇÃO RETORNO AÉREO SAINDO DE CUIABÁ. Pernoite em Campo Grande

Dia 15, Retorno a Curitiba

Então pessoal, vamos viajar????

Esperamos que em breve as coisas se normalizem e estamos trabalhando e nos adaptando para isso, nossa sugestão é fazer essa viagem a bordo de um confortável Motor Home. Nos consulte pois apesar de algumas empresas locarem RVs, nosso serviço é único e diferenciado, nos consulte

Obrigada, muchas gracias, thanks, até a próxima.

imersão na natureza, através de uma caminhada em trilhas no meio da mata e a proximidade iminente da imensidão das quedas d’água do Rio Iguaçu.

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Diário de bordo

Descubra o que são Viagens Overland e Road Trips, Uma tendência na retomada do Turismo

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Atualizado: 23 de out. de 2024

Seguindo nosso home office, período ideal para estudos e isso nos tem proporcionado acesso a muito conteúdo interessante por meio de lives e demais mídias, vamos analisar algumas tendências de mercado do Turismo e comportamento na forma de viajar para o primeiro momento" pós pandemia",ou seja, fase de "adaptações" ou "viagem com restrições", que eu acredito que será entre a segunda metade do próximo semestre até os primeiros meses de 2021.

Apesar de focarmos no Turismo Internacional, infelizmente, não vejo muitas perspectivas na abertura das fronteiras, nem mesmo na América do Sul, e mais, eu acredito, devido ao nosso cenário politico e econômico atual (alta do dólar), que nós brasileiros, teremos restrições para viajar para outros países, mas esperamos que o cenário internacional favoreça aos que sonham em viajar para fora, pois conhecer outras culturas e paisagens é sensacional.

Um dos fatores que podem ser determinantes nessa "cara " nova do Turismo são as incertezas do setor aéreo. Enquanto não existir uma vacina, que a meu ver, será o verdadeiro divisor de águas para a volta normalidade, o planejamento de medidas restritivas severas deverá afetar a demanda de turista e a oferta de vôos e por consequência os valores das passagens. Muitas pessoas evitarão utilizar transporte aéreo, buscando proteger de aglomeração de pessoas em aeroportos e nas próprias aeronaves.

Marcando a retomada do mercado o Turismo Interno deverá predominar principalmente as viagens regionais. Será o momento de conhecer aquela cidadezinha charmosa dentro do estado, ou aquele lugar bonito, que não fomos ainda e vamos adiando. Mas como vamos chegar a esses destinos e como vamos fazer essas viagens?

O que significa os termos Overland, Road Trip e Off Road

Mesmo antes da pandemia, as pessoas em geral, já estavam em processos de mudanças internas e isso reflete em muitos aspectos, inclusive sua forma de relacionar com o mundo e de viajar. E neste cenário, um conceito está se posicionando no mercado como tendência, as Expedições Overland ou Road Trip

No Turismo Tradicional, o foco está no destino, ou seja, os meios de transportes são apenas maneiras de se chegar a um ponto, e devem, na medida do possível, serem o mais rápido e eficiente possível, entre o ponto inicial e final, o tempo utilizado deve ser minimizado, pois o caminho não é o mais importante, podemos considerar até mesmo, ele é quase irrelevante, pois ele é só um meio de atingir um objetivo.

Já na Cultura Overland ou Road Trip, que literalmente significa viagem por terra, o foco está não somente no objetivo final, pois as viagens são vistas como um todo, como uma jornada, onde o caminho e os deslocamentos, fazem parte do aprendizado e da conexão com os lugares, com a natureza e com a cultura, tornando mais completa, uma experiência mais integral e de maior crescimento holístico.

Pegar a estrada é sem dúvida uma das mais enriquecedoras das viagens que podemos ter, e uma das consequências disso, é uma mudança irreversível na maneira de ver o mundo e de planejar suas trips pois o que a estrada nos trás é de uma grandeza imensurável e pode (geralmente ) nos torna verdadeiros adictos dessa Cultura

Mutas pessoas confundem o conceito Overland com o conceito Off Road, que significa "fora de estrada", que geralmente está relacionado com o uso de veículos 4x4, utilizando estradas e caminhos secundários, em estradas não asfaltadas. Para começar, o Off Road pode ser sim uma forma de praticar o Overland, porém não é a única, pois o meio de transporte não precisa ser necessariamente um 4x4,

Uma viagem Overland pode ser feita utilizando vários meios de transportes desde bicicleta, carro de passeio, motocicleta, motor home. é claro que um veiculo 4X4 é excelente, pois amplia a oferta de acessos e caminhos, mas não vamos nos prender a conceitos, precisamos abrir a mente para adaptarmos nossa forma de aproveitar os prazeres que uma viagem nos proporciona.

Na Cultura Overland os meios de hospedagem podem variar, desde camping até mesmo hotéis, no estilo mais tradicional de viagem, dependendo do perfil e a da disponibilidade financeira de cada viajante.

Viajar em Bike

Muitas pessoas pegam a estrada em cima de suas bicicletas, e simplesmente adoram o que fazem. no ultimo verão, em Bariloche, conhecemos um adepto ao cicloturismo, o argentino Pablo Garcia, que fez uma volta ao mundo por 16 anos, percorrendo ao total 106 países e pedalando ao total 165.510 km., impressionante a história de vida dele, o qual vocês podem conhecer melhor pela sua página http://pedaleandoelglobo.com/. Atualmente ele se dedica a organização de pequenas viagens, as quais qualquer pessoa pode participar. Aguarde que teremos novidades para os amantes desse tipo de Turismo.

Dentre as vantagens desse tipo de viagem está o contato íntimo com o ambiente. O Cicloturismo está muito em alta e essa é uma forte tendencia para o futuro. Claro, que assim como outros segmentos do setor deve estar vinculado a um forte planejamento, feito por profissionais da aérea.

Viajar em carro particular

O carro comum deve sim ser usado em viagens. Acho um desperdício ter um carro na garagem e um mundo a explorar, porém vamos ao fatos, pois viajar sem planejamento, que seja para a cidade ao lado da sua, pode gerar alguns problemas. Um dos aspectos mais relevantes é conhecer o carro, seu estado de conservação e seus limites (tanto do carro, quanto dos ocupantes).

Aproveitar o carro para viagens curtas pode ser uma forma de conhecer lugares maravilhosos que estão bem próximos a você, conhecendo melhor sua região poderá ter boas surpresas, mas não esqueça da manutenção preventiva, Lembrando que estradas de terra, muitas vezes podem ser inadequadas a veículos sem tração, e acaba por diminuir a vida útil de seu veiculo.

Viajar em Motocicleta

Em nossas viagens, encontramos muitos motociclistas fazendo viagens de longas distancias e muitas vezes andando em grupos. Os apaixonados por motos e overland não tem limites e percorrem até mesmo estradas e caminhos, onde só chegam veículos tracionados e lugares de difícil acesso

As motocicletas utilizadas em geral são adaptadas para viajar e de grande cilindradas, e tem um publico bem fiel ao estilo, que tem esse tipo de viagem quase que um estilo de vida.

Viajar em Veículos 4x4

Extremamente recomendável para viagens longas, o conforto, a segurança, espaço e comodidade já justificam rodar bons quilômetros com sua caminhonete, além de claro, não ficar limitado apenas a acessos e estradas principais, podendo rodar por acessos secundários e rípio, utilizando os recursos 4x4.

Nós temos uma Pajero Full que se chama "Gigantona" que já rodamos em 1 ano mais de 18.000 km e não nos deixa na mão, inclusive nos grandes deslocamentos. As estradas da América do Sul, em geral são excelentes, bons asfaltos, e nenhum momento nos sentimos inseguros. Uma das vantagens de rodar pelo continente, ao menos pela Argentina, Uruguai e Chile é que temos uma boa sensação de segurança, e ao contrario do que já ouvimos falar por aí, sempre fomos muito bem orientados e nunca tivemos problemas com as policias de estradas, principalmente com o da Gendarmeria Nacional (Argentina), que são extremamente educados e profissionais, obvio que é necessário estar com a documentação em dia, documentos como Carta Verde, é requisito básico para uma Road Trip na América do Sul. Vamos nos aprofundar mais nesse tema, em futuras postagens.

Nossa caminhonete tem todos equipamentos necessários, ferramentas e peças de reposição para os principais problemas e imprevistos que possam vir a ocorrer, correias, filtros, galões de combustíveis, compressor, etc. Pois os acessos e distancias, principalmente na Patagônia são grandes, muitas vezes, com mais de 500 km entre as cidades, um verdadeiro vazio demográfico, onde a natureza domina. Nós temos um bagageiro externo, feito sob medida na Argentina, que nos ajuda muito e conseguimos otimiza o espaço interno, tornando nossas viagens confortáveis e os espaços bem aproveitados

Para os mais aventureiros que não abrem mão de um bom acampamento, uma boa dica são as barracas de tetos que podem ser acopladas em sua caminhonete, são excelentes, seguras e feitas em tecnologia que as tornam impermeáveis, resistente a ventos, perfeitas para enfrentar as intempéries climáticas do continente. Em nossas viagens levamos todo equipamento de camping e aproveitamos a liberdade junto a lugares maravilhosos, que só o Overland pode nos proporcionar. Depois de conhecer e me apaixonar por esse estilo de vida e de viagem, minha interação com os destinos e lugares visitados mudou completamente.

Consideramos nossa caminhonete como alguém da família, e vejo que outros overlanders também batizam seus carros. é algo muito louco, mas quando se roda tantos quilômetros com um carro, acaba que ele faz parte da expedição, se tornando um parceiro da viagem. Isso acontece com mais alguém???? Comentem por favor.

É possível fazer uma Road Trip mesmo sem ter uma caminhonete, a Andes Experience tem roteiros personalizados, com opções de começar sua expedição multidestino em um ponto de partida em algum destino sul americano e rodar a região ou país escolhido, se você tem seu próprio carro 4x4 e gostaria de participar de uma caravana, planejada, organizada e com o suporte de profissionais experientes, fique atento pois em breve vamos divulgar o Calendário Andes Experience para 2021, com novos e exclusivos destinos, até então desconhecidos dos brasileiros.

Viajar em Motor Home, sem duvida, a melhor opção

Apenas introduzindo para o próximo Post o qual vou escrever exclusivamente sobre viagens em Motor Home, pois esse tema merece ser detalhado com calma, mas o que posso afirmar com convicção, IMPERDÍVEL, COM CERTEZA UMA DAS MELHORES EXPERIÊNCIAS DA VIDA. aguarde novidades 😊😊😊😊😊😊

E se você pensa em sair pela estrada, em bike, motocicleta, carro, caminhonete, faça. A estrada nos mostra o caminho, com planejamento e vontade, nenhum sonho ou viagem é impossível, o importante é viver a vida, hoje mais que nunca, sabemos que a experiência de viajar nos enriquece muito.

Nao perca nosso próximo post, pois vamos apresentar um produto EXCLUSIVO da Andes Experience, a qual teremos uma grande satisfação de lançar como opção de Turismo para nossas amigos e passageiros, espero que muitos de vocês embarquem conosco nessa grande aventura.

Obrigada, gracias, thanks, até breve.

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Diário de bordo

Quando vamos poder viajar de novo? Reflexão do mercado

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Nos últimos 30 anos acompanhamos mudanças globais e nos paradigmas que regem a forma de comportamento da sociedade em geral. O Turismo evoluiu junto como mundo, adaptando-se e mudando constantemente.

Os mais "experientes" lembram quando padrão de viagem eram as férias para a casa de praia e viajar em avião era coisa de "rico". Superamos muitas crises, desastres naturais, pandemias, e crescemos com os obstáculos, e o Turismo se tornou acessível a grande parte da população.

Hoje, nosso desafio é maior que todos até agora enfrentado, jamais o setor passou por uma crise nessas dimensões e uma das poucas coisas que podemos afirmar é que o Turismo vai ter que se adaptar a um novo mundo e a novos comportamentos.

Muitas decisões para os rumos da sociedade estão nas mãos de nossos governantes e cada país tem tomados suas medidas preventivas, mas podemos fazer uma análise de tendências gerais para evitar a "quebra em massa" no setor, sendo que o Turismo é um grande alavancador de emprego e renda e não pode estar aparte do planejamento de retomada comercial e de crescimento econômico de nenhum país.

Mas como "vender" uma viagem se atualmente não podemos nos reunir nossos amigos em nossa própria cidade?

Antes de refletir sobre quando, devemos pensar no como. Primeiramente, as medidas de isolamento social devem ser respeitadas dentro do possível, pois a base da queda da curva de infecção depende diretamente desse primeiro momento. Nenhuma fronteira vai abrir, sem um forte "controle sanitário ", portanto é utopia pensar em retomada gradual enquanto os números dos casos de Covid 19 estejam em crescimento. Estabilizar e controlar a doença é fator primordial para o inicio da retomada.

Acredito que a América deva observar e ter como referencial as medidas dos países europeus e asiáticos neste aspecto. Grande parte do PIB da União Européia ( em torno de 10%) provém do Turismo e aproximadamente 12% da mão de obra local trabalha no setor, e com a chegada do verão, tradicional temporada no continente e relaxamento das regras de isolamento social o Turismo pode vir a se posicionar no mercado aos poucos, em especial na segunda metade do ano, porém com importantes adequações

Em uma visão mais otimista, poderiam surgir mudanças como: a evolução no campo cientifico, já que muitos estudos estão ocorrendo no mundo inteiro, uma esperança de tratamentos mais eficazes e uma possível vacina, que poderia ser desenvolvida ainda este ano. Conhecer o vírus é base para tratar e curar as pessoas, pois sem um real controle ficaremos estagnados e confinados, numa longa quarentena.

As empresas aéreas, uma das grandes prejudicadas diretamente na cadeia, já estudam formas de viabilizar a aviação comercial, como a realização de exames antes de embarque, diminuição de venda do número de acentos em aeronaves, informatização mais efetiva em processos burocráticos, uso de equipamentos de segurança e testes rápidos.

Muitas operadoras e plataformas de venda de pacotes turísticos estão oferecendo promoções com valores bem atrativos para o "pós quarentena", com prazo de uso mais flexíveis e afrouxamento das temidas rígidas "regras de cancelamento ", buscando uma forma de ingresso de recursos financeiros nas empresas para o momento.

Com uma ampla oferta e a tentativa de reposicionamento de muitos destinos, podemos ter como consequência uma redução de valores ao consumidor final, porém, ainda é cedo para afirmar se essa tendência irá se confirmar, pois por outro lado, com a diminuição de capacidade de uso de aeronaves, hotéis, restaurantes, etc, as empresas devem compensar a venda dos lugares ociosos, podendo aumentar os preços e gerarando uma nova "elitização" das viagens, principalmente as internacionais, essa medida é bastante polêmica pois poderia prejudicar seriamente as companhias aéreas, principalmente as low cost

Uma das características do Turismo é envolvimento de muitos segmentos comerciais no processo como: transportes, hotelaria, agencias, provedores, parques temáticos, aeroportos, estações de esqui, centro de eventos, etc. É necessário criar uma diretriz única para todas as etapas do processo, que cada empresa siga normas em comum, ou seja, a OMT (Organizaçao Mundial do Turismo ) e os Ministérios do Turismo de cada país devem buscar uma integração para padronização de todos produtos e prestações de serviços

Outros fatores relevantes devem ser levados em consideração na retomada da atividade, como por exemplo uma eminente mudança de paradigmas comportamentais e de valores em âmbito mundial. Após um período de muitas incertezas as pessoas irão buscar experiências mais genuínas e sustentáveis. Os padrões de viagem mais conservadores e tradicionais deverão declinar, para a ascendência de viagens mais privativas. O Turismo em massa deverá ser repensando e outros segmentos como Turismo Ecológico e Cultural estarão em alta, em conformidade aos novos tempos.

Em um momento inicial, as viagens domésticas serão o "carro chefe" das operadoras, porém, aos poucos o turismo internacional deverá ocupar mercado. Ecoturismo, expedições overland, viagens em Motor home, pacotes privativos e personalizados, conceitos de sustentabilidade, valorização de ações que contribuam para o desenvolvimento pessoal e preservação do meio ambiente serão as diretrizes dos novos tempos no Turismo.

O papel dos profissionais da aérea será mais relevantes, com a valorização das atribuições do elo intermediário entre provedores e consumidores, onde nos primeiros momentos da pandemia, muitos agentes de viagem foram os verdadeiros "anjos" de passageiros presos no exterior ou em situação de repatriamento.

Dentre as tendências de compras, o uso de tecnologias on line vão continuar em alta, mas valorizando o suporte do profissional competente como um auxiliador no processo, sendo os Agentes e Guias de Turismo os profissionais que enriquecem a experiência da viagem, atuando como agente facilitador e conhecedores do destino. Os turistas serão mais criteriosos na busca de informações e utilizarão menos dicas de "influencers", que muitas vezes publicam conteúdo de forma superficial e irrelevante utilizam seus canais mais como forma de "auto promoção", assim prestigiando mais interação como os verdadeiros profissionais da aérea

Em épocas de pandemia as mudanças ocorrem muito rápido, resoluções e soluções aos poucos irão ditar novas regras, muitos fatores podem alterar todo o andamento da sociedade, nada é definitivo, tudo é mutável e assim, perante esse cenário, o Turismo encontrará seu espaço na sociedade, pois mesmo não sendo uma necessidade básica, ele terá um papel de reconexão entre as pessoas e o mundo.

Eu espero, como profissional do Turismo, que tudo volte logo a normalidade e as pessoas não deixem de viajar, pelo contrário, que planejem suas viagens e realizem seus sonhos, Devemos estar preparados para o atendimento de novas necessidades e não haverá lugar para charlatões e amadores. O mercado exige seriedade e comprometimento com os sonhos das pessoas e a forma de interagir com um novo mundo e uma nova Era.

Queremos muito encontrar com vocês na estrada ou em algum lugar lindo de morrer, e lembraremos desse período como uma etapa de aprendizagem e crescimento em todos os aspectos.

Obrigada, gracias, thanks, até a próxima.

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Diário de bordo

Uma expedição por um dos lugares mais lindos do Brasil: Cânions e Cachoeiras da Serra Gaúcha

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Atualizado: 4 de jun. de 2021

Estou atualizando o Post, hoje é dia 04/06/21 e algumas informações hoje são mais precisas e a visão mais clara sobre o mundo, a pandemia, as viagens e turismo neste contexto e as tendências para curto e médio prazo, então se você já leu, leia de novo e senão leu, aproveite.

A pandemia está sendo um período muito difícil para todos, perdemos amigos, perdemos um pouco de nossa forma de ser, quem não queria abraçar seus amigos, nossos contatos são restritos e convivemos com diferentes posicionamentos sobre o tema, mas todos com algo em comum, queremos que isso passe e que possamos voltar dentro de uma "normalidade" ao menos parecida com aquela que tínhamos Lembrando um detalhe, a Andes Experience atua na América do Sul e o Brasil faz parte desse lindo. As viagens estão nas prioridades, muitas pessoas estão confinadas há 15 meses e precisam sair e espairecer, ter contato com a natureza e se sentir livre.

O momento atual requer cuidados, protocolos e empatia, mas aos poucos estamos saindo do clausuro, nossas viagens tem sido feitas de uma forma segura, evitando ao máximo qualquer tipo de aglomeração, usando equipamentos e cuidando um dos outros, não dá para descuidar de maneira nenhuma. Aos poucos a vacinação, que é a única forma de vencer esse desafio mundial vai imunizando a população, até o verão teremos outra panorama.

O roteiro da Expedição Cânions e Cachoeiras foi pensado para pessoas que buscam uma viagem em caravana (ou comboio) por lugares que a natureza e a cultura típica do interior gaúcho se conectam, fluindo uma mistura de aventura, paisagens, história e prazer em desfrutar de um lugar próximo a base brasileira e ao mesmo tempo ainda desconhecido pela maioria das pessoas.

Para nós da Andes, em especial para mim Juliana, os Campos de Cima da Serra é minha casa. Minha família é natural da região, meu paizinho nasceu próximo ao Parque Nacional Aparados da Serra, no interior do município de Cambará do Sul, e que por muitas vezes, quando ele era criança, descia a Serra do Faxinal no lombo da mula com produtos da fazenda, acompanhado de seu pai (meu avô). Eu nasci em São Francisco de Paula, cidade serrana, porta de entrada dos Cânions,, aliás, com muitos atrativos naturais lindos, portanto, realizar essa Expedição é como mostrar meu lar a meus novos amigos

Então, vamos contar todos os detalhes dessa aventura que logo estará em sua agenda, com todas as medidas e protocolos sanitários

Por que devo fazer essa Expedição com a Andes Experience???

Nosso perfil de cliente são pessoas que buscam um pouco mais que o trivial no sentido de informação e conteúdo, pois nossa empresa é a única com o acompanhamento de Guia de Turismo credenciada Cadastur. Nosso foco não é necessariamente em off road, mas na expedição como um todo, nos lugares, no caminho, na logística, na gastronomia, nas detalhes e nas peculiaridades do roteiro.

Essa expedição está programada para que possamos aproveitar o melhor da serra em qualquer época do ano, no outono e primavera desfrutamos das belas paisagens e clima ameno, no inverno curtimos a gastronomia e o frio serrano e no verão aproveitamos os rios e cachoeiras para um refrescante banho. A idéia é ter a Cânions e Cachoeiras como roteiro o ano todo.

Nosso ponto de saída e base é a cidade de Florianópolis, Floripa, a bela Ilha da Magia, veículos de outras localidades poderão encontrar o comboio em um ponto de encontro na BR 101, a combinar. A primeira parte é o trajeto até o sul do estado, na cidade de São João do Sul e por aí acessamos Praia Grande, já na parte debaixo dos famosos paredões. Nossa subida será feita pela Serra do Faxinal.

Parques Nacionais da Serra Gaúcha

Na parte gaúcha, toda essa beleza natural é preservada em duas unidades de proteção, os Parques Nacionais dos Aparados da Serra e o Serra Geral. Os parques gaúchos estão localizados na divisa dos dois estados sulistas, sendo a parte superior do Planalto está localizada no Rio Grande do Sul, as bordas dos Cânions são a divisa com Santa Catarina, e os paredões e os vales, estão em território catarinense (acesso por Praia Grande- SC)

Nossa primeira parada do roteiro será no Parque Nacional Aparados da Serra, onde está o mais famoso dos Cânions, o Itaimbezinho. O Parque é bem estruturado, tendo trilhas auto guiadas, Teremos tempo para conhecer o parque, visitar mirantes e ver as mais lindas vistas panorâmicas do cânion e suas cachoeiras.

A área engloba o Biomas Mata Atlântica e seus sub biomas como Floresta de Araucárias, e Pampa Gaúcho. O relevo da região é caracterizado por desfiladeiros com paredões verticais de até 700 m de altura, onde abruptamente terminam os campos ondulados do planalto, como se fossem "aparados" a mão. A beleza do lugar é cênica e de clima singular, onde o frio domina os meses de inverno e a "viração" (quando a serração invade os cânions e o planalto) e é muito comum no local.

O outro Parque iremos conhecer no segundo dia na parte da tarde, e se chama Parque Nacional da Serra Geral, onde iremos ao belíssimo Cânion Fortaleza,

A beleza das cachoeiras, no conhecido Circuito das Águas

Um dos diferenciais desta Expedição é que existe a opção de acampar na Pousada Corucacas, pois a infra estrutura nos permite terno mesmo comboio tanto campistas quanto overlanders tradicionais, o campismo é uma das formas mais bacanas de fazer turismo, e um contato direto com a natureza.

Um dos passeios consagrados em Cambará do Sul é o chamado pelas agências locais de Circuito das Águas e faz parte da Expedição Cânions e Cachoeiras e Serras do Sul

Um dos ícones do Overlander Nacional são as travessias ou passos do Rio Tainhas, onde cruzamos o rio com nossos veículos, caminhos de antigos tropeiros de extrema beleza.

O Passo da Ilha é uma emocionante etapa deste circuito, uma travessia que até uma belíssima ilha, onde é possível acampar ou simplesmente passar algumas horas, desfrutando de piscinas naturais e natureza preservada.

Outro beleza é o Passo do S, que é o sonho de todos os aventureiros, sua travessia em fornato de S, surpreende e desafia aos que chegam em suas margens Com certeza um dos melhores momentos de nossa Expedição e um das fotos símbolos da serra gaúcha.

Ainda no roteiro conhecido como Circuito das Águas, vamos conhecer a Cascata dos Venâncios, formada pelo Rio Camisas, já a caminho de Cambará do Sul, trata-se de um conjunto de 4 cachoeiras de beleza singular, muito bonito e excelente para passar algumas horas de lazer e contemplação, dentro da Fazenda Cachoeira, no munícipio de Jaquirana.

São José dos Ausentes e seus cânions inexplorados

Apesar de Cambará do Sul levar a fama como a cidade dos Cânions, São José dos Ausentes não fica atrás na quantidade e na beleza natural de seus cânions e cachoeiras. A cidade está no extremo norte do Rio Grande do Sul, é no inverno frio é um dos principais atrativos, mas nos meses de verão é possível aproveitar melhor o entorno desse belo munícipio de aproximadamente 3500 habitantes.

Um dos lugares imperdíveis que está em nosso roteiro é o Pico Monte Negro, no Cânion com o mesmo nome o ponto mais alto do Rio Grande do Sul com 1.403 m, e uma vista impressionante. Após a visita, vamos almoçar na Fazenda Monte Negro, onde é servido um almoço campeiro. Existem outros Cânions de São José dos Ausentes, alguns de acesso mais restrito, mas todos tem seu encanto e beleza natural, são eles:

  • Cânion Tabuleiro
  • Cânion Encerra ou Amola Faca
  • Cânion Realengo
  • Cânion Boa Vista
  • Cânion Coxilha
  • Cânion Cruzinha
  • Cânion Tigras

Nosso belo retorno e final da Expedição poderá ser feito ou pela Serra da Rocinha ou Rio do Rastro, dependendo das condições e obras realizadas nas estradas, ambas são maravilhosas e emocionantes curvas e paisagens

Roteiro

Dia 1, Florianópolis, Serra do Faxinal, Parque Nacional Aparado da Serra Cânion Itaimbezinho e Cânion Fortaleza no Parque Nacional Aparados da Serra. Pernoite em Cambará do Sul na Pousada das Corucacas em Cambará do Sul https://www.corucacas.com.br/

Dia 2, Circuito das Águas Passo da Ilha, Cachoeira do Passo do S, Cachoeira dos Venâncios

Dia 3, Cambará do Sul, São José dos Ausentes, Cânion Monte Negro, Descida da Serra (Rocinha e Rio do Rastro) Florianópolis

A Cânions e Cachoeiras Adventure Expedition é uma Expedição repleta de belezas naturais, história, aventura e paisagens deslumbrantes. Faça logo sua reserva, nos consulte para mais informações e para solicitar material informativo. Essa Expedição é maravilhosa o ano inteiro.

Esperamos você, nós e a "Gigantona" em nosso comboio e bora lá.

Obrigada, gracias, thanks e até a próxima e nos vemos na Expedição.

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Diário de bordo

Vamos conhecer a Patagônia no próximo verão?

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Atualizado: 23 de out. de 2024

A hora de se programar é agora, e lembrando que uma viagem tem três fases: o planejamento, a viagem em si e o pós viagem, está na hora de parar e preparar os projetos. E depois de tudo que estamos passando, é mais que merecido fazer não uma viagem, mas A VIAGEM. Nossa sugestão para o verão de 2021 é conhecer nada mais e nada menos que a PATAGÔNIA e vamos preparar o melhor conceito, experiência e roteiro, algo totalmente diferenciado do mercado.

A Patagônia é uma região muito grande e com muitas paisagens diferentes e diversas opções de roteiros. Abrange todo o extremo sul do continente Sul Americano, e está presente em dois países, o Chile, onde tem a característica de ser mais úmida e por consequência mais verde com belos fiordes e Argentina, onde predomina a paisagem conhecida como Estepe, uma região mais árida e seca. Dividindo os dois países está a Cordilheira dos Andes, com suas montanhas, vulcões, glaciares e a Selva Valdiviana, um bioma típico da região. Portanto, pode-se programar mais de uma viagem à Patagônia com roteiros diferentes.

Na viagem que vamos organizar é muito segura, divertida e cheia de conhecimento, onde cada um vai em seu próprio carro SUV ( se não tiver é possível alugar na região ) e vamos em comboio, desbravar uma região que é conhecida mundialmente pela sua beleza e está perto dos brasileiros.então Partiu Patagônia Full Adventure

Viagem Multidestinos Overland ou Road Trip a melhor forma de conhecer a Patagônia

Recomendo muito que vocês leiam o post sobre o assunto para melhor entendimento do tema https://www.andesexperience.com.br/post/descubra-o-que-s%C3%A3o-viagens-overland-e-road-trips-uma-tend%C3%AAncia-na-retomada-do-turismo, esse post foi escrito falando de opções de viagem alternativas, fora do tradicional, e diferentes maneiras de percorrer o mundão sem necessariamente pegar um avião ou um ônibus de turismo, ai explicamos um pouco de cada maneira de viajar e destacamos o Overlanding ou Road Trip como destaque nesse nicho de Turismo

Uma das vantagens em viajar com a Andes Experience é nossa experiência e know how internacional de mais de uma década. Desde 2009 atuamos no Turismo Receptivo em Bariloche e no decorrer desse anos fizemos muitos amigos e contatos profissionais com o trade argentino, e numa dessas parcerias estamos lançando para o verão de 2021 um produto já conhecido pelas brasileiros, pois algumas agencias e grupos de overland já organizam, mas com uma grande vantagem, nosso suporte local, feito pela Kawen Expedition.

Além do renome e segurança, uma Expedição organizada por profissionais do Turismo tem um diferencial, nossos roteiros buscam mais que um "deslocamento tradicional", mas sim uma Experiência holística e integral, onde visamos que cada um conheça mais que a paisagem, mas que possa sentir o lugar e conhecer de uma forma mais profunda. Que essa jornada seja mais que um conjunto de belas selfies mas sim que ela proporcione a um crescimento pessoal e de consciência quanto a preservação e sustentabilidade diante da Natureza

Além de todas as vantagens já relacionadas, a Andes Experience está inovado na Expedição Patagônia Full Adventure com o inclusão dos EXPERIENCE DAY ( já vamos explicar do se trata)

Viajar em comboio tem inúmeras vantagens:

  • Em grupos de viagens você terá contatos com pessoas de gostam desse estilo de viagem e essa troca cria laços de amizade e parceria entre os participantes
  • Viajar em uma caravana organizada é pratico e seguro. Todos os tramites são pensado antecipadamente, problemas resolvidos e você não perde tempo com organização e logística, dedicando seu tempo a curtir o melhor, que é a própria viagem
  • Ser atendido por uma empresa brasileira é a segurança de ser representado lá fora, e ter o suporte de uma empresa local com renome e experiência é sinônimo de tranquilidade
  • O carro de apoio tem equipamentos de primeiros socorros e lhe auxiliará em todos os casos, tanto pequenos problemas mecânicos quanto imprevistos que possam acontecer durante o percurso
  • O conhecimento a fundo da região é o grande diferencial de nosso roteiro, que vai além das estradas tradicionais ( Ruta 40, Carretera Austral e Ruta 3) pois vamos percorrer caminhos alternativos e de beleza cênica extrema
  • Uma viagem em um lugar peculiar como a Patagônia deve ter a melhor organização e melhor suporte que uma empresa que conhece a região pode oferecer
  • Esse roteiro é muito bonito e reconhecido internacionalmente e deve ser feito por todos, pelo menos uma vez na vida, portanto conte conosco pois os sonhos devem ser cuidados com seriedade
  • O caminho percorre 5 Parques Nacionais da Argentina ( Nahuel Huapi, Los Alerces, Patagônia. Los Glaciares e Península de Valdés ) sendo que alguns deles são tombados como Patrimônio Natural da Humanidade Unesco, e mais importante, na caravana, vamos ter Guias de Turismo Local e durante todo a expedição teremos o acompanhamento de Guia de Turismo América do Sul Cadastur
  • O Turismo possibilita intercambio cultural e viajar para outros países e conhecer pessoas de outras cultura nos enriquece como ser humano

Enfim, que comece nossa expedição

Publico Alvo para a essa aventura

Março de 2025

Patagônia Full Adventure

Esta vigem de aventura está especialmente planejada para aqueles que buscam viver uma experiência inesquecível pela Patagônia. A idéia é incluir os Experience Day for NationalParks of Argentina, que são atividades e visitas únicas acompanhadas porGuia Local Credenciado. Em uma série de 5 Parques Nacionais e aéreapreservadas sendo que, 4 delas são tombadas Patrimônio Natural e Cultural UNESCO, visando oferecer conceitos informativos, de lazer, deaventura e de sustentabilidade.Nosso primeiro destino da Patagônia é a charmosa vila de montanha SanMartin de los Andes e terminamos nossa experiência no santuário dafauna marinha, a Península Valdés. Entre esses pontos vamos conhecermuitos lagos de águas cristalinas, bosques andinos, montanhas, vulcões,glaciares, sítios arqueológico e a imensidão da estepe e suas estancias.São mais de 9.000 km de estradas espetaculares que percorreremos em caravana, onde aviagem é também uma troca cultural e integração entre as pessoas. Grande parte dos deslocamentos é feito na lendária Ruta 40, algunstrechos de rípio, como a belíssima e quase desconhecida Ruta 41, além da Ruta 3 onde os ventos e os guanacos são nosso companheiros de estrada.Este roteiro é exclusivo e pioneiro, planejado por profissionais do Turismo, que acreditam que as pessoas estão buscando mais conteúdo enão somente passar pelos lugares sem interagir com o entorno. Por issonossas viagens são experiências, as quais convidamos você a compartilhar e aviver um dos momentos mais sublimes da vida: Estar em um dos lugaresmais inóspitos da Terra, onde nenhuma foto ou relato poderá descrever,devemos estar aí.Mais do que uma viagem, uma jornada ao longo das paisagens maislindas da Patagônia.

Informações importantes

  • O roteiro PATAGONIA FULL é destinado a veículos 4x4, em excelentes condições para rodar grandes distancias.
  • Existe a possibilidade de ir até Bariloche em avião e alugar uma 4x4 para acompanhar a expedição, nos consulte
  • A Expedição Patagônia Experience se confirmará com o número mínimo de 6 veículos inscritos
  • Os meios de hospedagem são planejados de acordo com a realidade de cada roteiro, lembrando que às vezes estaremos em lugares remotos e com pouca infra estrutura
  • É altamente recomendável a contratação de seguro de viagens, nos consulte
  • Tenha em conta documentos pessoais, cambio de moedas e cartões de crédito
  • Somente poderão participar inscritos que estejam com o carro, equipamentos e documentação de acordo com as leis vigentes dos países a serem visitados

Experiences Days, o melhor dos melhores

A Argentina é um exemplo em gestão de suas áreas naturais, seguindo padrões norte americanos e canadenses, os Parque Nacionais são estruturados, com cenários e paisagens deslumbrantes, sempre objetivando a a preservação das aéreas protegidas e a conscientização do entorno e de seus visitantes

Para que a Expedição Patagônia Full se diferencie do tradicional e agregue valor em todos os sentidos foi pensado nos Day Experiences, que são atividades planejadas para que em cada Parque Nacional visitado nas diferentes região, as pessoas possam desfrutar o melhor,lugares e que nem sempre estão "na vitrine" das agencias receptivas locais. O planejamento dos Day Experience foi feito por profissionais de Turismo, guias experientes e que acompanharão o grupo durante a execução dos mesmos.

Experience Day Parque Nacional Nahuel Huapi-

Localizado nos arredores da cidade de Bariloche, vamos aproveitar as belíssimas paisagens, em um dia de atividades, interação com a natureza e gastronomia local, uma Bariloche bem diferente do que estamos acostumados que irá surpreender você pela beleza cênica

Day Experience Parque Nacional Torres del Paine -

O Parque Nacional Torres del Paine é um parque chileno localizado na Região de Magalhães ao sul da Patagónia chilena. É considerado um dos parques mais impressionantes do sul do Chile, e um dos lugares prediletos para acampar.

Histórico

Fundado como parque no final da década de 1950, foi declarado Reserva da Biosfera pela UNESCO em 1978. Tem uma área de aproximadamente 242.000 hectares, na qual se encontra a cadeia montanhosa del Paine, com as mundialmente famosas Torres del Paine e os não menos conhecidos Cuernos del Paine. Lagos, rios, cascatas e glaciares estão em perfeita harmonia no parque.

Em 2012 houve um incêndio que queimou até 33 mil hectares do parque, queimando a maior parte das árvores.

O principal ponto de entrada para os visitantes é a cidade de Puerto Natales, última da linha marítima proveniente de Puerto Montt. Esta região foi palco de um grande protesto contra o Governo Chileno em janeiro de 2011, sendo tomados como reféns muitos estrangeiros, inclusive 99 turistas brasileiros. Porém, o parque fica na comuna

Day Experience Parque Nacional Patagônia, Cueva de las Manos

- Com uma importância arqueológica reconhecida e tombada pela Unesco,como Patrimônio Cultural da Humanidade a Cueva de las Manos abarca um legado pré histórico. A região das mesetas no vale do Rio Pinturas tem uma fauna abundante e uma cenário impressionante

Day Experience Parque Nacional los Glaciares

Um verdadeiro santuário natural, o Campo de Hielo Patagônico é a maior reserva de água doce continental e protege os inúmeros glaciares que tem sua importância fundamental para regular o clima no planeta. É impressionante as paisagens e muitas atividades para aproveitar tudo que este Parque, que é tombado como Patrimônio Natural pela Unesco pode oferecer. Foram programados três Day Experience

1, Trekking El Chalten, Cerro Fitz Roy

Considerada a capital nacional do Trekking, a pequena cidade de El Chalten é o paraíso para os que gostam de integração com a natureza, além de ser um dos "pueblos auténticos" (projeto do Ministério do Turismo). Os Cerros Fitz Roy e Torre são ícones da Patagônia e percorrer suas trilhas é um dos melhores momentos da Expedição

Observação: A trilha que vamos percorrer será escolhida de acordo com o perfil do grupo

2, Glaciares ( Glaciar Perito Moreno e Museu interativo Glaciarium)

A cidade de El Calafate é a capital dos Glaciares e acesso ao mais famoso deles, o Glaciar Perito Moreno, o de mais fácil acesso e onde é possível fazer muitas atividades, desde visitar e contemplar as desprendimentos do glaciar visto das passarelas, como os opcionais Safári Náutico ( passeio em barco próximo no canal do los Tempanos ) e o Mini Trekking ( experiência única em caminhar sobre o glaciar Perito Moreno). Para complementar o dia de Glaciares, conhecer o incrível Museu Interativo "Glaciarium" onde é possível entender a história e geologia da região

3, Glaciarium

Centro dedicado à divulgação do gelo patagônico e suas geleiras, um dos poucos centros de interpretação glaciológica do mundo”

Day Experience Fauna Marinha, Península Valdés e Punta Tombo

A Patagônia Atlântica surpreende os visitantes por uma beleza selvagem, um litoral de fortes ventos, águas claras e impressionantes falésias e escarpas. Mas sem dúvida, a fauna marinha é um espetáculo da natureza que impressiona. poder ver os animais em seu estado natural, tão próximo, por si só, já valeria a pena toda viagem. para fechar com "chave de ouro "vamos conhecer duas localidades declaradas com o Área Natural Protegida, uma é Punta Tombo, berçário e maior colônia de Pinguins de Magalhães, podendo chegar a 1 milhão de indivíduos, a outra é a Península Valdés, declarada Patrimônio Natural da Humanidade pela Unesco, abriga exemplares de lobos, elefantes marinhos, focas, pinguins, golfinhos, orcas e baleias francas, além de muitas espécies de aves migratória. Para os que amam a natureza e os animais é simplesmente imperdível

A base brasileira na Patagônia: San Carlos de Bariloche

Nenhuma cidade na Argentina pode se comparar com Bariloche ou também conhecida como "Brasiloche" em termos de conexão com os brasileiros. Todos os invernos milhares de brasileiros visitam essa belíssima cidade localizada na porta da Patagônia. O mais interessante é conhecer um outro lado da cidade, Bariloche no verão é tão interessante e tem tantos atrativos quanto no inverno. Somente com as cores da estação do sol e do calor, podemos desfrutar de belezas naturais que ficam escondidas nos meses invernais.

Além de ser a base Argentina da Andes Experience assim que começar a percorrer a Patagônia por Bariloche é a melhor opção. Aí toda a caravana se reúne e aproveitamos para desfrutar um pouco da renomada gastronomia local e das muita belezas naturais que parecem ser cenário de cinema. A cidade possui um infra estrutura perfeita com tudo que o turista precisa para se sentir em casa. Leia mais nos post sobre Bari https://www.andesexperience.com.br/blog/categories/bariloche

Novidade: As pessoas que não tem um veiculo SUV ou não querem encarar os longos trechos de deslocamento até a Patagônia tem a opção de alugar um veiculo 4x4 em Bariloche. Você pode encontrar a caravana em Bariloche e fazer a expedição e seguir até a Patagônia Atlântica e retornando a Bariloche para entregar o carro e pegar seu voo de retorno ao Brasil. Converse conosco pois iremos te ajudar a realizar esse sonho.

Rutas Argentinas, Um atrativo à parte

Em uma expedição overland como a Patagônia Full Adventure, com mais de 10.000 km em 26 dias, as estradas são sempre um dos elementos mais relevantes a se considerar no planejamento. A grande recomendação a todos é que o carro esteja em excelentes condições, pois em deslocamentos longos e em lugares inóspitos, precisamos estar preparados.

Dentro deste roteiro especificamente, a imensa maioria dos trechos é de asfalto e excelentes condições. Teremos trechos em rípio somente em alguns lugares específicos como dentro dos Parques Nacionais ( Patagônia, Península Valdés, Torres Del Paine etc.) na Ruta Províncial Cênica 41 e aproximadamente uns 60 kms da Ruta 40 entre Gobernador Gregores e El Chalten. Por essa razão a Expedição poderá ser feita em SUV 4X2 consultando previamente a organização.

Em geral, as Rutas Argentinas são maravilhosas, alguns pedágios e muito controle policial, tanto das Policias Camineras ( provinciais) quanto de Gendarmeria Nacional. No deslocamentos de ida e volta a Patagônia com certeza serão os de paisagens rotineiras grandes retas e vacas, atravessaremos a província de Entre Rios, Buenos Aires e La Pampa, até chegar a Neuquén, já em território patagônico, onde as paisagens mudam e enchem nossos olhos diante de tanta beleza a cada quilometro.

Quanto aos controles policias, nós percorremos quase toda a Argentina e fomos parados muitas vezes, sempre nos pediram os documentos e carta verde. Algumas vezes inspecionaram o veiculo para conferir os itens obrigatórios do país, Nunca tivemos problemas, mas já lemos e ouvimos relatos de corrupção, em especial da Policia Caminera de Entre Rios. Talvez por termos nacionalidade argentina e falarmos bem o idioma, mas sempre fomos tratados muito bem, com muita educação e muitas vezes com aquela simpatia e receptividade típica dos hermanos, perguntando sobre nossas praias ou comentando sobre futebol

A Ruta Nacional 40 é um verdadeiro orgulho nacional e não é para menos, leia esse post do nosso blog, onde eu introduzo o assunto Patagônia com informação muito importantes e claro, falo da parceira de viagem a mítica Ruta 40

https://www.andesexperience.com.br/post/saiba-mais-sobre-um-dos-lugares-mais-impressionantes-do-mundo-a-patag%C3%B4nia

Todos os trechos são bonitos, mas destacamos um tramo em especial, a ligação entre San Martin de los Andes a Villa la Angostura,pertinho de Bariloche, conhecida como a Ruta de los 7 Lagos, realmente lindo trecho. Outra Ruta que merece destaque é a cênica Ruta 41, que inicia em Los Antiguos e termina em Lago Posadas na província de Santa Cruz, esse caminho é exclusivo da nossa expedição e tem dentre outros atrativos, um áudio guia com muita informação bacana, feita pela secretaria de Turismo da província.

Atenção máxima nas Rutas Patagônicas para os animais na pista, muitos guanacos e choiques por todo sul, Chubut e Santa Cruz, e os ventos também requerem muita cautela. Lembrando os equipamentos obrigatórios em cada veiculo: cambão, 2 triângulos, extintor de incêndios, ki de primeiros socorros, colete refletivo, adesivo de quilometragem (110 ) nas caminhonetes, faixa refletiva e o seguro carta verde. Nos consulte para mais informações

A importância de um staff diferenciado

A Patagônia é a segunda casa da Andes Experience, lembrado que nossa base é Floripa SC. Os que conhecem nossa história sabem do know how que os 11 anos de receptivo em Bariloche nos deram e além do conhecimento do Trade Turístico em toda a América do Sul, base para todo nosso suporte, lembrando que parcerias fortes e de confiança são tudo no Turismo.

Para nós, realizar a Patagônia Full é como convidar os amigos para nossa casa, é imensurável a satisfação em mostrar a beleza que nos encantou para nossos compatriotas, contar histórias interessantes e que as pessoas vejam que não é só belezas naturais, que a Argentina tem algo que só quem vive e se conecta com o lugar sabe, e nesse processo sermos os facilitadores. Nós somos profissionais do Turismo, organizando uma Expedição para que nossos passageiros tenham a oportunidade de vivenciar a experiência como ela merece e não somente passar pela região mal sabendo quem foi Perito Moreno, como na maioria das em expedições sem conteúdo comercializadas, organizadas por gente que conhece carro 4x4 e mecânica, mas não Turismo.

Nosso staff é diversificado, desde Brasil seremos eu Juliana Hoffmann, organizadora, Guia Brasil e América do Sul, Turismóloga e Agente de Viagens, Gabriel Frois Ramos, organizador e especialista em estradas e roteiros. Iremos também acompanhados de um Mecânico Disel e 4x4, que na maioria dos casos irá resolver imprevistos nessa ordem e iremos com um Guia Local da Patagônia,que nos acompanhará desde Bariloche até Península Valdes, um diferencial e tanto pois iremos ter uma pessoa com profundo conhecimento local, de sua história, biologia, geologia, geografia e cultura, um Guia a nossa disposição, essa equipe de variados e conhecimentos complementares serão base para enriquecer nossa Expedição

A idéia do post é convidar a todos a participarem da viagem, apresentar o roteiro de forma simples, as idéias e diferenciais de mercado da mesma. A Andes Experience possui o Selo de Turismo Responsável da Cadastur e segue todas as normas e protocolos tanto o Brasil quanto da Argentina. Consideramos essa modalidade de Turismo muito segura, pois cada família vai em seu carro e compartilhamos momentos ao ar livre e junto a natureza, evitando aglomerações, contrario, vamos para um dos grande vazios demográficos no planeta

Outra premissa da Expedição Patagônia Full da Andes Experience é a sustentabilidade, o Planeta e a natureza são bens comuns e devem ser preservados. Nosso intuito é a informação e conhecimento para conscientização. Lembrando que o foco de nossa viagem são os Experience Days em Parques Nacionais, que na Argentina, seguem regras restritas e são muito bem fiscalizados. Na maioria se paga Taxa de Parques e as normas devem ser cumpridas a rigor. Os argentinos respeitam e se orgulham muito de esse legado, além disso, grande parte dos Parques Nacionais que vamos visitar são Tombados a nível mundial pela Unesco, com grande quantidade de fauna, portanto aproveitem sem degradar ou deixar vestígios de nossa presença.

Entre em contato por e-mail juliana@andesexperience,com.br ou pelo watts (48) 99697-0418 para roteiro completo e demais informações, Eu pessoalmente, estou LOUCA para fazer, que até fevereiro esteja tudo melhor em relação a pandemia, realizar sonhos, os nossos e de nossos passageiros é a melhor maneira de começar 2021, nós merecemos e precisamos nos conectar com coisas muito boas.

Obrigada, gracias, thanks e até logo.

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